Tóxicos/Intoxicações - Síndrome do edifício doente
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Tóxicos/Intoxicações

Síndrome do edifício doente

09/06/2003

SÍNDROME DO EDIFÍCIO DOENTE

É o resultado da incidência aguda da poluição aérea e interna,causada por substâncias tóxicas e microorganismos, que pode ocorrer tanto em micro ambientes de edifícios como em residências. Este é um problema, que existe com uma certa frequência, em considerável número de habitações, de modo silencioso e disfarçado, podendo causar sérios danos, para a saúde humana, principalmente.

Nos últimos 25 anos, órgãos governamentais e de iniciativa privada, em vários países, tem realizado pesquisas e estudos - com destaque para os Estados Unidos da América do Norte- visando o conhecimento detalhado dos agentes causais e seus mecanismos de ação tóxica, no sentido de controlar e combater este problema ambiental. A United States Protection Agency Environmental Protection Agency (USEPA) têm executado diversos estudos, revelando níveis mensuráveis de concentração de 107 substâncias tóxicas, bem como a presença de fungos e outros microorganismos, e, o mais curioso, tanto em habitações modernas como antigas.

Essas substâncias, na sua grande maioria, pertencem ao grupo de Compostos Orgânicos Voláteis (COV's), com ação tóxica definida sobre o homem.

Procurando esclarecer, cada vez mais a mecanística dos processos químicos, bioquímicos e biológicos respectivos, bem como a adoção de meios eficazes de combate à Sindrome do Edifício Doente, a Agência Espacial dos EEUU (NASA) e a Associated Landscape Contractors of America, anunciaram, recentemente, os resultados de um estudo científico - com dois anos de duração - que sugerem um meio sofisticado de absorção da poluição gerada pelos VOC's, utilizando plantas verdes vivas. Foram usadas cerca de doze variedades populares de plantas ornamentais com resultados bastantes promissores.

Já uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Botânico da Universidade de Colônia (Alemanha) apresentou dados mostrando que plantas, em cultivos hidropônicos como o Ficus Benjamina e Pothos executaram de modo muito eficiente, a remoção (por absorção) de poluentes do ar, como o aldeído fórmico, Benzeno e a Nicotina. É de se destacar que as plantas não só absorveram, mas, transformaram cerca de 90% dessas substâncias tóxicas em açucares, tecidos novos e oxigênio. Possuindo ainda a vantagem do cultivo hidropônico não contribuir para o aparecimento de esporos de fungos no micro ambiente. Os pesquisadores concluíram ainda que a ação conjunta Ficus x Pothos pode efetivamente neutralizar a ação tóxica dos poluentes do ar presentes.

Logo, podemos concluir que, a presença de algumas plantas em cultivo hidropônico, dentro das habitações atingidas pela Sindrome do Edifício Doente - SED, poderia tornar-se mais um meio simples de proteger a saúde humana, assegurando melhores condições de vida, trabalho e lazer para todos.

Nesse sentido, quem sabe, aqui, na nossa Amazônia, poder-se-ia executar pesquisas multidisciplinares, de aproveitamento e uso de nossas plantas tropicais ornamentais, com os mesmos objetivos?

 


HISTÓRICO CLÍNICO PATOLÓGICO

O conceito de Saúde Ambiental vem sendo muito alterado nos últimos 25 anos, com referencia as pesquisas do "Controle de Qualidade do Ar Interno". Está ciência está se aperfeiçoando no sentido de garantir ambientes interiores em condições apropriadas de conforto e saúde ocupacional, de maneira que nenhum ocupante adoeça em função do ambiente.

Uma construção saudável, deve garantir o conforto térmico e, principalmente, a qualidade do ar aos seus ocupantes.

 

FONTES DE POLUIÇÃO EM AMBIENTES CLIMATIZADOS

Várias são as fontes de poluição, segundo sua importância no processo de contaminação ambiental. O acumulo de sujidade em dutos de insuflamento e retorno do ar é uma Fonte de Poluição existente.
Os dutos promovem num primeiro momento a aspersão de matéria particulada, na forma de agressor primário, que funciona como substrato ideal para a multiplicação microbiana, aumentando a concentração de agentes biológicos nas superfícies internas.

