A História revela que o metal foi um dos causadores da queda do Império Romano.
O chumbo é um dos metais pesados mais tóxicos e perigosos à saúde e ao meio ambiente e seus registros na História dão conta de que foi esse metal uma das causas da queda do Império Romano.
A intoxicação provocada pelo chumbo é conhecida há tempos imemoriais e uma das doenças mais graves que provoca é chamada de saturnismo. Existem alguns historiadores que atribuem a decadência do Império Romano ao saturnismo, visto que o encanamento hidráulico, que apenas servia à elite romana, era de chumbo. Ao ingerir a água contaminada e também utilizada nos banhos, a contaminação foi ocorrendo e provocando doenças fatais, ocasionando a degeneração do Império.
Esse metal afeta principalmente o sangue, o sistema nervoso, os rins e o aparelho gastrintestinal. No sangue causa anemia e uma degeneração das hemácias. No sistema nervoso verificam-se neurites nos adultos e encefalopatias nas crianças.
Os problemas renais, neurites e cólicas abdominais só aparecem com doses altas de chumbo e, geralmente, são conseqüentes à acidentes ou intoxicações industriais. Portanto, afeta mais a população adulta.
No caso de poluição do ar urbano, a quantidade de chumbo preocupa as autoridades de saúde pública.
Acontece que o chumbo absorvido, seja pelos pulmões, seja por via digestiva, é cumulativo. Isso quer dizer que o organismo tem dificuldades em se livrar desse metal e há uma tendência de acumulá-lo nos dentes e nos ossos.
A observação de que a taxa de chumbo estava aumentando no sangue de pessoas que trabalhavam no tráfego ou com motores de carros levou alguns países a tomarem medidas no sentido de diminuir o teor de chumbo na gasolina e mesmo de eliminá-lo completamente.
No Brasil, a gasolina vendida nos postos não contém chumbo porque o etanol o substitui e está bem demonstrado que os níveis atmosféricos desse metal diminuíram na cidade de São Paulo nos últimos anos.
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