Esta página já teve 110.730.577 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.759 acessos diários
home | entre em contato
 

infecto-contagiosas

Candidíase

12/01/2005

 

           

É levedurosa com apresentações clínicas múltiplas, ocorrendo sob forma aguda, sub aguda e crônica causada por cândida albicans, cumumente denominada munilíase porque seu agente antes era classificado como  “Munilia albicans”

Várias espécies de Candida estão implicadas na candidíase. A Candidíase representa um problema importante nos hospedeiros imunocomprometidos. O espectro das manifestações clínicas varia desde infecções superficiais da pele até infecções sistémicas potencialmente fatais em várias condições, c. albicans, c.tropicalis, c.kefyr (designada anteriormente de c.pseudotropicalis),     c.glabrata (designada antigamente touro lopesis glabrata e c.para psilossis fazem parte da flora normal humana. Essas espécies podem ser isoladas das superfícies mucosas sadias da cavidade oral, da vagina , do trato gástrinstestinal e região retal .Até 80 % dos indivíduos podem exibir colonização desses locais na ausência de doenças.

            Por outro lado esse organismo é raramente isolado da superfície da pele humana normal, exceto esporadicamente de certas áreas intertriginosas ( isto é superfícies cutâneas que se opoem ) , como na verília. Em certas circunstâncias , esses organismos tem acesso hematogênico a partir da orofaringe ou do trato gastrintestinal quando ocorre ruptura da barreira mucosa ( por ex : inflamação das mucosas devido a quimioterapia )ou quando cateteres intravenosos e seringas são contaminados. Os órgãos mais frequentemente afetados incluem pulmões, baço , rim, fígado, coração e cérebro. Os organismos pertencentes ao gênero Candida podem produzir endoftalmite. Inflamação ocular ), indicando a disseminação hematogênica dec.albicas e a possibilidade de acometimento de múltiplos órgãos. Podem ocorrer lesões cutâneas em 10 a 30 % dos pacientes com infecções disseminadas. O reconhecimento precoce dessas lesões é importante no diagnóstico, visto que as hemoculturas ante-mortem são negativas numa elevada porcentagem de pacientes com candidíase sistêmica comprovada por necrópcias.

 

HISTÓRIA

Desde meados do século XIX, a candida albicans com diversos nomes , foi descrita como a gente causados do “sapinho” ou “muguet”, em crianças, observando-se a língua e a mucosa bucal com lesões ou totalmente recobertas por membrana branca- acinzentada. Posteriormente , a doença foi observada causando processos ungueais, cutâneos pulmonares vaginais e sistêmicos. Até o começo do século XX a doença tinha sido observada e descrita numerosas vezes sob várias formas. Durante a primeira metada do século XX foi observada nos animais domésticos, causando enfermidades similares ao sapinho humano e doenças internas em bovinos, ovinos, suínos, caes e gatos. Hoje é bastante conhecida nos mamíferos domésticos, ao que parece tendo sua apresentação sido estimulada pelo uso dos antibióticos em rações  e em tratamentos sem que entretanto seja doença frequente.

Quadro 1.1

Espécies de candida       

Agentes etiológicos       

Candida albicans                                     C.guilliermondi

Candida stellatoidea                                C.Krusei

Candida tropicalis                                   C.glabrata

Candida parapsiloses                               C.viswanathii

Candida kefyr                                          C.lusitaniae

ETIOLOGIA

C.albicans é levedura com células desde quase esféricas até ovaladas longas, fortemente gran positiva e reveláveis histoquimicamente pelo PAS e por outros métodos para polissacarídeos. Em ágar sabourand e ágar sangue cresce de 24 a 48 hs a 37 º C sob forma de colônias branco marmórea, úmidas , circulares, convenxas. Em meio de levine, produz colônias rosas sem brilhos , circulares e convexas. Formas leveduriformes, pseudohifas, hifas verdadeiras. As hifas verdadeiras se formam a partir de células leveduriforme por formação de tubo germinativo. Apesar de numeros estímulos para a transformação da levedura hifa verdadeira serem conhecidos a morfogênese da C.albicans não é bem conhecida. Um estímulo inquestionável é o soro normal. Após 90 minutos no soro a 37 º C , a C.albicans inicia a formação de hifas verdadeiras. Esta reação se manifesta pelo aparecimento do tubo germinativo que se alonga tendo como medida : a largura tem metade da célula leveduriforme que o formou e o comprimento é mais ou menos 20 vezes maior do que o da célula leveduriforme. Os tubos germinativos são diferentes das peseudohifas e são formados somente por C.albicans e C. estelatoidea. C. albicans forma clamidósporos característicos nos meios de cultivo. Ambas, hifas verdadeiras e pseudohifas podem reverter ao estado de célula leveduriforme , e a 3 formas podem ser vista nos cultivos e nos tecidos parasitados.

