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Medicina Esportiva/Atividade Física

Albumina e a clara do ovo

04/10/2003

 
De fácil digestão, as claras de ovos são o alimento da moda para os adoradores da malhação, ávidos por esculpir músculos.


Ovos são valiosas fontes de proteínas. Mais de 50% da vitamina B2 do ovo estão na clara. De fácil digestão, as claras se transformaram em alimento da moda para os adoradores da malhação, ávidos por desenvolver músculos. A escolha da clara não é por acaso. Nela, estão todos os aminoácidos essenciais e não-essenciais, além das vitaminas no complexo B e 12 minerais, como zinco e manganês.

Além de ser uma fonte barata de proteínas, a clara tem uma boa biodisponibilidade, ou seja, o organismo consegue absorver com facilidade seus nutrientes. “E é um fator para a formação de fibras musculares, elásticas e colágenas. Sintetizadas a partir de seus aminoácidos essenciais”, diz o endocrinologista Tércio Rocha.

O caminho até os músculos

Aliás, como explica o médico, quando as moléculas de proteínas são quebradas até se tornarem micromoléculas, ou aminoácidos, é que elas se tornam pequenas e permeáveis o suficiente para serem absorvidas pela primeira porção do intestino. Dali, estes aminoácidos seguem seu caminho até o fígado, onde são carregados e levados até os fibroblastos. Ali, eles entram na produção das fibras colágenas, elásticas e musculares que compõem a derme e a hipoderme.

É este último estágio por que anseiam todos os ratos de academia. A palavra chave é músculo. Todos desejam aumentar, e rapidamente, a camada muscular. E para isso não medem esforços. Mas antes que sedentários e atletas de fim de semana passem a incorporar claras à dieta, o endocrinologista adverte que a hipertrofia muscular pressupõe atividade física. Sim, é preciso malhar, fazer esforço, suar a camisa. Sem isso, pode haver até um leve enrijecimento, mas nada que se pareça com o que os malhadores sonham.

Pelo contrário. A nutricionista Ana Celi Ferreira vai além e alerta que tentar ganhar massa muscular apenas pela alimentação, sem exercícios físicos, é um projeto de longuíssimo prazo. “Sim, as proteínas são alimentos construtores e servem para a renovação dos tecidos do organismo. Mas sem exercício o feitiço pode virar contra o feiticeiro. E o incauto pode engordar. “Não se trata de consumir claras indiscriminadamente. É preciso calcular a quantidade adequada a cada pessoa, multiplicando-se 2g da proteína da clara por cada quilo de peso corporal. O que significa que alguém com 50kg pode consumir cerca de 100g desta proteína. “O resto, como tudo o que não é aproveitado, se transforma em gordura”, repete.

A indispensável vitamina C

É fácil chegar a um excesso. Isto porque as claras, ou a albumina em pó — que são claras desidratadas e transformadas em pó, e podem ser compradas nas lojas — vão se somar às proteínas da alimentação — carne, leite, queijos. “O que também compete na alimentação”, avisa a nutricionista. O que quer dizer que, com isso, estas proteínas serão absorvidas em menores quantidades pelo organismo. Logo, nada de bater claras ou albumina em pó com leite. O melhor é consumi-la em sucos de frutas, de preferências as que sejam ricas em vitamina C. Isso porque a vitamina C ajuda na absorção e fixação destes aminoácidos.

E quando tomar? Esta é outra dúvida freqüente entre os adeptos dos suplementos. Ana Celi Ferreira aconselha a evitar os horários próximos às refeições para prevenir competição entre as proteínas. Os melhores horários são os imediatamente antes ou depois da atividade física. Quando isso não for possível, o melhor é deixar para antes de dormir. Isso porque, longe dos horários de digestão, as claras terão a noite toda para ser metabolizadas.

Nem todos, porém, devem acrescentar claras à alimentação. Pessoas com problemas renais devem evitá-las, já que o excesso de proteínas pode agravá-los e ainda levar à formação de cálculos. “Proteínas realmente têm resultados satisfatórios no aumento de massa muscular. Mas para isso, o consumo precisa ser proporcional à demanda calórica e protéica", adverte a professora do Instituto de Nutrição da UERJ, Cláudia Valéria Cardim da Silva.

Ela enfatiza que há limites para este consumo. Não sendo absolutamente bem dosado, toda esta proteína em excesso pode provocar uma sobrecarga dos rins e do fígado. Logo, quem quer ganhar músculos e não correr riscos, deve buscar orientação especializada. Assim, previne erros e exageros.

 

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