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Medicina Esportiva/Atividade Física

Doping

27/02/2004


DOPING é qualquer substância que ministrada ao organismo aumente artificialmente o seu rendimento ou performance em competições. Esta é a definição simples, resumida e moderna do Doping Esportivo

O mal que é o doping!
Existem várias razões que levam um atleta ao uso de substâncias proibidas, que vão desde a desinformação e/ou falta de atenção médica especializada, até o consentimento visando interesses econômicos pessoais, cobrança de patrocinadores, vaidade, idade, etc.
Desde os primórdios da humanidade têm-se notícias de ingestão de inúmeras substâncias com a finalidade de evitar a fadiga no esporte e o aumento da resistência física por atletas. Porém o primeiro caso detectado em nível laboratorial foi do ciclista Kurt Jansen que morreu durante uma prova de estrada nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960. O ciclista inglês Tom Simpson morreu em 13 de julho de 1967 vítima de infarto agudo do miocárdio durante a prova "Mont Ventoux" na França. Em ambos os casos, no resultado da necropsia foram encontradas substâncias estimulantes do tipo Anfetaminas. A partir desses acontecimentos iniciou-se a organização para o Controle Anti-Doping nas competições internacionais e olímpicas. O primeiro Controle Anti-Doping ocorreu nos Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México

MÉTODOS PROIBIDOS
Os seguintes métodos são proibidos:
Doping sangüíneo
Transfusão de sangue é a administração intravenosa de sangue, células sanguíneas vermelhas, transportadores artificiais de oxigênio e produtos sanguíneos relacionados para um atleta. Tais produtos podem ser obtidos do sangue retirado do mesmo (autologo) ou de um diferente (homologo) indivíduo. As indicações mais comuns para transfusão de células sanguíneas vermelhas na prática médica convencional são a perda aguda de sangue e a anemia severa. O doping sanguíneo é a administração de sangue, células sanguíneas vermelhas e produtos relacionados para um atleta. Este procedimento pode ser precedido de retirada de sangue do atleta que continua a treinar neste estado de depleção.
Estes procedimentos ferem a ética da medicina e do esporte. Há também os riscos envolvidos na transfusão de sangue e produtos sanguíneos relacionados. Estes incluem o desenvolvimento de reações alérgicas (febre, erupções, Tc) e reações hemolíticas com danificação dos rins se o tipo incorreto de sangue for utilizado, bem como reação retardada de transfusão resultando em que fere e icterícia, transmissão de doenças infecciosas (hepatite viral e Aids), sobrecarga da circulação e choque metabólico. Portanto a prática de doping sanguíneo no esporte é banida pela Comissão Médica do COI.

Manipulação Farmacológicas, Químicas e Físicas
A Comissão Médica do COI bane o uso de substâncias e de métodos que alteram a integridade e validade das amostras utilizadas nos controles de doping. Exemplos de métodos banidos são caracterização, substituição de urina e/ou adulteração, inibição de excreção renal ex.: probenecid e compostos relacionados, e a administração de epitestosterona ou bromathan. Se a concentração de epitestosterona é maior queng/ml, 200 os laboratórios deveriam notificar autoridades apropriadas. A comissão médica do COI recomenda que maiores investigações e sejam conduzidas sobre estas circunstâncias.
Nota: o sucesso ou falha do uso de uma substância proibida ou método não é material. É suficiente que a dita substância ou procedimento foi utilizado ou tentado para que a infração seja considerada consumada


Como evitar o doping involuntário!
A orientação básica para todos os atletas é evitar a AUTOMEDICAÇÃO. Toda medicação deve ser avaliada sua composição por médicos, de preferência, médicos com vinculação esportiva, pois grande parte de substâncias proibida no esporte pode ser receitadas no dia-a-dia em doses terapêuticas vendidas livremente no Brasil. Os exemplos mais comuns são os antigripais e descongestionantes nasais.
Outro fator de perigo são os produtos ditos naturais e complementos vitamínicos que nas suas composições podem conter componentes proibidos. O entrosamento de atletas, treinadores, médicos esportivos e afins é de fundamental importância para o sucesso global na vida esportiva do ser humano.

Agentes Anabólicos
Esteróides Anabólicos Androgênicos
Androstenediol, androstenediona, bolasterona, Bldenona,hlordehydromethytestosterona, clostebol, dehydroepiandrosterona, fluoxymesterona, gestrinona, mesterolona, methandienona, methenolona, methytestosterona, nandrolona, 19-norandrostenediol, 19-norandrostenedione, norethandrolona, oxandrolona, oxymesterona, oxymetholona, stanozolol, 
bambuterol, boldenona, clembuterol, clostebol(Trofodermin) , danazol,  dehidroepiandrosterona (DHEA), dihidrotestosterona, drostanolona, estanazolol, fenoterol, fluoximesterona, formebolona, formoterol, gestrinona, mesterolona, metandienona, metenolona, metandriol, metiltestosterona, mibolerona, norboletona, nandrolona(Deca-Durabolin), 19-norandrostenediol, 19-norandrostenediona, noretandrolona, oxandrolona, oximesterona, oximetolona, reproterol, salbutamol, salmeterol, Stanozolol, terbutalina, testosterona, trenbolona e substâncias aparentadas.

testosterona dihydrotestosterona: uma amostra será considerada como positiva por dihydrotestosterona quando as concentrações de dihydrotestosterona e seus metabólicos e/ou suas proporções de 5-alfa-esteróides na urina excedam o valor normalmente encontrado em humanos como não sendo consistente com a produção normal endógena
testosterona: uma amostra será considerada como positiva por testosterona quando quer a proporção na urina de testosterona para epitestosterona, ou a concentração de testosterona na urina, exceda o limite de valores normais

  
* Para o salbutamol uma concentração na urina superior a 1000 nanogramas por mililitro de salbutamol não sulfatado, será considerado como um resultado positivo.

