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Alergia

Dermatite de Contato por Sabão

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Dermatite alérgica de contato por substâncias alvejantes ou enzimas em sabões para lavar roupa foi o foco de numerosos estudos no início dos anos 70. Logo em seguida, houve poucas publicações sobre a incidência de reações alérgicas aos químicos nos sabões para lavar roupa. Apesar disso, os consumidores e os médicos continuam a relacionar reações alérgicas de contato a estes sabões.

Recentemente, um estudo multicêntrico chefiado pelo Dr. Donald V. Belsito, da University of Kansas Medical Center, em Kansas City, e do North American Contact Dermatitis Group, nos Estados Unidos, avaliou a prevalência de reações alérgicas em teste de contato com um sabão líquido e outro em pó, ambos provenientes da Procter & Gamble Company (Cincinnati, Ohio).

Todos os pacientes encaminhados para os membros do North American Contact Dermatitis Group para avaliação de possível dermatite de contato foram convidados a participar do estudo, que envolveu a realização de dois testes cutâneos de sensibilidade (uma diluição em água de 0,1% de um sabão em pó e outra de 0,1% de sabão líquido), sendo registrados os casos de dermatite atópica relacionados ao sabão de acordo com médicos ou pacientes.

As reações ao sabão foram relacionadas a reações alérgicas aos seguintes componentes químicos: fragrância, níquel e dicromato de potássio. Os pacientes que apresentaram reação a no mínimo um dos sabões testados puderam entrar para a fase II do estudo, que envolveu o teste de várias diluições dos sabões, de 0,1% de lauril sulfato de sódio (um irritante controle), e de peças de algodão lavadas. Os pacientes com resposta positiva na fase II puderam passar para a fase III, que envolveu trajar uma peça de vestuário lavada com o sabão.

Durante os dois anos do estudo, 738 dos 3120 pacientes consultados pelos membros do North American Contact Dermatitis Group aceitaram participar. O cadastramento não foi randomizado. Dos 738 pacientes, 5 (0,7%) tiveram reações positivas aos testes iniciais de sensibilidade cutânea ao sabão em pó e 3 destes cinco tiveram também reações alérgicas ao sabão líquido. Em 4 destes 5 pacientes, a reação foi considerada relevante para a dermatite. Um dos 5 tinha alergia a fragrâncias. Nenhum deles teve reação positiva a níquel ou a cromato. Dois dos 5 se submeteram às fases II e III, sendo que um deles apresentou testes repetidamente negativos nas fases II e III, sugerindo que as reações iniciais possam ter sido irritativas. O paciente restante teve reações dilucionais positivas ao sabão em pó e ao líquido, mas também teve reação positiva ao lauril sulfato de sódio e à amostra de uma camiseta lavada sem detergente. Na fase III do teste, este último paciente experimentou dermatite difusa tanto na pele em contato com a metade da camiseta lavada com sabão, quanto na pele em contato com a metade lavada sem sabão.

Com os resultados deste estudo, os pesquisadores concluíram que os sabões de lavar roupas parecem ser uma causa rara de dermatite alérgica por contato. Os pesquisadores ponderam que não sabem se os participantes do estudo eram realmente alérgicos, nem, se realmente o fossem, quais seriam as substâncias alergênicas. Neste caso, a taxa de incidência de alergia induzida pelo sabão de 0,7% em pacientes com dermatite poderia ser muito alta, possivelmente devido a reações irritantes falso-positivas.

Fonte: J Am Acad Dermatol 2002;46:200-206

 

 


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