Saiba mais sobre as propriedades da Babosa
por Dra. Shirley de Campos em 2006-05-10
 

 

O nome Aloe vera seria originário do hebráico halal ou do arábico alloeh (= substância amarga, brilhante) e do latim vera (= verdadeira). Ao que tudo indica, ela é considerada uma planta poderosa há muito tempo. Antigos muçulmanos e judeus acreditavam que a babosa representava uma proteção para todos os males e, por isso, usavam as folhas até penduradas na porta de entrada da casa. Alexandre, o Grande, teria conquistado as Ilhas de Socotorá, no Oceano Índico (século IV a.C.), porque lá vegetava abundantemente um tipo de babosa que produzia uma tinta violácea. Há quem diga, entretanto, que na verdade, o conquistador conhecia os poderes cicatrizantes da babosa e seu principal interesse nas ilhas era ter plantas suficientes para curar os ferimentos dos seus soldados após as batalhas.Quanto às suas virtudes cosméticas, basta dizer que ao serem descobertos os segredos de beleza de Cleópatra, a polpa da babosa ocupava lugar de destaque. O que parece ser confirmado pela indústria atual, pois o ingrediente entra na fabricação de inúmeros cremes, loções bronzeadoras, shampoos, condicionadores, máscaras, etc.
Existem centenas de espécies de babosa, a maioria de origem africana, pertencentes à Família das Lileáceas. As espécies mais conhecidas como medicinais são a Aloe vera, que nasce em forma de tufo e produz flores amarelas e a Aloe arborescens, que nasce em torno de um pequeno tronco e produz flores alaranjadas e vermelhas. Além da diferença na disposição das folhas, a Aloe arborescens apresenta espinhos mais proeminentes nas bordas das folhas.No seu livro, o Frei Romano Zago afirma que a espécie Aloe arborescens apresenta melhores resultados que a Aloe vera (barbadensis) - mais usada na indústria cosmética. Para ele, as propriedades medicinais encontram-se na folha toda e não apenas no gel, assim, como na arborescens o volume da casca é muito grande, há maior concentração de substâncias.A babosa, (tanto a Aloe vera quanto a arborescens) desenvolve-se bem em qualquer tipo de solo, desde que seja bem drenado. Mas, precisa de pleno sol para se desenvolver bem. Além de medicinal, a babosa é muito ornamental: pode ser usada em jardins de pedra ou cultivada em vasos, por exemplo. Neste caso, o substrato ideal é uma mistura de 1 parte pó de xaxim, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de areia. Para acelerar o desenvolvimento, após o plantio da muda e seu perfeito enraizamento, o produtor aconselha-se uma adubação com NPK 10-10-10, ao redor da planta. Após um ano ou quando a planta estiver bem desenvolvida, a recomendação é para usar NPK 4-14-8, também ao redor da planta, duas vezes ao ano.É interessante usar sempre um vaso grande (com no mínimo 20 cm de diâmetro), pois tanto a Aloe vera quanto a Aloe arborescens emitem brotações laterais que, após atingirem cerca de 15 cm., podem ser aproveitadas como mudas para a formação de outros vasos.Babosa é o nome popular dado a uma planta africana, pertencente a família das Lileáceas e do genero Aloe. Da qual pertencem mais de 3OO espécies, muitas delas utilizadas em vários países, inclusive no Brasil, para fins medicinais.Dentre as espécies existentes, as mais canhecidas são: Aloe socotrina, Aloe arborensis, Aloe chinensis, Aloe ferox e Aloe vera, sendo esta última, a mais estudada pelas indústrias alimentícia, farmacêutica, cosmetológica e fitoterápica. Ela também é conhecida como Aloe barbadensis, por crescer espontânea e abundantemente na ilha de Barbados.As plantas da espécie Aloe vera são de até 1,2m de altura, com falhas setiformes, espessas e suculentas, de cor verde pardo, dispostas na base da planta em forma de roseta. Floresce na primavera, com flores tubulares, de cor amarela, inseridas em hastes ramificadas ou não, em número de uma ou duas por planta, se seus brotos surgem do rizoma subterrâneo.O interior de suas folhas e constituído por um tecido parenquimático, rico em polissacarídeos (mucilagem), que lhe confere uma consistência viscosa (baba), de onde surge a nome de BABOSA. Nesta mucilagem, ou gel, encontram-se seus princípios ativos, que são constituídos de ácidos orgânicos, enzimas, vitaminas, sais minerais e aminoácidos dentre os quais 18 são importantes para a homem, e destes, 7 pertencem aos 8 não sintetizados pelo nosso organismo. Alem desses componentes. a babosa passui um polissacarídeo chamada acemannan que comprovadamente é um extraordinário imunoestimulante. Na