Os resultados obtidos a partir de perfis metabólicos e/ou de avaliações da razão isotópica podem ser utilizados para tirar conclusões definitivas.
* A presença de uma razão de testosterona (T)/epitestosterona (E) superior a seis (6) na urina de um atleta, constitui uma infracção, a menos que possa ser provado que ela corresponda a uma condição fisiológica ou patológica, p.ex. uma excreção anormalmente baixa de epitestosterona, uma produção androgénica motivada pela existência de um tumor, ou devido a deficiência enzimática. Nos casos de uma razão T/E superior a 6, é obrigatório efectuar exames complementares sob a orientação de autoridade médica competente, antes de se declarar que uma amostra é positiva. Dever-se-á elaborar um relatório completo contendo os resultados de exames anteriores e posteriores, assim como os resultados dos exames endocrinológicos. Se os exames anteriores não se encontrarem disponíveis, o atleta deverá ser submetido a controlos surpresa, pelo menos uma vez por mês durante três meses. Os resultados destes controlos deverão ser incluídos no respectivo relatório. Em caso de falta de colaboração por parte do atleta nas investigações anteriormente indicadas, a amostra será declarada positiva.
O que causam 
Aumentam a massa muscular.
Efeitos secundários
Danificam o fígado e aumentam a agressividade. Nas mulheres reduzem o peito e aumentam a pilosidade, e nos homens provocam o contrário.


Outros Agentes Anabólicos
       beta-2-agonistas #
(ex. bambuterol, clenbuterol, formoterol, reproterol)     # Excepcionalmente, a administração de beta-2-agonista salbutamol, salmeterol ou terbutalina são permitidos por inalação quando prescritos por propósitos terapêuticos por pessoas medicamente qualificados e quando esclarecimento prévio 

Anfetaminas
      amineptina mesocarb   anfetamina metoxifenamina   amfetaminil metilamfetamina   benzefetamina metilfenidate   bromantan morazona   carfedon pemolina   dimetilamfetamina fendimetrazina   etilamfetamina fenmetrazine   fenetiillina pipradol   fenproporex pirovalerona   furfenorex selegilina   mefenorex       e compostos quimicamente e farmacológicamente relatados.     


 Cocaína    


 Hormônios Peptídicos, Miméticos e Análogos       

Gonadotrofina Coriônica (hCG - gonadotrofina corionica humana): ele é bem conhecido pela administração de gonadotriofina coriônica humana masculina e outros compostos com atividades relatadas levam a aumentar a proporção de produção de esteróides androgenicos endógenos e é considerado equivalente a administração exógena de testosterona. 
    Uma amostra será considerada como positiva para hCG quando a concentração de hCG na urina exceda o limite de valores normais encontrados em humanos como não sendo consistente com a produção normal endógena.       Pituitaria e Gonadotrofina Sintética (LH)       Corticotrofina (ACTH, tetracosactideo) corticotrofina tem sido usado incorretamente para aumentar notavelmente o nível decorticosteróides endógenos no sangue para obter o efeito eufórico dos corticosteroides. A aplicação de corticotrofina é considerada equivalente a forma oral, intra-muscular ou aplicação intravenosa de
corticosteróides.       Hormônio de Crescimento (hGH, somatotrofina): o uso incorreto do hormônio de crescimento em esporte é anti-ético e perigoso por causa dos vários efeitos adversos, por exemplo, reações alérgicas, efeitos diabéticos, e acromegaly quando aplicado em altas doses.       Insulina-como Fator de Crescimento(IGF-1)       Eritropoetina (EPO) é uma glicoproteína produzida principalmente nos rins que estimula a produção de glóbulos vermelhos no sangue       Insulina: permitida somente no tratamento de diabéticos dependentes de insulina, com notificação por escrito de umendocrinologista (para procedimentos de isenção da IAAF, ver Capítulo 5)       Todos os fatores respectivos divulgados (e seus análogos) das substâncias acima mencionadas estão também proibidos.       Uma amostra não será considerada como positiva para hormônios endógenos de (d) quando um atleta provar por clara e convincente evidência que a quantidade anormal encontrada é atribuída a condição patológica ou fisiológica.    
(e) Glicocorticosteróides       O uso em geral de glicocorticosteróides é proibido quando administrado oralmente, por via retal, ou por via intravenosa ou injeção intra-muscular.     
       

 Estimulantes:
 amifenazola etiledrina   cafeína fencamfamina   catine heptaminol   clorofetermina metilefedrina   clobenzorex niketamida   cloroprenalina pentetrazol   cropropamida fentermina   crotetamida fenilpropanolamina   efedrina prolintane   etafedrina propilfexedrina   etamivan stricnina       e compostos quimicamente ou farmacológicamente relatados.     `* Para cafeína a definição presença considerada como positiva é a que a concentração na urina exceda 12 microgramas/mililitro.   Uma amostra não deve ser considerada como positiva para afeína quando um atleta provar por clara e convincente evidência que a concentração anormal é atribuída à condições fisiológicas.     (a) Analgésicos Narcóticos: ex.       alfaprodina metadona   anilerida morfina   buprenofina nalbufina   dextromoramide pentazocina   diamorfina petidine   dipipanona fenazocine   etoheptazina trimeperidina   levorfanol         e compostos quimicamente ou famarcológicamente relatados.     * Para morfina a presença considerada como positiva é a qual a concentração na urina exceda 1 micrograma/mililitro.    

      
    
 Agentes Anabólicos   

  Hormônios Peptídicos, Miméticos e Glicocorticosteróides Análogos     

      




TÉCNICAS PROIBIDAS
A expressão "técnicas proibidas" deve incluir
Dopagem sangüínea, incluindo o uso de eritropoetina (EPO), produtos expandida do plasma sangüíneo (ex. HES), transportadores aritificais de oxigêncio.
Manipulação farmacêutica, química e física, isto é o uso ou a tentativa de uso de substâncias e de métodos, ex. diuréticos que alterem a integridade e a validade das amostras de urina usadas nos controles de dopagem. Exemplos de técnicas proibidas são cateterismo, substituição de urina e/ou falsificação, inibição de excreção renal, ex. por probenecide, bromatan e compostos relatados.
Epitestosterona: uma amostra será considerada como positiva para epistestosterona se a concentração de epistestosterona na urina , ou a proporção de epistestosterona para outros esteróides endógenos na urina, excedam o valor limite normal encontrado nos humanos como não sendo consistente com a produção normal endógena.




SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS DOPANTES 

ESTIMULANTES E ANFETAMINAS : Anfetamina, Cocaína, Cafeina, Efedrina e similares.
ANALGÉSICOS NARCÓTICOS : Codeina, Morfina, Petidina, Buprenorfina, Metadona e similares.
ESTERÓIDES ANABOLIZANTES : Nandrolona, Estanozolol, Testoterona e similares.
HORMONAS PEPTÍDICAS : HCG , H, Crescimento, ACTH, Eritropoietina e seus factores de libertação.
BETABLOQUEANTES : Acebutolol, Atenolol, Propanolol e similares.
DIURÉTICOS : Furosemido, Hidroclorotiazida, Espironolactona, Triamtereno e similares.

