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diagnóstico e laboratório

Diagnóstico Laboratorial da tuberculose

08/06/2003

Tuberculose

 

 

3. Diagnóstico Laboratorial

CID-10
A15-A19

O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos:

·         exame específico (baciloscopia e cultura);

  • radiológico;
  • prova tuberculínica;
  • anátomo-patológico (histológico e citológico), sorológico, bioquímico e de biologia molecular.

·         Exames Bacteriológicos

·         A baciloscopia direta do escarro é o método prioritário, porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção, que é o doente bacilífero. Por ser um método simples e seguro, deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). Também é utilizada para acompanhar, mensalmente, a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. Recomenda-se para o diagnóstico, a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte, ao despertar.

 

  • Cultura do Bacilo de Koch: a cultura é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto, e para o diagnóstico de formas extrapulmonares, como meníngea, renal, pleural, óssea e ganglionar. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas, acompanhado do teste de sensibilidade. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose, além da cultura, deverá ser solicitada a tipificação do bacilo.

·         Exame Radiológico de Tórax: está indicado nas seguintes situações:

·         sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta;

  • comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória;
  • suspeitos de tuberculose extrapulmonar; e
  • portadores de HIV ou pacientes com AIDS.

O exame radiológico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose, sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com AIDS. A abreugrafia indiscriminada, em pessoas aparentemente sadias, não está indicada por ter baixo rendimento, inclusive por expor a população à radiação desnecessária.

·         Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. A prova tuberculínica positiva, isoladamente, indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. Nas pessoas vacinadas com BCG, pode-se ter dificuldade na sua interpretação, uma vez que a vacina pode torná-la positiva. A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23, aplicada por via intradérmica, na dose de 0,1 ml. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica), na parte anterior do antebraço esquerdo, com seringa tipo tuberculina, de 1 ml. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação. A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação, com régua milimetrada padronizada. O resultado, expresso em milímetros, é interpretado da seguinte fórmula:

·         0-4 mm - não reator (não infectados ou analérgicos)

  • 5-9 mm - reator fraco (infectados pelo BK, por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG)
  • 10 mm e mais - reator forte (infectados pelo BK, doentes ou não, ou vacinados com BCG).

Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica. Nesses casos, considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e, não reator, aquele com induração de 0 a 4 mm.

·         Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível, nas formas extrapulmonares, deve-se realizar a biópsia. No material colhido será feito o exame direto, a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose.

·         Exame Bioquímico: os exames bioquímicos são mais utilizados em casos de tuberculose extra-pulmonar, principalmente no derrame pleural, derrame pericárdico e meningoencefalite tuberculosa.

·         Exame Sorológico e de Biologia Molecular: esses novos métodos são úteis para o diagnóstico precoce da tuberculose, contudo a sensibilidade, especificidade e valores preditivos variáveis, aliados ao alto custo e complexidade, os inviabilizam como exames de rotina, ficando seu uso restrito a alguns centros de pesquisa.

 

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