Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária - Vigilância Epidemiológica na tuberculose
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Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária

Vigilância Epidemiológica na tuberculose

08/06/2003

Tuberculose


Vigilância Epidemiológica

O propósito do Programa de Controle da Tuberculose é reduzir a transmissão do bacilo da tuberculose na população através das ações de diagnóstico e tratamento que são as principais medidas de controle.

  • Notificação: a Unidade de Saúde que descobre e inicia o tratamento dos casos novos é a responsável pela notificação compulsória dos mesmos.

Tipos de Dados: serão notificados os casos por município de atendimento, unidade de saúde, sexo, idade, grau de instrução, etnia (no caso de população indígena), município de residência, critério diagnóstico, forma clínica, resultado do teste tuberculínico, soropositividade para o HIV/associação com AIDS, história de tratamento anterior, esquema terapêutico utilizado, motivo da internação e da alta hospitalar. Através dessas informações, pode-se avaliar a situação e tendência da doença.

Fontes: as fontes de notificação são as unidades de saúde, os hospitais, os laboratórios e outros serviços de assistência médica governamental e particular. A base do sistema de informação da tuberculose é o prontuário do doente, a partir do qual são colhidos os dados necessários para o preenchimento da Ficha Individual de Investigação do Sistema de Informações de Agravos de Notificação - SINAN. Para a tuberculose, a notificação é mensal, o que se justifica por sua lenta evolução. Devem ser notificados os casos novos, os recidivados e aqueles que reingressam após abandono. As unidades assistenciais, mensalmente, enviarão às Secretarias Estaduais de Saúde, através dos níveis intermediários (municípios e regionais de saúde, entre outros), os dados de descoberta de casos e do resultado do tratamento, que, depois de consolidados por trimestre, serão enviados ao nível central nacional.

 

 

  • Investigação Epidemiológica

Objetiva identificar as possíveis fontes de infecção. Deve ser feita investigação epidemiológica entre os comunicantes de todo caso novo de tuberculose e, prioritariamente, nos comunicantes que convivam com doentes bacilíferos, devido ao maior risco de infecção e adoecimento que esse grupo apresenta. No caso de uma criança doente, a provável fonte de infecção será o adulto que com ela convive. No caso dos comunicantes não comparecerem à unidade de saúde para exame, após uma semana de aprazamento, recomenda-se que seja feita visita domiciliar.

  • Definição de Caso: o raciocínio diagnóstico desenvolve-se a partir do exame clínico, dos dados epidemiológicos e da interpretação dos resultados dos exames solicitados. A investigação de história de contato com doentes de tuberculose é de importância primordial para a suspeição diagnóstica.

Suspeito de Tuberculose Pulmonar: é todo indivíduo com sintomatologia clínica sugestiva de tuberculose pulmonar: tosse com expectoração por quatro ou mais semanas, febre, perda de peso e apetite ou suspeito ao exame radiológico.

Confirmado:

  • Pulmonar:

Escarro positivo: paciente com duas baciloscopias diretas positivas, ou uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva ou uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose, ou duas ou mais baciloscopias negativas e cultura positiva.

Escarro negativo: paciente com duas baciloscopias negativas, com imagem radiológica sugestiva e achados clínicos ou outros exames complementares que permitam ao médico efetuar um diagnóstico de tuberculose.

  • Extrapulmonar:

Paciente com evidências clínicas, achados laboratoriais, inclusive histopatológicos compatíveis com tuberculose extrapulmonar ativa, em que o médico toma a decisão de tratar com esquema específico; ou paciente com pelo menos uma cultura positiva para M. tuberculosis, de material proveniente de uma localização extrapulmonar.

  • Conduta Frente a um Caso Suspeito de Tuberculose Pulmonar:

  • Identificação do caso;

  • Baciloscopia direta do escarro no momento da consulta e solicitação de outra amostra a ser colhida no dia seguinte;

  • Raio X de tórax e realização de prova tuberculínica nos casos negativos à baciloscopia;

  • Cultura do escarro nos casos persistentemente negativos à baciloscopia.

  • Análise dos Dados: os dados deverão ser registrados, consolidados e analisados pela unidade de saúde e pelos níveis municipal, estadual e federal do sistema de saúde. A análise dos dados permite a tomada de decisões nos diferentes níveis. A distribuição esperada dos casos, por grupos etários e formas clínicas pode ser observada na Figura 1. Aumento importante de uma determinada forma deve ser investigado junto à fonte notificadora para avaliar-se a qualidade do diagnóstico. A alteração do perfil epidemiológico esperado precisa ser analisado quanto à possível variação da história natural da doença. As unidades de saúde que têm ações de controle de diagnóstico e tratamento devem inscrever o paciente no livro de "Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose", para possibilitar a análise por coortes da distribuição dos casos por grupo etário, forma clínica, qualidade diagnóstica e resultado do tratamento. Os registros de óbitos por tuberculose também devem ser motivo de análise, comparando-se esses registros com os de morbidade.
 

Fonte: Gerhardt G. 1985.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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