DOPAGEM SANGUÍNEA


MÉTODOS QUE ALTERAM A INTEGRIDADE OU VALIDADE DA URINA : Probenecid, Cateterização, Subsituição, etc. .
 
CLASSES DE SUBSTÂNCIAS SUBMETIDAS A RESTRIÇÃO
ALCOOL : Não proíbido, mas pode pedir-se a sua detecção. 
ANESTÉSICOS LOCAIS : Excepto em tratamentos permitidos.
CORTICÓIDES : Excepto para tratamentos permitidos.

.
 
SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS ( COI - FIFA) 
DROGAS PROIBIDAS
1-ESTIMULANTES
2-NARCÓTICOS
3-ANABOLIZANTES
4-DIURÉTICOS
5- HORMÔNIOS PEPTÍDICOS


MÉTODOS PROIBIDOS
1-AUTOHEMOTRANSFUSÃO
2- MANIPULAÇÃO FARMACOLÓGICA, QUÍMICA E FÍSICA.
DROGAS COM RESTRIÇÕES
1-ÁLCOOL
2-MACONHA
3-ANESTÉSICOS LOCAIS
4-CORTICOSTERÓIDES
5- BLOQUEADORES BETA-ADRENÉRGICOS

DROGAS PROIBIDAS

1- ESTIMULANTES
Aumento da atenção, redução da fadiga, agressividade, inquietação, sensação de vivacidade, agilidade na fala, estimulo do olfato, do tato e da visão.
Aumento da P.A. e da F.C., broncodilatação e midríase.
Diminuição do apetite e perda do sono.
Intoxicação: tonturas, cefaléia, tremores, palidez, retenção urinária, diarréia, alucinações, arritmia cardíaca, pânico, impotência, paranóias, convulsão e coma.
ANFETAMINA
AMINEPTINA
BROMANTANO
CAFEÍNA (acima de 12 microgramas/mililitro)
COCAÍNA
EFEDRINA(acima de 5 microgramas/mililitro)
ETAFEDRINA (idem)
ETILEFRINA (idem)
FEMPROPOREX
FENETILAMINA
FENFLURAMIN
FENILEFRINA (uso tópico não proibido)
FENILPROPANOLAMINA(acima de 10 microgramas/mililitro)
FENOXAZOLINA (uso tópico não proibido)
METANFETAMINA
METILEFEDRINA (acima de 5 microgramas/mililitro)
NAFAZOLINA (uso tópico não proibido)
OXIMETAZOLINA (uso tópico não proibido)
PENTETRAZOL
PSEUDOEFEDRINA (acima de 10 microgramas/mililitro)
E SUBSTÂNCIAS ASSEMELHADAS OU ANÁLOGAS
OBS: BETA-2 AGONISTAS
São drogas estimulantes e também anabolizantes.
Administração oral ou injetável é proibida.
CLEMBUTEROL
FENOTEROL
SALBUTAMOL
SALMETEROL
TERBUTALINA
E SUBSTANCIAS ASSEMELHADAS OU ANÁLOGAS

Nos casos comprovados de tratamentos de asma e outros broncoespasmos, é permitida a inalação de salbutamol, ou salmeterol, ou terbutalina. O médico responsável deve notificar previamente e por escrito esse uso ao controle antidoping.
OBS: A adrenalina pode ser administrada com anestésicos locais, mas precisa de notificação prévia.
Estimulantes: anfetamina (encontrada em remédios para emagrecimento), carfédon, cafeína (presente em algumas bebidas energéticas e em vários medicamentos como: Aspirina, Benegrip, Cibalena, Dorflex, Doril, Engov e Melhoral )  Para a cafeína, uma concentração na urina superior a 12 microgramas por mililitro será considerada como um resultado positivo, cocaína, fencafamina, mesocarbo, pentetrazol, pipradol efedrina (em descongestionantes nasais, tais como Inhalante Yatropan) Para a catina , uma concentração na urina superior a 5 microgramas por mililitro será considerado como um resultado positivo. Para a efedrina e a metilefedrina, uma concentração na urina superior a 10 microgramas por mililitro será considerado como um resultado positivo. . Para a fenilpropanolamina e para a pseudoefedrina, uma concentração superior a 25 microgramas por mililitro será considerado como um resultado positivo., salbutamol , salmeterol e terbutalina (os três últimos são broncodilatadores, utilizados por asmáticos: Aerolin, Clenil, Bricanyl e Aeroflux)( beta bloqueantes permitidos com justificação médica),prolintano,bromontan, bromatan,amifenazole. anfepramona, amifenazol, anfetamina, bambuterol, bromatan, cafeína, carfedon, catina, clobenzorex, cocaína, cropropamida, crotetamida, efedrina, estricnina, etamivan, etilanfetamina, etilefrina, fencafamina, fendimetrazina,  fenetilina, fenfluramina, fenmetrazina, fenproporex, fenilpropanolamina, fentermina, foledrina,  formoterol, heptaminol, mefenorex, mefentermina, mesocarbo, metanfetamina, metilenedioxianfetamina, metilenedioximetanfetamina, metoxifenamina, metilefedrina, metilfenidato, niketamida, norfenfluramina, parahidroxianfetamina, pemolina, pentetrazol, pipradol, prolintano, propilexedrina, pseudoefedrina, reproterol, salbutamol, salmeterol, selegilina, terbutalina.
NOTA: São autorizadas todas as formas farmacêuticas de acção local contendo imidazol. Os vasoconstrictores podem ser administrados em formas farmacêuticas contendo anestésicos locais. As formas farmacêuticas de acção local (p.e. nasais, oftalmológicas, rectal) contendo adrenalina, são permitidas.Amineptina, bupropion, sinefrina e fenilefrina são permitidos.
ATENÇÃO: A lista seguinte, não pode ser considerada exaustiva. Existem numerosas substâncias que não sendo expressamente referidas nesta lista, são consideradas proibidas, por estarem referidas no âmbito das substâncias aparentadas.
É vivamente recomendado a todos os atletas que se assegurem que todos os medicamentos, suplementos, preparações sem receita médica ou qualquer outra substância que utilizem não contêm substâncias proibidas.
Nota explicativa relativa à lista das classes de substancias e métodos interditos 01 de janeiro de 2003, relativas à lista de 01 de setembro de 2001
A classe dos estimulantes foi dividida em dois grupos a) e b) para melhor identificação dos Beta-2 agonistas.
Amineptina, bupropion, sinefrina e fenilefrina foram retirados da Lista.
Foram feitas algumas modificações na lista de exemplos de Substâncias e Métodos Interditos
 Estimulantes Amineptina, bupropion , fenilefrina e sinefrina foram retirados da Lista. Clobenzorex, fenproporex, metilenedioxianfetamina e fenmetrazina foram adicionados à Lista.

