Esta página já teve 116.477.544 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.687 acessos diários
home | entre em contato
 

Diabetes/Diabete

Diabetes mellitus

29/01/2005

é um grupo de enfermidades metabólicas caracterizadas por hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue), resultado de defeitos na secreção de insulina, em sua ação ou ambos. Trata-se de uma complexa doença na qual coexiste um transtorno global do metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. É multifatorial pela existência de múltiplos fatores implicado em sua patogênese. Calcula-se uma prevalência estimada na população adulta de 7,4%(1995), com um valor esperado ao redor de 9% para 2025.

 

 

Introdução

O pâncreas é o orgão responsável pela produção do hormônio denominado insulina. Este hormônio é responsável pela regulação da glicemia ( nível de glicose no sangue ). Para que as células das diversas partes do corpo humano possam realizar o processo de respiração aeróbica ( utilizar glicose como fonte de energia ), é necessário que a glicose esteja presente na célula. Portanto, as células possuem receptores de insulina, que quando acionados "abrem" a membrana celular para a entrada da glicose presente na circulação sanguinea. Uma falha na produção de insulina resulta em altos níveis de glicose no sangue, já que a mesma não é devidamente dirigida ao interior das células. Visando manter a glicemia constante, o pâncreas também produz outro hormônio antagônico à insulina, denominado glucagon. Ou seja, quando o nível de glicemia cai, mais glucagon é secretado visando reestabelecer o nível de glicose na circulação. Pacientes diabéticos tem maior propensão em desenvolver hipertensão, arteriosclerose, doenças oculares, doenças renais, e devem principalmente estar atentos à feridas não cicatrizantes em extremidades do corpo ( pés, pernas, e mãos ) que podem levar à amputação do membro.

Classificação

Classifica-se (segundo o Comitê de Especialistas da Associação Americana de Diabetes[ADA, (http://www.diabetes.org/main/application/commercewf)]1997) em 4 tipos:

a) Diabetes Mellitus tipo 1
b) Diabetes Mellitus tipo 2
c) Outros tipos de Diabetes Mellitus
d) Diabetes gestacional

Diabetes mellitus tipo 1 (já não se deve usar o termo Diabetes Insulino-dependente), caracteristicamente se dá na infância, e se caracteriza por um déficit de insulina, devido à destruição das células beta do pâncreas por processos auto-imunes ou idiopáticos. Só cerca de 1 em 20 pessoas diabéticas tem diabetes tipo 1, a qual se apresenta mais frequentemente entre em jovens e crianças. Este tipo de diabetes se conhecia como diabetes mellitus insulino-dependiente ou diabetes infantil. Nela, o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. As pessoas que padecem dela devem receber injeções diárias de insulina. A quantidade de injeções diárias é variável em função do tratamento escolhido pelo endocrinologista e também em função da quantidade de insulina produzida pelo pâncreas. A insulina sintética pode ser de ação lenta ou rápida : a de ação lenta é ministrada ao acordar e ao dormir; a de ação rápida é indicada logo após grandes refeições. O controle rigoroso da dieta é importantíssimo para o diabético tipo 1, devendo o mesmo evitar carboidratos simples ( refrigerantes, doces,... ) e também evitar grandes variações de ingestão calórica. O diabético com dieta descontrolada pode ter surtos de hipoglicemia ou hiperglicemia, que se não tratado a tempo pode levar a sequelas ou até mesmo à morte. A diabetes tipo 1 tem maior probabilidade de conduzir à insuficiência renal antes dos 50 anos. Algumas apresentam insuficiência renal antes dos 30.


Diabetes mellitus tipo 2 (já não se deve usar o termo Diabetes não Insulino-dependente), tem mecanismo fisiopatológico complexo e não completamente elucidado. Parece haver uma diminuição na resposta dos receptores de glicose presentes no tecido periférico à insulina, levando ao fenômeno de [resistência à insulina]. As células beta do pâncreas aumentam a produção se insulina e, ao longo dos anos, a resistência à insulina acaba por levar as células beta à exaustão. Desenvolve-se frequentemente em etapas adultas da vida e é muito freqüente a associação com a obesidade; anteriormente denominada diabetes do adulto, diabetes relacionada com a obesidade, diabetes não insulino-dependente. Vários fármacos e outras causas podem, contudo, causar este tipo de diabetes. É muito freqüente a diabetes tipo 2 associada ao uso prolongado de corticóides, frequentemente associada à hematocromatose não tratada.

Diabetes mellitus tipo 3 outros tipos de diabetes < 5% de todos os casos diagnosticados:

Tipo 3A: defeito genético nas células beta.
Tipo 3B: resistência à insulina determinada geneticamente.
Tipo 3C: doenças no pâncreas.
Tipo 3D: causada por defeitos hormonais.
Tipo 3E: causada por compostos químicos o fármacos.