sua casca encontramos a seiva que é rica em aloina, alantoina e antraquinonas que são excelentes cicatrizantes, porém, seu uso intemo tem efeita catártico e para algumas pessoas pode afetar os rins, motivo pelo qual a casca da babosa ou sua seiva não devem ser usadas internamente.O usa da Aloe vera está registrado nas civilizações gregas, egípcias e africanas, há mais de 4.OOO anos. Porém, somente no século passado as pesquisas botânicas, químicas e fitotécnicas foram intensificadas em algumas espécies de aloe, com mais ênfase para a Aloe vera, que vem sendo largamente utilizada nas áreas da saúde, estética e nutrição. Com um livro intitulado “O Câncer tem Cura”, o Frei Romano Zago transformou a imagem da babosa: de planta indicada para embelezamento de pele e cabelos, ela entrou para as páginas de revistas e programas de rádio e TV como uma poderosa arma contra o câncer. A receita para uso interno, segundo o próprio Frei, é muito antiga: acredita-se que ela tenha surgido na Idade Média. A fama repentina provocou uma procura incrível pela babosa que, como era de se esperar no Brasil, virou objeto de especulação, sendo vendida por valores absurdos e, pior ainda, aos pedaços, permitindo que pessoas inescrupulosas vendam outro tipo de planta, passando-a por babosa, aproveitando-se que a maioria da população não tem muito conhecimento na identificação de plantas. De qualquer forma, a comunidade científica ainda não comprovou nada a respeito das conclusões do Frei Romano sobre a eficiência da babosa contra o câncer. Estudos já comprovaram que a babosa fortalece o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória e antiviral. Embora o uso da planta tenha sido aprovado nos Estados Unidos para testes em pacientes com Aids e câncer, desde 1994, ainda não foi divulgado nenhum resultado. Algumas pesquisas isoladas mostraram que os oligossacarídeos presentes na babosa ajudam a combater as células malignas, no entanto, concluiu-se também que seu consumo não deve ser indiscriminado, pois pode provocar dores abdominais, fortes diarréias (que os defensores do uso afirmam ser o “efeito limpeza”) e, em doses elevadas, pode causar até inflamação nos rins.Conta-se que a procura pela babosa em viveiros de plantas aumentou subitamente. Interessado em saber mais a respeito dos poderes medicinais da babosa, o produtor resolveu estudar as referências existentes a respeito. Ele acredita que a planta realmente apresenta propriedades curativas impressionantes:Todas as referências bibliográficas que pesquisei indicam a espécie Aloe vera como possuidora de princípios ativos com potentes propriedades medicinais.As pesquisas indicam que as substâncias contidas na Aloe vera fortalecem o sistema imunológico com uma atividade antiviral, antitumoral e inclusive inibindo a multiplicação do vírus da Aids. As mesmas pesquisas mostram que os princípios ativos encontram-se no gel mucilaginoso das folhas da Aloe vera e não na casca da folha. Embora convencido dos poderes da babosa, o produtor lembra que o uso interno da planta deve ser feito com muita cautela,observando a reação individual de cada pessoa. Cautela com a ingestão da babosa também é a recomendação dos médicos e pesquisadores, os principais componentes da babosa (aloína, aloeferon, aloetina e barbalodina) são os responsáveis pelas propriedades medicinais da planta que, além de cicatrizante, é utilizada como tônico digestivo e laxante. Mas ele adverte:como os componentes da babosa têm propriedades emenagogas (aumentam o fluxo sangüíneo), ela é contra-indicada na gravidez; além disso, em altas doses, a planta pode se transformar num purgativo drástico, sendo totalmente desaconselhável seu uso em crianças. As mesmas advertências são enfatizadas nos Compêndios de Fitoterapia: além da gravidez, seu uso é contra-indicado em casos de varizes, hemorróidas, afecções renais, enterocolites, apendicites, prostatites e cistites. O uso interno prolongado provoca hipocalemia, diminui a sensibilidade do intestino, necessitando aumento gradativo da dose, favorecendo o surgimento de hemorróidas. Em crianças os efeitos colaterais podem ser potencializados, tornando o uso interno extremamente perigoso. Enquanto cresce a discussão em torno da indicação da babosa para uso interno, por outro lado, é unânime o reconhecimento das propriedades da planta para uso externo. Sobre a pele, as substâncias contidas na babosa agem formando uma camada protetora e refrescante, com amplo uso cosmético e medicinal.