O QUE PROVOCA
Estimulam e criam uma certa sensação de euforia, actuando sobre os receptores do sistema nervoso central

EFEITOS SECUNDÁRIOS
Para além de criarem dependência, como fazem outras drogas, reduzem tanto a temperatura corporal como a tensão sanguínea.


2- NARCÓTICOS
Aumenta o limiar da dor, falsa sensação de invencibilidade.
HEROÍNA
METADONA
MORFINA (acima de 1 micrograma/mililitro)
PETIDINA
E SUBSTÂNCIAS ASSEMELHADAS OU ANÁLOGAS
OBS: são permitidas a codeína, dextrometorfano, dextropropoxifeno, diidrocodeína, etilmorfina, folcodina e propoxifeno.

NARCÓTICOS(analgésicos)

  
Buprenorfina,  codeina(permitida quando se consome com justificação médica)  dextromoramida, diamorfina (heroína), hidrocodona, metadona, morfina( dimorf), pentazocina, tramandol, peptidina ou petidina (Demerol e dolantina)

O que provoca 
Diminuem a dor nas lesões.

Efeitos secundarios
As lesões podem piorar (anula-se o limiar de dor), podem provocar problemas respiratórios e algumas, quando se tomam durante muito tempo, criam dependência.


3- ESTERÓIDES ANABÓLICOS
Veja em capítulo especial neste site : efeitos, riscos, colaterais, generalidades.
ANDROSTANOLONA
ANDROSTENEDIONA
ANDROSTENEDIOL
BOLASTERONA
CLOSTEBOL
DEIDROEPIANDROSTERONA
ESTANOZOLOL
FLUOXIMESTERONA
METANDIENONA
METENELONA
METILTESTOSTERONA
NANDROLONA
OXANDROLONA
TESTOSTERONA
androstenediol, androstenediona, bambuterol, bolasterona, boldenona, clembuterol, clostebol(Trofodermin) , danazol, dehidroclormetiltestosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), dihidrotestosterona, drostanolona, estanazolol, fenoterol, fluoximesterona, formebolona, formoterol, gestrinona, mesterolona, metandienona, metenolona, metandriol, metiltestosterona, mibolerona, norboletona, nandrolona(Deca-Durabolin), 19-norandrostenediol, 19-norandrostenediona, noretandrolona, oxandrolona, oximesterona, oximetolona, reproterol, salbutamol, salmeterol, Stanozolol, terbutalina, testosterona, trenbolona e substâncias aparentadas.


E SUBSTÂNCIA ASSEMELHADA OU ANÁLOGA
OBS: A relação testosterona/epitestosterona deve ser menor que 6. Acima disso o resultado deve ser considerado positivo, a não ser que o atleta apresente uma condição patológica especial como baixa excreção de epitestosterona ou um tumor que produza andrógeno.Os atletas que já sabem desses problemas devem comunicar antecipadamente através de seu médico a comissão antidoping da competição. Quando a relação for superior a 10 o atleta deve ser submetido a exame clínico. Nas mulheres, o exame ginecológico será uma imposição, pela possibilidade de presença de hermafroditismo. Qualquer quantidade de epitestosterona acima de 200
nanogramas /mililitro, deve ser investigada.

  
* Para o salbutamol uma concentração na urina superior a 1000 nanogramas por mililitro de salbutamol não sulfatado, será considerado como um resultado positivo.

Os resultados obtidos a partir de perfis metabólicos e/ou de avaliações da razão isotópica podem ser utilizados para tirar conclusões definitivas.
* A presença de uma razão de testosterona (T)/epitestosterona (E) superior a seis (6) na urina de um atleta, constitui uma infracção, a menos que possa ser provado que ela corresponda a uma condição fisiológica ou patológica, p.ex. uma excreção anormalmente baixa de epitestosterona, uma produção androgénica motivada pela existência de um tumor, ou devido a deficiência enzimática. Nos casos de uma razão T/E superior a 6, é obrigatório efectuar exames complementares sob a orientação de autoridade médica competente, antes de se declarar que uma amostra é positiva. Dever-se-á elaborar um relatório completo contendo os resultados de exames anteriores e posteriores, assim como os resultados dos exames endocrinológicos. Se os exames anteriores não se encontrarem disponíveis, o atleta deverá ser submetido a controlos surpresa, pelo menos uma vez por mês durante três meses. Os resultados destes controlos deverão ser incluídos no respectivo relatório. Em caso de falta de colaboração por parte do atleta nas investigações anteriormente indicadas, a amostra será declarada positiva.
O que causam 
Aumentam a massa muscular.
Efeitos secundários
Danificam o fígado e aumentam a agressividade. Nas mulheres reduzem o peito e aumentam a pilosidade, e nos homens provocam o contrário.



4-DIURÉTICOS
São proibidos para se evitar o uso por atletas que disputam competições em categorias de pesos e acabam usando os diuréticos para rápida diminuição do peso e enquadramento na sua categoria com evidentes riscos para a saúde por causa da desidratação. Além disso, podem ser usados por atletas dopados que usam os diuréticos, para diluir a urina e diminuir a concentração de drogas proibidas.
ACETAZOLAMIDA
AMILORIDA
BUMETANIDA
CLORTALIDONA
ESPIRONOLACTONA
FUROSEMIDA
HIDROCLOROTIAZIDA
ISOSSORBIDA
MANITOL (proibida a forma injetável)
TRIANTERENO
Amiloride, acetazolamida, ácido etacrínico, bendroflumetiazida, bumetanida, canrenona, clortalidona (Higroton) espironolactona(Aldactone), furosemida( Lasix hidroclorotiazida(Clorana,Moduretic), indapamida, manitol (por injecção intravenosa), mersalil, triamtereno. e substâncias aparentadas.
  