            A C. albicans possui 2 sorotipos A e B . O soro tipo A é mais comumente encontrado nas infecções e mais suceptível a ação da flucytocina.

 

EPIDEMIOLOGIA

            Das condições pré disponentes  a infecções por cândida são : Idade : Acomete animais muito jovens ou muito velhos , principalmente traumas ;traumas : maceração, queimaduras, feridas , outras infecções hematológicas : himunodeficiência celular, enfermidades granulomatosas crônicas, anemia aplástica, agranulocitose, linfomas, leucemias; endócrinas : diabetes, hipoparatireoidismo ; iatrogênicas : himunosupressão, transplantes de órgãos, pós operatório , vacinações hiperalimentação, outras causas : Tumores malígnos, má nutrição , má absorção, timoma, hereditariedade .

 

Categorias  Clínicas

Cutânea : intertrigo, paroníquia, onicomicose

Mulcocutânea : boqueira, sapinho e doença perianal

Crônica : candidíase mucocutânea, doença granolomatosa

Sistêmica : fungemia, endocardite, infecção pulmonar, infecção das vias urinárias, meningite e endoftalmite

Condições preliminares

Causas variáveis, principalmente mecânicas ( por exemplo, traumatismo , oclusão ) ; antibioticoterapia de amplo espectro ; anticoncepcionais orais

AIDS : avitaminose, gravidez

Defeito dos lifócitos T e macrófagos

Várias condições que resultam em imunossupressão ( por exemplo, endocrinopatia, diabetes melito, queimaduras; cateteres intravasculares; abuso de drogas intravenosas

Morfologia

Com apenas uma exceção, uma notável característica morfológica das leveduras do gênero candida conciste na sua multiplicação ao formar blastósporos, pseudo-hifas e hifas septadas. A candida glabrata , uma levedura implicada em infecções das vias urinárias e no desenvolvimento de doençãs sistémicas em indivíduos debilitados, é a exceção, uma vez que só produz células leveduriformes.

Síndromes Clínicas

De suspeita. Encontro de lesões características quanto a candidíase cutânea. Quado se suspeita de candidíase disseminada com candidemia deve-se colher sangue arterial para exames e cultivos , pois no sangue venoso nao se encontra o fungo. Nos exames de lesão de pele para um diagnóstico seguro, devem ser encontrados hifas e células inflamatórias.

O espectro das infecções causadas por organismo do gênero candida inclui doenças localizadas da pele humana e unhas , doenças que afetam a superfície mucosa da boca, vagina, esôfago e árvore brônquica : E doenças que se disseminam e acometem múltiplos sistemas orgânicos. As doenças que afetam a pele e as unhas assemelham-se frequentemente aquelas causadas por dermatófitos. Em todos os casos, o diagnóstico deve ser baseado pela obervação microscópica de fungos na amostra de lesões e confirmado pela cultura dos organismos. O quadro 1.2 apresenta um resumo dos fatores que levam a uma pré disposição as várias infecções por candida.

A candidíase mucocutânea crônica ( CMC ) consiste num grupo heterogêneo de síndromes clínicas caracterizadas por infecções superficiais crônicas da pele, unhas e orofaringe por candida, resistente ao tratamento ( ver imunidade e fatores do hospedeiro) . Apesar do extenso comprometimento cutâneo não há praticamente nenhuma tendência ao desenvolvimento de candidíase visceral disseminada. Em muitos casos, observam-se pequenas anormalidades, porém específicas na imunidade imediada por células T. Em outros casos os defeitos são mais gerais. Várias condições subjacentes, como hipoparatireoidismo , hipoadrenalismo, hipotireoidismo e presença de anticorpos auto imunes circulantes , foram associadas a CMC. Nos adultos a CMC está frequentemente associada a presença de timoma. Quando a candidíase cutânea indica a possibilidade de distúrbios imunológicos ou endócrino, os esforços para o tratamento devem ser dirigidos para detectar e corrigir o defeito subjacente, de modo que a infeção fúngica possa ser tratada adequadamente.

            A candidíase disseminada geralmente é propagada pela corrente sanguínea e , portanto, acomete muitos órgãos. A neutropenia grave é considerada o fator preidisponente mais importante para as infecções potencialmente fatais. A incidência desta forma de candidíase está aumentando uniformemente com um maior número de pacientes portador de neoplasias hematológica graves tratados de modo agressivo com potentes agentes imunosupressores e com maior número de pacientes submetidos a transplantes de medula óssea e de órgãos.