Diabetes gestacional. Ao redor de 2-5% de todos as gestações. Entre 20 e 50% destas mulheres desenvolvem diabetes tipo 2 após o término da gravidez.

História da Diabetes Mellitus

A diabetes mellitus já era conhecida antes da era cristã. No papira de Ebers descoberto no Egito, correspondente ao século XV antes de Cristo, já se descrevem sintomas que parecem corresponder à diabetes. Foi Areteu da Capadócia quem, no século II da era cristã, deu a esta afecção o nome de diabetes, que em grego significa sifão, referindo-se ao símbolo mais chamativo que é a eliminação exagerada de água pelo rim, expressando que a água entrava e saía do organismo do diabético sem fixar-se nele. No século II Galeno também se referiu à diabetes. Nos séculos posteriores não se encontram nos escritos médicos referências a esta enfermidade até que, no século XI, Avicena fala com clara precisão desta afecção em seu famoso Cânon da Medicina. Após um longo intervalo foi Thomas Willis quem, em 1679, fez uma descrição magistral da diabetes, ficando desde então reconhecida por sua sintomatologia como entidade clínica. Foi ele quem, referindo-se ao sabor doce da urina, lhe deu o nome de diabetes mellitus (sabor de mel). Em 1775 Dopson identificou a presença de glicose na urina. A primeira observação feita através de uma necrópsia em um diabético foi realizada por Cawley e publicada no London Medical Journal em 1788. Quase na mesma época o inglês Rollo conseguiu melhorias notáveis com um regime rico em proteínas e gorduras e limitado em hidratos de carbono. Os primeiros trabalhos experimentais relacionados com o metabolismo dos glicídios foram realizados por Claude Bernard, o qual descobriu, em 1848, o glicogênio hepático e provocou a aparição de glicose na urina excitando os centros bulbares. Na metade do século XIX, o grande clínico francês Bouchardat assinalou a importância da obesidade e da vida sedentária na origem da diabetes e traçou as normas para o tratamento dietético, basendo-a na restrição dos glicídios e no baixo valor calórico da dieta. Os trabalhos clínicos e anatômico-patológicos adquiriram grande importância em fins do século XIX, nas mãos de Frerichs, Cantani, Naunyn, Lanceraux, etc, tendo culminado em experiências de pancreatectomia em cães, realizadas por Mering y Mikowski em 1889.

A busca do suposto hormônio produzido pelas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas descritas em 1869 por Langerhans, iniciou-se de imediato. Hedon, Gley, Laguessee Sabolev estiveram muito próximos do almejado triunfo, o qual foi conseguido pelos jovens canadenses Banting e Best, que conseguiram, em 1921, isolar a insulina e demonstrar seu efeito hipoglicêmico. Esta descoberta significou uma das maiores conquistas médicas do século XX, porque transformou as expectativas e a vida dos diabéticos e ampliou horizontes no campo experimental e biológico para o estudo da diabetes e do metabolismo dos glicídios.

Posteriormente, o transplante de pâncreas passou a ser considerado uma alternativa viável à insulina para o tratamento da Diabetes mellitus do tipo 1. O primeiro transplante de pâncreas com essa finalidade foi realizado em 1966, na universidade de Manitoba.

Uma linha mais recente de pesquisa na Medicina tem buscado fazer o transplante apenas das ilhotas de Langerhans. O procedimento é simples, tem poucas complicações e exige uma hospitalização de curta duração. O grande problema é a obtenção das células, que são originárias de cadáveres. São necessários em média três doadores para se conseguir um número razoável de células.

O primeiro transplante de ilhotas de Langerhans para curar diabetes do tipo 1 ocorreu em 2004, feito pela equipe do Dr. F.G.Eliaschewitz no Hospital Albert Einstein de São Paulo. O Brasil é considerado líder nas pesquisas desta linha de tratamento. Outro centro de excelência de pesquisas nessa área é a Universidade de Alberta, no Canadá.

Causas

No início pensava-se que o fator que predispunha à enfermidade era um consumo alto de carboidratos de rápida absorção. Depois se viu que não havia um aumento das probalidades de contrair diabetes mellitus com o consumo de carboidratos de assimilação lenta.

Atualmente pensa-se que os fatores mais importantes são o excesso de peso e a falta de exercício (para o diabetes tipo 2).

A atividade física melhora a administração das reservas de açúcares do corpo. As reservas de glicogênio aumentam e se dosificam melhor quando o corpo está em forma, já que os lipídios se queimam com mais facilidade, reservando mais os carbohidratos para esforços intensos ou em caso de que a atividade seja muito longa que as reservas aguentem mais tempo.

http://pt.wikipedia.org


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos

Poítica de Privacidade