O que provoca
Reduzem o peso por perda de líquidos e a concentração de substâncias proibidas na urina.

Efeitos secundários
Podem provocar náuseas, enjoos e desidratação por perda excessiva de líquidos

5- HORMÔNIO PEPTÍDICOS E OUTROS
HORMÔNIO DE CRESCIMENTO ( HGH , SOMATOTROFINA )
Tem efeito anabolizante e é usado em substituição ao esteróide anabólico.Pode provocar diabetes mellitus. Doses excessivas provocam acromegalia.
B) CORTICOTROFINA ( ACTH )
Aumenta os níveis de costicosteróides produzindo efeitos euforizantes.
C) GONADOTROFINA CORIÔNICA (hCG,)
Aumenta a produção dos esteróides androgênicos.
D) ERITROPOIETINA ( EPO )
É um hormônio fabricado pelos rins (90 a 95%), uma glicoproteína, que estimula a produção de glóbulos vermelhos. Pode provocar aumento do hematócrito, alterações cardiovasculares, náuseas, vômitos, diarréia,hipertensão.
Gonadotrofina coriónica (hCG) proibida apenas em atletas do sexo masculino;
 Gonadotrofinas hipofisárias e sintéticas (LH) proibidas apenas em atletas do sexo        masculino;
 Corticotrofina (ACTH; tetracosactida);
 Hormona de crescimento (hGH);
 Factor de crescimento insulina-like (IGF-1); e todos os respectivos factores de libertação e seus análogos.
 Eritropoietina (EPO);
 Insulina*;
.      A insulina é autorizada apenas para o tratamento de diabéticos insulino-dependentes, O termo insulino-dependente, é usado aqui para designar atletas que apresentam diabetes para o qual o tratamento com insulina é requerido, de acordo com o  julgamento de um médico qualificado. Inclui-se sempre nesta designação a diabetes mellitus de Tipo 1 e por vezes a diabetes mellitus de Tipo 2.sendo necessária a notificação escrita  pelo médico do atleta ou por um endocrinologista. A Organização ou conselho responsavel tem o direito de solicitar informação clínica suplementar ou a realização de exames complementares de forma a confirmar a existência de diabetes insulino-dependente. 


SUBSTÂNCIAS COM ACTIVIDADE ANTI-ESTROGÉNICA

clomifeno*, ciclofenil* tamoxifeno*
  
* proíbido apenas em atletas do sexo masculino.

A presença de uma concentração anormal de um hormônio endógeno ou do(s) seu(s) marcador(es) de diagnóstico na urina do atleta, constitui uma infração, a menos que tenha sido conclusivamente documentado dever-se a uma condição fisiológica ou patológica.

O que causam  
Aumentam a oxigenação do sangue e desenvolvem a massa muscular. Não são detectadas nos controles à urina.

Efeitos secundários

 Crescimento anormal de orgãos internos, aumento dos glóbulos vermelhos e da tensão, problemas de coagulação, dores de cabeça e ataques cardíacos.

MÉTODOS PROIBIDOS

1-AUTOHEMOTRANSFUSÃO
Retirada de certa quantidade de sangue e ministração ao atleta desse mesmo sangue nas vésperas da competição. Veja detalhes neste site, no capítulo: História, conceito, presente, futuro. Qualquer outra dopagem sanguínea, como transfusão de sangue, células vermelhas ou produtos sanguíneos, também é proibida.

2- MANIPULAÇÃO FARMACOLÓGICA, QUÍMICA E FÍSICA
Qualquer tentativa de alterar ou adulterar a urina coletada. Cateterismo, substituição da urina, adulteração da urina por saliva, cerveja, uísque ou qualquer outra substância, destruição proposital dos frascos de coleta, inibição de excreção renal pela probenecida ou similar, alteração farmacológica da            relação testosterona/epitestosterona com administração da epi,etc Basta a tentativa, para ser a urina considerada positiva.

DROGAS COM RESTRIÇÃO

1-ÁLCOOL
A presença de etanol não é punida por todas as regulamentações. Quantidades exageradas podem resultar em punição.

2-MACONHA
Metabólitos de canabinóides (maconha e haxixe) são punidos pela maioria dos regulamentos. Quantidade limite: 15 nanogramas/mililitro

3-CORTICOSTERÓIDES
O uso de cortisona e derivados é proibido, com as seguintes exceções:
a- para uso tópico (oral, nasal, oftalmológico, dermatológico e anal). Proibido o uso retal.
b- para inalação.(é exigida a justificativa e a comunicação prévia)
c- injeções locais ou intra-articulares (é exigida a justificativa e a comunicação prévia).

4-ANESTÉSICOS LOCAIS
A cocaína é proibida. São permitidas a lidocaína, procaína, mepivacaína e bupivacaína.
Vasoconstrictores, como a adrenalina, podem ser usados em associação com anestésicos.
Os anestésicos permitidos são só para infiltrações locais ou intra-articulares.
É obrigatória a comunicação prévia (ou durante a competição), constando justificativa, via de administração e dosagem. Mesmo nos procedimentos analgésicos dentários, é conveniente se fazer a justificativa.

5- BLOQUEADRORES BETA ADRENÉRGICOS
São proibidos somente em determinadas modalidades esportivas que exigem pontaria ou perfeição na execução de movimentos, como tiro,boliche flecha, nado sincronizado, mergulho, algumas provas de precisão no esqui.

  
acebutolol, alprenolol, atenolol, betaxolol, bisoprolol, bunolol, carvedilol, carteolol, celiprolol, esmolol, labetolol, levobunolol, metipranolol, metoprolol, nadolol,  oxprenolol, pindolol propranolol, sotalol, timolol.



O que causam 
Reduzem a tensão arterial e são relaxantes, São proibidos somente em determinadas modalidades esportivas que exigem pontaria ou perfeição na execução de movimentos, como tiro, boliche, arco e flecha, nado sincronizado, mergulho, algumas provas de precisão no esqui ( diminuem principalmente o tremor das extremidades).
 
Efeitos secundarios
Reduzem o ritmo cardíaco e podem provocar hipertensões severas com colapsos e lipotimias.