            A candidíase disseminada continua sendo um importante problema em hospedeiros imunocomprometidos. Não está sendo considerado o caso dos pacientes com AIDS, que desenvolvem graves infecções da orofaringe e trato gastrintestinal superior, mais raramente são  acometidos de doenças sistêmicas. O desenvolvimento de candidíase oral em adultos previamente sadios que não estão sendo submetidos a tratamento com corticosteróides ou antibioticoterapia de amplo espectro deve alertar fortemente o médico quanto a possibilidade de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana.

Imunidade e Fatores do Hospedeirro

A imunidade inata a estes organismos no adulto sadio parece ser muito boa. Os mecanismos imunológicos responsáveis pela proteção do indivíduo contra infecções por candida inclui os processos humorais e celulares. Com base em experimentos com a CMC que indicam que a presença de defeito na imunidade celular resulta em extensa candidíase superficial, a despeito das defesas humorais normais ou até mesmo exageradas, os processos celulares são considerados mecanismos imunes mais importantes.

            A produção de anticorpos séricos contra os antígenos glicoproteicos da parede celular da espécie candida ocorre em baixos títulos nos indivíduos sadios. Entretanto, o papel protetor desses anticorpos é controvertido , e sua presença pode apenas refletir uma resposta imunológica a colonização do trato gastrointestinal no início da vida por esta razão o diagnóstico sorológico da candidíase não é realizado rotineiramente. Em alguns estudos esperimentais, como a transferência passiva de soro, pode se observar um leve grau de proteção. Contudo, em condições clínicas, é evidente que os pacientes com estado de deficiência primária das células b não exibem auto risco de adquirir infecção por candida. As evidências que indicam o papel da imunoglobulina. A secretória no controle das infecções da mucosa são confusas. É provável que vários fatores do hospedeiro não imunes inato , associados com a imunidade celular e a ativação do complemento, contribuam mais para a defesa do hospedeiro contra candida do que a imunidade humoral.

Diagnóstico laboratorial

As espécies mais frequentemente responsáveis por estas infecções incluem C.albicans, C.tropicales, C.kefyr, C.glabrata, C.krusei e C.parapicilosis. Em cortes histopatológicos e no escarro , estes organismos podem produzir células leveduriformes em brotamento, pseudohifas e hifas septadas. Em meios de cultoras sólidos , estes organismos produzem leveduras e pseudo-hifas, e o aspecto microscópico da colônia é opaco, de cor creme e concistência pastosa. Todas as espécies de leveduras cultivadas das amostras de sangue , líquido cefalorraquidiano e amostras cirúrgicas devem ser identificadas. Devem-se estabelecer padrões laboratoriais para identificação de leveduras do escarro, urina e outras fontes não estéreis uma vez que as leveduras podem contribuir parte da flora normal ou transitória. Existem vários procedimentos disponíveis para identificação, a maioria dos quais conciste não associação das características morfológicas , fisiológicas e bioquímicas. O teste do tubo germinativo constitui um teste rápido e seguro para a identificação da candida albicans . Os blastósporos de candida albicans produzem crescimento em hifas (tubos germinativos quando inoculados em soro e incubado a 37 º C )

            Para que o teste seja válido é necessário examinar a suspensão dentro de 2 ou 3 horas para incubação, uma vez que outras espécies podem formar estruturas semelhantes com maior tempo de incubação. Algumas cepas de C.albicans não formam tubos germinativos nessas condições. Desta maneira, são realizados outros testes, com base nas propriedades bioquímicas e fisiológicas dos organismos, como capacidade de assimilar vários açucares ou produzir estruturas morfológicas ( por exemplo , clamidosporos ) . Material corado pelos métodos gran e ou Giemsa .

 

SOROLOGIA

Diferentes métodos e antígenos são usados para detecção dos anticorpos anti candida. Melhores métodos : Detecção de precipitinas por imunodifusão ou contra imuoeletroforese. O teste positivo por si só não é diagnóstico para existência de infecção , mas necessita ser avaliado junto com outros sintomas ou sinais clínicos . Método utilizado : Radioimunoensaio, imunofluorencência, aglutinação em partículas de latex. O encontro de antígeno de candida ou seus metabólicos no sangue é considerado específico e diagnóstico para candida sistêmica

Tratamento , Prevenção e controle

Sendo as mucosas normais o habitat do fungo nao há medida profilática a recomendar, é fato conhecida que a candida albicans aproveita de baixas resistências locais, tratamentos prolongados com antibióticos e outros estados em que haja desequilíbrio da flora ou resistência animal para desenvolver patogenicidade.