Indicações: o suco das folhas é emoliente e resolutivo, quando usadas topicamente sobre inflamações, queimaduras, eczemas, erisipelas, queda de cabelo, etc. A polpa é antioftálmica, vulnerária e vermífuga (uso interno). A folha despida de cutícula é um supositório calmamente nas retites hemorroidais. É ainda utilizada externamente nos entorses, contusões e dores reumáticas. Parte usada: folhas, polpa e seiva. A conhecida Aloe Vera ou Babosa é uma planta da família das Liliáceas que possuí inúmeras propriedades regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes e nutritivas. Chamada de "a planta da saúde e beleza", tem seu uso documentado desde a época do antigo Egito, com passagens na Bíblia e antigos documentos fenícios. Também há relatos que Alexandre Magno usava Aloe Vera como único paliativo para os ferimentos de guerra. Inúmeras e renomadas instituições científicas e docentes, como o Instítuto de Ciências e Medicina Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia; Instituto Weisman de Israel, Universidade de Oklahoma e outros, têm efetuado estudos formais sobre a Aloe Vera.

 Preparo e dosagem

·        Suco: uso interno do suco fresco, como anti-helmíntico.

·        Cataplasma: aplicar sobre queimaduras 3 vezes ao dia.

·        Supositório: em retites hemorroidais.

·        Resina: é a mucilagem após a secagem. Prepara-se deixando as folhas penduradas com a base cortada para baixo por 1 ou 2 dias; esse sumo é seco ao fogo ou ao sol,quando bem seco, pode ser transformado em pó dissolvido em água com açúcar, como laxante.

·        Tintura: usam-se 50 g de folhas descascadas, trituradas com 250 ml de álcool e 250 ml de água, a tintura é coada em seguida. Deve ser utilizada sob a forma de compressas e massagens nas contusões, entorces e dores reumáticas.

·        Toxicologia: não deve ser ingerida por mulheres durante a menstruação ou gravidez. Também deve ser evitada nos estados hemorroidários. Não usar internamente em crianças.

Externamente a babosa é usada como:

  1. Hidratante;
  2. Adstrigente;
  3. Como veiculo de penetração através da pele para outros componentes de uso tópico, podendo ir ate sua sétima camada;
  4. Antiinfiamatório e analgésico, tirando a vermelhidão e o inchaço;
  5. Protetar da pele contra os raios UV do sol e dos agentes que criam as manchas senis;
  6. Cicatrizante e curativo nos mais diversos casos de queimaduras e alergias;
  7. Protetor e ativador do sistema imunológico; e
  8. Anti-envelhecimento da pele, por induzir a produção de colágeno

Internamente ela e utilizada

Internamente ela e utilizada como:

  1. Auxiliar nos casos de artrites;
  2. Redutor e controlador da pressão sangüínea e dos batimentos cardíacos;
  3. Redutor do colesterol;
  4. Indutor das funções do fígado;
  5. Calcificador dos ossos tornando-os mais sadios;
  6. Regulador da acidez do sistema gastro-intestinal, normalizando a funcionamento do cólon e auxiliando nos tratamento de gastrites e úlceras internas;
  7. Hipoglicemiante, promovendo a balanceamento do açúcar no sangue;
  8. Imunoestimulante, com resultados positivos em testes realizados nos Estados Unidos em portadores do HIV.

Os cientistas que estudam a babosa no mundo inteiro, concluem que o gel desta planta é altamente recomendado para recuperar lesões de vários sistemas e órgãos e reconhecem que ela contém hormônios, antibióticos, agentes coagulantes e adstringentes, substâncias anestésicas, substancias estimuladoras do crescimento de células sadias, acelerando a recomposição de tecidos novos e eliminando aqueles comprometidos.Até a momento os cientistas não descobriram todos os segredos da babosa, porém, percebem que a mistura específica de seus componentes, atuando sinergicamennte, é a responsável por conferir a esta planta o grande alcance de seus poderes curativos. Na área da cosmética a babosa é vastamente usada para formulações de cremes, loções, xampus, condicionadores, protetores solares e hidratantes, além de muitos outros produtos.Como complemento alimentar ela se apresenta como sucos integral e composto, como suplemento dietético, regulador das funções orgânicas e suporte nos programas de recuperação do sistema imunológico, dietético, regulador das funções orgânicas e suporte nos programas de recuperação do sistema imunológico.É uma planta que possui inúmeras propriedades  regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes e nutritivas. A ALOE VERA é por excelência uma planta medicinal. Muito conhecida no Brasil com o nome de BABOSA. Chamada de "a planta da saúde e da beleza" tem seu uso documentado desde a época do antigo Egito, com passagens na Bíblia e em antigos documentos Fenícios. Inúmeras e renomadas instituições científicas e docentes, como o Instituto de Ciências e Medicina Linus Pauling, de Palo Alto,California; Instituto Weisman de Israel; Universidade de Oklahoma; e outros, tem efetuado estudos formais sobre a ALOE VERA. Apoiados por provas de laboratório e experiências químicas, mencionam as seguintes propriedades:

1- INIBIDORA DA DOR:

Seus princípios ativos têm uma notável capacidade de penetração até os planos mais profundos da pele, inibindo e bloqueando as fibras nervosas periféricas (receptores da dor) interrompendo o modo reversível a condução dos impulsos. Além disso, reduz a dor por possuir uma poderosa força antiinflamatória.

2- ANTIINFLAMATÓRIA:

Tem uma ação similar a dos esteróides, como a Cortisona, mas sem seus efeitos nocivos colaterais. Por isso é útil em problemas como bursites, artrites, lesões, golpes, mordidas de insetos, etc.

3- COAGULANTE: Por conter cálcio, potássio e celulose, ALOE VERA provoca nas lesões a formação de uma rede de fibras que seguram as plaquetas do sangue, ajudando na coagulação e cicatrização. O cálcio é parte do sistema nervoso, o potássio da atividade muscular e a celulose da coagulação.

4- QUERATOLÍTICO: Faz com que a pele danificada dê lugar a um tecido de células novas.

5- ANTIBIÓTICA: Sua capacidade bateriostática, bactericida e funguitástica (antiviral), elimina bactérias (inclusive Salmonela e Estafilococos) que causam infecções, inibindo sua ação daninha.

6- REGENERADOR CELULAR: Possui um hormônio que acelera a formação e o crescimento de células novas. Graças ao cálcio que contém, elemento vital na osmose celular (intercâmbio de líquidos), ajuda às células a manter seu frágil equilíbrio interno e externo.

7- ENERGÉTICO E NUTRITIVO: Uma das características de maior importância da ALOE VERA é que contém 19 aminoácidos essenciais, necessários para a formação e estruturação das proteínas, que são a base das células e tecidos, e também minerais como o cálcio, fósforo, cobre, ferro, manganês, magnésio, potássio e sódio, todos elementos indispensáveis para o metabolismo e atividade celular. Contém também vitamina A (excelente para a visão, cabelo e pele); vitamina B1, B5, B6 e B 12 (para o sistema nervoso central e periférico) e vitamina C (responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico e pela tonicidade dos capilares do sistema cardiovascular e circulatório.

8-DIGESTIVO:Contém grandes quantidades de enzimas necessárias para o processamento e aproveitamento dos  carboidratos, gorduras e proteínas no organismo.

9- DESINTOXICANTE:Contém ácido urónico, elemento que facilita a eliminação de toxinas a nível celular, e a nível geral estimula a função hepática e renal, primordiais na desintoxicação do nosso organismo.

10- REIDRATANTE E CICATRIZANTE:

Penetra profundamente nas três camadas da pele(derme, epiderme e hipoderme), graças à  presença de Ligninas e Polisacáridos restitui os líquidos perdidos, tanto naturalmente como por deficiências de equilíbrio ou danos externos, reparando os tecidos de dentro para fora nas queimaduras (fogo ou sol), fissuras, cortes,ralados, esfolados, perda de tecido,etc.Os muitos benefícios dos princípios ativos da ALOE VERA, tanto são para uso tópico(externo) na pele, como para uso em tecidos, membrana e mucosas (interno).

O SEGREDO DE ACEMANNAN: O suco ALOE VERA (Babosa) contém alto teor de uma sustância denominada Acemannan. Esta sustância é também produzida pelo nosso corpo até a puberdade. Após esta fase precisa ser absorvida pela alimentação. A sua presença aumenta a resistência imunológica do organismo contra parasitas, vírus e bactérias.

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Dr.Edson Credidio - Médico Nutrólogo, Título de Especialista em “Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos” pela Unicamp , Coordenador do Sistema Nutrosoft , Coordenador do Selo ABRAN , Diretor da ABRAN, Professor da Pós Ggraduação de Dietoterapia, Alimentos Funcionais e Doenças Transmitidas por Alimentos da ABRAN, Membro da International Colleges for the Advancemente of Nutrition-USA,Membro da American Colleges of Nutrition-ACN-USA, Membro do Comitê Cientifico da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais-SBAF e Membro Titular da Academia Latino –Americana de Nutrologia. -  credidio@terra.com.br

 

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