Agentes mascarantes
As substâncias proibidas
   
Diuréticos, epitestosterona*, probenecid, expansores de plasma (p. ex: hidroxietilamido)

  
Os agentes mascarantes são proibidos. Estes consistem em produtos que possuem o potencial de reduzir a excreção de substâncias interditas ou de impedir a sua detecção na urina ou noutras amostras usadas em controlo de dopagem.
· A presença de uma concentração urinária de epitestosterona superior a 200 nanogramas por mililitro constitui uma violação de dopagem, exceto nos casos em que tal corresponde a uma condição fisiológica.  A espectrometria de massa de razão isotópica, pode ser usada para tirar conclusões definitivas. Se esta técnica é inconclusiva, as entidades médicas relevantes devem conduzir as investigações adequadas antes de a amostra ser considerada positiva.
A administração de anestésicos locais por infiltração local e intra-articular
necessita de notificação escrita  por parte do médico do atleta.
  
 A administração de glucocorticosteroides, por infiltração local ou intra-articular, necessita de notificação escrita  por parte do médico do atleta.
Sempre que um médico necessite por razões terapêuticas administrar uma substância e/ou um método interdito a um atleta, deverá previamente enviar  uma informação clínica detalhada solicitando aquela administração. O COBD avaliará o pedido do médico e poderá autorizar a administração da substância e/ou método interdito caso não haja alternativa terapêutica, desde que o atleta seja afastado da competição enquanto estiver a ser submetido ao tratamento e durarem os seus efeitos. Em casos particulares o COB pode autorizar a utilização prolongada de uma substância interdita, como por exemplo a administração de glucocorticosteróides em atletas com deficiências enzimáticas.
Se um médico devido a uma urgência clínica tiver que administrar uma substância e/ou um método interdito, deverá comunicar esse fato o mais rapidamente possível a Comissão de Doping, utilizando um impresso.
  
As notificações escritas efetuadas em tempo, não obviam que o atleta mencione a ingestão dessas substâncias no formulário do controlo de dopagem.
O praticante desportivo selecionado para a realização de um controlo de dopagem deverá declarar ao médico responsável pela ação de controlo de dopagem todos ao medicamentos (qualquer que seja a via de administração) e suplementos nutricionais administrados nos últimos três dias. O médico responsável pela ação de controle de dopagem registra todos os medicamentos e os suplementos nutricionais declarados pelo praticante desportivo no formulário do controlo de dopagem.
  
  
O quadro  resume as regras  relativamente às substâncias que necessitam de notificação escrita por parte das autoridades médicas.




  Substâncias   Interditas Autorizadas Com notificação Autorizadas sem notificação
Alguns b-2 agonistas* - oral- injecção com efeito sistémico  - inalação   
Glucocorticosteróides - oral- injecção com efeito sistémico- rectal - infiltração local e intra-articular *** - anal, auricular, dermatológica, inalatória, nasal, oftalmológica  
Anestésicos locais** - injecção com efeito sistémico -infiltração local e intra-articular ***   
Insulina   - injecção com efeito sistémico   
  
* Formoterol, salbutamol, salmeterol e terbutalina; todos os outros b -2 agonistas são proibidos.
** Com excepção da cocaína que é proibida.
*** Infiltração local e intra-articular entende-se a injecção da substância no local em que se pretende que o efeito se produza, com efeitos sistémicos mínimos. 

SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS FORA DE COMPETIÇÃO
  
Estimulantes Amineptina, bupropion , fenilefrina e sinefrina foram retirados da Lista. Clobenzorex, fenproporex, metilenedioxianfetamina e fenmetrazina foram adicionados à Lista.
Agentes anabolisantes Bolasterona  e norboletona foram adicionados à Lista.
Diuréticos Amiloride foi adicionado à Lista.
Agentes Mascarantes Bromatan foi retirado da Lista.
Hidroxietilamido foi adicionado à Lista.
Substâncias com actividade anti-estrogénica
Foi incluída esta Classe de substâncias; clomifeno, ciclofenil e tamoxifeno estão incluídos na Lista.
Beta-Bloqueantes Carvedilol foi adicionado à Lista.






Amostragem de relatório de notificação

  
Aviso de prescrição médica para tratamento indivídual:
  
DATA ___/___/___  MODALIDADE DESPORTIVA ______________________________
NOME DO ATLETA ______________________________________________________
RESIDÊNCIA ___________________________________________________________
C. POSTAL ____________ LOCALIDADE _________________ TELEF.: ____________
  
SUBSTÂNCIA; DOSAGEM; VIA: ____________________________________________
SUBSTÂNCIA; DOSAGEM; VIA: ____________________________________________
SUBSTÂNCIA; DOSAGEM; VIA: ____________________________________________
SUBSTÂNCIA; DOSAGEM; VIA: ____________________________________________
  
DIAGNÓSTICO:
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
  
MÉDICO _______________________________________________________________
RESIDÊNCIA ___________________________________________________________
C. POSTAL ____________ LOCALIDADE _________________ TELEF.: ____________
  
ASSINATURA DO MÉDICO ________________________________________________
  
DATA ____/____/____
  



RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS PERMITIDOS 
Antes de verificar a relação, é necessário que todos observem dois pontos importantes:
Orientações sobre produtos naturais
Cuidado: algumas substâncias são também encontradas em bebidas energéticas, suplementos alimentares, complexos vitamínicos e fórmulas de manipulação.
          Portanto, o atleta deve ser cuidadoso e informar-se a respeito de qualquer substância antes de ser ingerida, e sempre comunicar ao médico ou ao responsável pela equipe todos os medicamentos utilizados em época de competição, para evitar prejuízo a si ou à equipe.

Esta introdução visa orientar médicos, treinadores e atletas sobre os cuidados a serem tomados em relação a plantas, raízes, sementes e chás, no que se referem a doping e seu controle, principalmente por ocasião de competições nacionais ou internacionais.
É indispensável que o médico responsável esteja a par de todo medicamento usado pelo atleta, seja halopatia, homeopatia, fitoterapia, florais, medicina ortomolecular ou qualquer outro método administrado ou usado pelo atleta. 