No pacente imunologicamente competente , o tratamento tópico é a forma usual de tratamento da doença cutânea e mucocutânea , e , a exceção das doenças das unhas, obtem-se geralmente uma boa resposta clínicas quando se aplica o tratamento correto. O tratamento da doença sistêmica varia, dependendo do órgão atingido e do sistem imunológico do paciente. Para a doença sistêmica , pode-se indicar a anfotericina B, isoladamente ou associada com 5 flurocitocina. O tratamento alternativo inclui o uso dos derivados azóis. O cetoconazol e o fluconazol são preferidos, vistos serem ativos quando administrados por via oral e menos tóxicos do que a anfotericina B . Entretando os derivados azois são fungistáticos e em muitos casos a doença sofre recidiva após a interrupção do tratamento. As infecções fúngicas em pacientes imunosuprimidos representa um problema, visto que as condições subjacente que levam a imunossupressão devem ser corrigidas para obter uma resposta máxima do tratamento antifúngico. Os pacientes intubados ou conectados a vários cateteres devem ser rigorosamente monitorizados ; as vias intravenosas devem ser renovadas frequentemente , de modo a não se contaminarem , servindo de foco para colonização fúngica. Um número de espécies de Candida pode ser diferenciada por testes bioquímicos. Todas as Candida ocorrem saprofitamente. A espécie importante do ponto de vista da doença é Candida albicans. É um habitante normal do tratoo digestivo, cavidade oral e vagina. As infecções são geralmente endógenas.

            As seguintes espécies de Candida têm sido implicadas como causa da mastite bovina; C. albicans, C.krusei, C. pseudotropicalis, C. rugosa e C. tropicalis.

           

Patogenicidade

As infecções ocorrem frequentemente nas membranas mucosas dos    tratos digestivo e genital. Os jovens são especialmente suscetíveis. Candidíase envolvendo o trato gastrintestinal pode resultar de prolongada terapia com antibióticos. Infecções naturais em animais parecem não ser incomuns e  existem alguns relatos na literatura.

Cãezinhos ,Gatinhos, Bezerros e Potros.

A infecção das membranas mucosas oral e intestinal é incomum. Estomatite micótica e enterite são o resultado e manchas brancas a acinzentadas representando inflamação pseudomembranosa da membrana mucosa são observadas.

            Suínos. Infecções do esôfago inferior e da região do cardia ocorrem C. albicans podendo encontrar em úlceras do estômago.

Galinhas, Peru e Outras Aves

Infecções da boca, esôfago e papo ocorrem, com áreas pseudomembranosas esbranquisadas, geralmente em animais jovens. Micoses do papo(afta) podem afetar um número considerável de galinhas e perus jovens.

            Sintomas: penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vômitos e as vezes diarréia. Tratamento: assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são conseguidos com micostatin (1 gota no bico) e 8 gotas no bebedouro. nizoral (1 comprimido transformado em pó adicionado a 1 kilo de farinhada seca) também produz bom efeito.

 Humanos

O quadro clínico varia, dependendo do local de infecção. A membrana mucosa da boca, língua e trato genital são mais comumente envolvidos que as unhas e pele. A forma oral (afta), infecções do trato gasntrintestinal do trato respiratório geralmente envolvem os pulmões. São encontradas ocasionalmente endocardite e infecções ósseas.

Vacas

A mastite causada por Candida  é comum em vacas.

Éguas e Vacas

Candida albicans causa metrite e vaginite em éguas e vacas.

Garanhões e Touros

Candidíase genital é observada em garanhões e touros.

Isolamento e Cultivo

Os microrganismos podem ser frequentemente observados em solução aquosa e esfregaços corados com a coloração de Gram (Gram-positivo), onde aparecem como células ovais, de parede fina, em desenvolvimento e fragmentos de hifas (pseudo-hifas).

São prontamente cultivadas em ágar sangue e ágar sabourand a 22ºC e 37ºC. Colônias moles e cremosas assemelhando-se àquelas dos estafilococos são observadas em 24 a 48 horas.

Identificação

Esta é observada pela demonstração de grandes clamidosporos ou tubos germinativos característicos de Candida albicans. Placas de ágar farinha de milho ou ágar clamidosporos são inoculados pelo corte do ágar em um ângulo com o inferior da placa . Se presente , os clamidosporos podem ser observados abaixo da superfície em 24 a 48 horas focando diretamente a linha de inoculação.

Para se demonstrar os tubos de germinação, uma pequena quantidade de soro é inoculada com um leve inóculo de crescimento. Após a incubação por 2 horas a 37ºC, uma gota do sedimento do soro é examinada microscopicamente. Um tubo de germinação é uma  protuberância filamentosa de uma célula  de levedura. Diferente das pseudo-hifas , não há restrinção no ponto de origem.