Seria recomendado ao atleta que não comesse, bebesse, fumasse, inalasse ou injetasse (ou usasse sob alguma outra forma de administração) qualquer substância desconhecida por ele, que não tenha sido recomendada pelo médico responsável. Muitos produtos derivados de plantas nativas de várias regiões (chás, pós, sementes e preparos diversos) podem ter a ação dopante ou reação cruzada dos exames de verificação doping na urina, principalmente no que se refere ao efeito estimulante.
Deve haver cuidado com a manipulação de materiais desconhecidos, como pós, líquidos, resinas, pastas, etc que podem conter substâncias proibidas, as quais, entrando em contato com o organismo, poderão repercutir em contaminação e sugerir resultado positivo para certas classes farmacológicas no controle de doping.
Por outro lado, hoje em dia, existem vários tipos de suplementos alimentares que apresentam em sua formulação anabólicos esteróides e que podem causar resultados positivos em controle de dopagem.
Informações para atletas, treinadores e médicos sobre o uso de medicamentos no esporte
A lista de substâncias restritas caracteriza-se como uma percentagem pequenas do arsenal farmacológico e não impede o tratamento adequado ao atleta por razões terapêuticas justificáveis.
A relação das substâncias permitidas aqui colocada, para o uso no Brasil, tem apenas o sentido de orientação, sendo mencionados apenas alguns dos produtos mais utilizados em nosso meio. Está claro que a prescrição do fármaco fica rigorosamente a critério do médico e que esta lista não possui um caráter restritivo.
Devem ser tomados cuidados especiais quanto a prescrição de remédios para dor, resfriados, cefaléias e problemas nasais e de brônquicos. Preparações que só contenham antibiótico ou anti-histamínico são permitidas, mas deve-se estar atento para as preparações combinadas que contenham efedrina e aminas
simpaticomiméticas.
Observe-se que, sob o mesmo nome comercial, pode haver preparações combinadas, como vitaminas que tenham, em sua composição, estimulantes psicomotores anabólicos coisa esteróides.

LISTA DE FÁRMACOS (MEDICAMENTOS) PERMITIDOS
(nomes comerciais)

ANTIÁCIDOS
Aclorisan, Alca-luftal, Alrac, Andursil, Asilone, Bisuisan, Digastril, Esmomagel, Gastrogel, Gatrol, Gastromag Gel, Gelusil M, Hidroxogel, Kolantyl, Leite de Magnésia, Maalox Plus, Magnésia Bisurada, Mylanta Plus, Pepsamar, Pepsogel, Siligel, Siludrox, Simecoplus, Sonrisal e outros de composição semelhante.

ANTIDIARRÉICOS
Colestase, Diarresec, Enterobion, Floratil, Florax, Furazolin, Imosec, Kaomagma, Kaopectate Lomotil, Parenterin e outros de composição semelhante. Observe que não devem ser utilizadas preparações que contenham ópio.

ANTIASMÁTICOS
Aerolin e Bricanyl
ESSES MEDICAMENTOS ESTÃO INDICADOS APENAS SOB A FORMA DE AEROSSOL OU PREPARAÇÕES PARA INALAÇÃO.

ANTIALÉRGICOS
Agasten, Calamina, Cilergil, Fenergan, Hismanal, Intal, Periatin, Polaramine, Prometazina, Teldane e outros de composição semelhante.

ANTINAUSEANTES - ANTIEMÉTICOS
6-Copena, Diagrin, Dramin, Emetic, Estac, Eucil, Metoclopramida, Motilium, Normopride Enzimático, Plamet, Plasil, Vogelene, Vomix, Vontrol e outros de composição semelhante.

ANTIULCEROSOS
Antak, Cimetidina, Climatidine, Gastrodine, Label, Logat, Neocidine, Ranidin, Ranitidina, Tagamet, Ulcedine, Ulcenon, Ulcoren, Zadine e outros de composição semelhante.

ANALGÉSICO, ANTIPIRÉTICOS E ANTIESPASMÓDICOS
AAS, AAS Infantil, Acetaminofen, Acetaminofen 500, Ácido acetilsalicílico 500mg, Ácido Acetilsalicílico infantil, Aspiçucar, Aspirina, Aspirina infantil, Baralgin, Buscopan, Dipirona, Doran, Dôrico, Endosalil, Novalgina, Pacemol, Ponstan, Ronal, Tylenol, Tylex e outros de composição semelhante.

ANTINFLAMATÓRIOS
Actiprofen, Advil, Aflogen, Algi-danilon, Algi-flamanil, Alginflay, Algi-peralgin, Algizonlin, Analtrix, Anartrit, Artren, Artril, Artrinid, Artrosi, Benervan, Benotrin, Benzitrat, Biofenac, Brexin, Butazil, Butazolidina, Butazona, Cataflam, Cataflam-D, Cataren, Cetoprofeno, Cicladol, Celebra, Coclinalgin, Clofenak, Danilon, Deflogen, Deltaflam, Deltaflogin, Deltaren, Diclofenaco Sódico, Diclofenaco Potássio, Diclotaren, Dorgem, Doriflan, Eudoxicam, Eridamin, Flanax, Fenaflan, Febupen, Feldene, Feldox, Felnam, Fenaflan Sódico, Fenaren, Fenburil, fenibutazona Sódica, Fisioren, Indocid, Inflamene, Motrin, Naprosyn, Nisulid, Piroxifen, Piroxiflam, Proflam, Scaflam, Sintalgin, Tilatil, Vioxx, Voltarem e outros de composição semelhante.

ANTIGRIPAIS
Analgex C, Aspi-C, Cebion, Cortegripan, Melhoral C e Redoxon.
A MAIORIA DOS ANTIGRIPAIS CONTÉM EFEDRINA E/OU CAFEÍNA, SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS.

CONTRACEPTIVOS
Anacyclin, Anfertil, Biofim, Evanor, Gynera, Micronor, Microvlar, Minulet, Neovlar, Nordette, Normamor, Trinordiol e outros de composição semelhante.

DESCONGESTIONANTES NASAIS
Otrivina, Rinosoro e Sorine.

EXPECTORANTES E ANTITUSSÍGENOS
Alergogel, Alergotox Expectorante, Atossion, Benadryl Expectorante, Benadryl, Besedan, Bisolvon, Bisolvon Ampicilina, Clistin Expectorante, Fluimucil 10% a 20%, Glicodin, Glyconlodepol, Iodetal, Iodetal de Potássio Líquido, Pulmonix, Rinofluimucil, Silomat, Subitan, Traspulmin, xarope de Iodeto de Potássio Composto, Xarope Valda e outros de composição semelhante.

ANTIFÚNGICO
Ancotil, Canesten, Cetoconazol, Daktarin, Flagyl, Flagyl-nistatina, Fluconazol, Fulcin, Fungizon, Micostatin, Nistatina, Nizoral, Sporostatin e outros de composição semelhante.

ANTI-HEMORROIDÁRIOS
Claudemor, Glyvenol, Hemorroidex, Nestosyl, Novaboin, Novarrurita, Venalot, H-creme, Xyloproct e outros de composição semelhante.

HIPNÓTICOSBENZODIAZEPÍNICOS
Dalmadorm, Nitrazepan, Nitrazepol, Rohypnol, Sonebon e outros de composição semelhante.

BARBITÚRICOS
Fenergan, Prometazina e outros de composição semelhante.

SEDATIVOS
Ansitec, Calmociteno, Diazapam, Dienpax, Frisium, Kiatrium, Lexotan, Lorax, Psicosedin, Somalium, Tensil, Tranxilene, Valium e outros de composição semelhante.

ANTIDIABÉTICOS
HIPOGLIGEMIANTES ORAIS
Daonil, Diabinese, Diamicron, Glibenclamida, Minidiab e outros de composição semelhante.

RELAXANTES MUSCULARES E PERIFÉRICOS
Coltrax, Mioflex e Sirdalud.
OBSERVE QUE OS RELAXANTES MUSCULARES PERIFÉRICOS CONTÊM CAFEÍNA, QUE É UMA SUBSTÂNCIA PROIBIDA, DA CLASSE DOS ESTIMULANTES.

TÓPICOS DERMATOLÓGICOS
Podem ser usados todos os produtos existentes no mercado, desde que seja reipeitada sua indicação e que, preferentemente, sejam usados por prescrição médica.

PREPARAÇÕES VAGINAIS
Flagyl, Ginedak, Ginodex, Gyno-daktarin, Micogyn, Nistatina, Talsutin e outros de composição semelhante.

PREPARAÇÕES OFTÁLMICAS
Anestalcon Colírio, Cloranfenicol, Colírio cicloplégico, Dexafenicol, Flumex 0,10% e 0,25%, Fluoresceína, Isopto Carpine, Lacrima, Maxidex, Maxitrol, Midriacyl 1%, Minidex, Opti-tears, Pilocarpina 1%, 2% e 4%, Timolol 0,25% e 0,50%, Timoptol e outros de composição semelhante.

ANTIBIÓTICOS
Amicacina, Amoxicilina, Amoxifar, Amoxil, Ampicil, Ampicilina, Ampicron, Ampitotal, Amplacilina, Amplitor, Assepium Balsâmico, Bacfar, Bacgen, Bacterion, Bactrim, Bactrim F, Balsiprim, Benectrin, Benzetacil, Binotal, Bipencil, Cápsulas de Tetraciclina, Carbenicilina, Ceclor, Cefalex, Cefalexina, Cefalotina, Cefamezin, Cefaporex, Cibramox, Clindamicina, Cloranfenicol, Cloridrato de Tetraciclina, Dalacin-C, Despacilina, Diastin, Dicloxacilina, Dientrin, Duoctrin, Eritrex, Eritrofar, Espectrim, Garamicina Injetável, Gentamicina, Glitisol, Hiconcil, Ilosone, Imuneprim, Infectrim, Kefazol, Keflex, Lincomicina, Longacilin, Mefoxin, Megapen, Netromicina, Novamin, Novocilin, Oracilin, Oxacilina, Panglobe, Penicilina G Potássica Cristalizada, Pantomicina, Pen-ve-oral, Penvicilin, Septiolan, Sintomicetina Staficilin-N, Terramicina, Tetraciclina, Tetrex, Tobramina, Totapen, Trimexazol Trozyman, Vancomicina, Vibramicina e outros de composição semelhante.

ANTICONVULSIVANTES
Depakene, Diempax (oral e injetável), Epelin, Fenobarbital, Gardenal (oral e injetável), hidantal, Primidona, Rivotril, Tegretol, Valium, Valpakine e outros de composição semelhante.

LAXATIVOS
Agarol, Agiolax, Dulcolax, Fitolax, Fleet enema, Frutalax, Guttalax, Humectol D, Lacto-purga, Metamucil, Minilax, Óleo mineral, Purgoleite, Supositório de Glicerina, Tamarine e outros de composição semelhante.

VITAMINAS
Podem ser usadas todas aquelas que não apresentarem em sua formulação nenhum tipo de substâncias proibidas, tais como estimulantes ou anabólicos e seus precursores.

CONSELHOS PARA TRATAMENTOS

 
SUBSTÂNCIAS E ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS PROIBIDAS E PERMITIDAS 
 
CATARRO, TOSSE E FARINGITE
PROIBIDAS : Medicamentos contendo Codeína, Efedrina, Propanolamina ( Bisolvon compositum ) 
PERMITIDAS : Bromexina ( Bisolvon ), Dextrometarfano, Doperastina, Zipeprol, Inalações de Mentol, Aerosóis Nasais ( Brometo de Ipatrópio e Oximetazolina ) e Antibióticos.
 
DIARREIA 
PROIBIDAS : Morfina e Codeína . 
PERMITIDAS : Loperamida, Difenoxilato.
 
ASMA E FEBRE DOS FENOS 
PROIBIDAS : Medicamentos contendo Efedrina e Pseudoefedrina.
PERMITIDAS : Terbutalina, Salbutamol, Corticóides, ( só em aerosol ) , Teofilina e Antiestamínicos.
DOR DE CABEÇA 
PROIBIDAS : Medicamentos contendo Codeína e Destropropoxifeno 
PERMITIDAS : Aspirina e Paracetamol . 
 
DOR MENSTRUAL
PERMITIDAS : Ibuprofeno , Buscapina.
 
CONTUSÕES E TRAUMATISMOS 
PROIBIDAS : Medicamentos contendo Codeína.
PERMITIDAS : Anti-inflamatórios não esteróides.
 
VÓMITOS
PERMITIDAS : Primperan.
 
AS SUBSTÂNCIAS MENCIONADAS SÃO EXEMPLO DAS ACTUALMENTE PERMITIDAS OU PROIBIDAS . EM CASO DE DÚVIDA CONSULTE O SEU MÉDICO OU O CORPO CLINICO DA OLYMPICA INTERNACIONAL . 
 
LEMBRE-SE QUE EM CASO DE ANÁLISE POSITIVA O RESPONSÁVEL PRINCIPAL É O ATLETA.

www.cbbol.org.br


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  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
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