Outras espécies de Candida que não C.albicans são identificadas por fermentação do carboidrato e testes de assimilação.

Inoculação em Animais

Coelhos são sensíveis à inoculação intravenosa. Se desenvolvem abcessos nos rins.

Tratamento

 

Nistatina (micostatina) é utilizada em unguentos para infecções na pele e topicamente para infecções  orais e genitais. É adminstrada no alimento para  tratar a candidíase em galinhas e perus, candidíase oral e intestinal em suínos, cães e gatos. Muito pouca droga é absorvida orlamente. Tem sido  administrada na glândula mamária para tratar as mastites causadas por espécies de Candida.

Anfotericina B é a droga mais efetiva para o tratamento de candidíases sistêmicas. Flucitosian (FLUCITOSINA-5) tem sido utilizada com alguns sucesso.

Ketoconazol e clotrimazol têm sido efetivos no tratamento das candidíases mucocutâneas em seres humanos.

NISTATINA- FONTE MICROBIANA =  S.noursei

                        ESPECTRO PRIMÁRIO = Candida intestinal, micoses.

                        MODO DE AÇÃO = Danifica membrana citoplasmática.

 

ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS: Fulcin, Grifulvin, Grisovin.

LOCAIS:

 

A.     DE ESPECTRO MÉDIO: PRIMARICINA(não comercializado)

B.     DE ESPECTRO LIMITADO: HACHIMICINA (não comercializado), histatina.

 

             A presença de pus, sangue ou fluidos, reduz sua atividade e susceptibilidade aos fungos.(antibiótico fungicida e fungostático derivado do streptomyces norsei.

 

MECANISMO DE AÇÃO: Age alterando a permeabilidade da membrana da célula fúngica permitindo a saída de íons potássio e outros compostos, por formar complexos com esteróides da membrana. A resistência se desenvolve raramente, exceto com a anfotericina B.

ABSORÇÃO, METABOLISMO E EXCREÇÃO: Não é absorvida pelo trato gastrintestinal e a dose oral é excretada pelas fezes, consequentemente não é efetiva contra infecções sistêmicas, mas é eficaz contra monilíase intestinal. Seu uso parenteral é contraindicado pela toxidade, e se restringe apenas ao caso citado. Via de administraç            ão é a tópica, mas não se absorve através da pele e nem nas mucosas.

 

USO: Alguns casos de mamite bovina “ in vitro” é ativa contra uma grande variedade de fungos, mas clinicamente seu uso está restrito a monilíase.

 

EFEITOS ADVERSOS: Grandes doses, a  nistatina quando aplicada topicamente é relativamente inócula, mas irritação cutânea pode se desenvolver, sensibilidade por contato sendo rara.

            Pode ocorrer naúseas, vomitos e diarréias após sua adminstração oral. Resistência não observada.

 

 

            ANFOTERICINA B: FONTE MICROBIANA= Streptomyces nodosus

            ESPECTRO PRIMÁRIO = Fungos, agentes de várias micoses.

            MODO DE AÇÃO: Interfere com a função da membrana citoplasmática

MECANISMO DE AÇÃO = Inibe a síntese de ergosterol da parede do fungo

ABSORÇÃO = Pouco absorvida no trato gastrintestinal, é adminstradausualmente pelas vias 4, intratecal ou topicamente.

O tratamento dos processos nao generalizados é feito com antibiótico denominado mycostatin sob forma de suspensão, cápsulas ou pó para estomatites e enterites; por óvulos ou creme vaginal para vaginites e colpites, com creme vaginal ou suspensão para mastite. Em processos generalizados nao há boa resposta , e então se utiliza Anfotericina B. Os tratamentos devem prolongar-se por 10 a 15 dias usando-se para interite, 2000 U/kg duas a três vezes ao dia na estomatite destacar as membranas e banhar com a suspensão a 10000 U, duas vezes ao dia. Nos processos ginecológicos , colocaram um ou dois bolos vaginais ou creme na dose de 200000 U , duas vezes ao dia. O tratamento da candidíase generalizada com anfotericina B é similar ao da histoplasmose porém , prolongando-se somente por uma a duas semanas. Em processos sistémicos podem ser esperimentados o Ketoconazol em processos localizados o creme vaginal de uso humano denominado comercialmente Talsutin que é a base de Anfotericina B , pois temos encontrado candidíase em que a amostra isolada é resistente ao micostatin.

 

www.cca.ufes.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos

Poítica de Privacidade