No segundo momento, a matéria particulada atua como elemento sinérgico no ecossistema biológico, através do aumento da umidade relativa na superfície dos dutos, aumentando o crescimento microbiano.

Falhas operacionais e falta de manutenção e de limpeza dos condicionadores de ar, podem constituir um risco à saúde, já comprovado por algumas infecções hospitalares.

 

FATORES QUE CAUSAM A "SED"

Insuficiência de ar exterior;
Má distribuição do ar;
Controle deficiente da temperatura;
Projeto inadequado;
Modificações inadequadas após a construção;
Falta de manutenção e de limpeza nos sistemas;
Falta de compreensão do funcionamento do sistema.

 

MOTIVADORES DE CONTAMINAÇÃO INTERNA

Agentes de limpeza;
Compostos voláteis orgânicos;
Divisórias, móveis e carpetes;
Terra de plantas e água de vasos;
Fumaça de tabaco;
Materiais particulados e poeira em geral;
Ozônio resultante de copiadoras e motores elétricos;
Contaminantes transportado por pessoas, nas roupas, objetos, etc..
Componentes químicos diversos.

 

SINTOMAS APRESENTADOS PELOS USUÁRIOS

Irritação dos olhos;
Garganta seca;
Dores de cabeça;
Fadiga;
Congestão nasal;
Sinusite;
Tonturas;
Dores Articulares;
Falta de ar.

 

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DO AR INSUFLADO

Estudos realizados pela Agencia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA - Environmental Protection Agency), identificaram o ar poluído de interiores como importante perigo à saúde da população humana, que permanece muitas vezes, mais de 90% do tempo confinados em casas, edifícios, prédios, carros climatizados ou algum tipo de construção.

A presença de fungos ou bactérias em dutos, indica a ocorrência de fonte de ampliação de microorganismos em ambiente interno e pode resultar em sintomas generalizados de dificuldades respiratórias, irritação nos olhos e nariz, além de indisposições generalizadas.

Condições mais severas, incluem a asma, pneumonias sensitivas, alergias e infecções sistêmicas.

 

ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS

Devem avaliar parâmetros dos pontos do circuito de ar condicionado: Água de condensação e/ou Biofilme da bandeja; Ar externo; Particulados dos dutos; Ambiente interno e Retorno.

Água de condensação e/ou biofilme da bandeja (Avaliação Qualitativa e Quantitativa): ê bactérias (especial ênfase para Legionella sp); ê fungos (bolores e leveduras); ê protozoários (amebídeos e outros); ê helmintos (nematóides). A identificação da Legionella Penumophila será determinada pelo método clássico e por imunofluorescência indireta.

Ar de captação dos dutos, do Ambiente e do Retorno (Avaliação Qualitativa e Quantitativa): ê bactérias; ê fungos (bolores e levedura).

 

CONTROLE DAS FONTES

Controle das Fontes é a estratégia mais eficaz para se alcançar uma boa QAI. A Taxa de Renovação de Ar varia principalmente com:
número de ocupantes;
finalidade do ambiente;
arquitetura do prédio;
estado de conservação;
tipo de material empregado na construção;
decoração dos ambientes.

 

SISTEMA DE VENTILAÇÃO

O impacto do sistema de ventilação na Qualidade do Ar Interno - QAI é identificado de 3 modos: e pela renovação de ar limpo do interior de um prédio; e pela manutenção de locais que permitam os microorganismos colonizarem e se reproduzirem, como: sujeira preta e úmida do interior de dutos e de outros componentes do sistema de ventilação e ar condicionado, que são um terreno ideal para o crescimento de fungos e bactérias; e pela distribuição dos bioaérosois das colônias para os ocupantes do prédio.

É essencial que o sistema de ventilação e ar condicionado seja mantido nas condições ideais de funcionamento especificadas, e, que seja periodicamente limpo e sanitizado, para prevenir que contaminantes sejam distribuídos por todo o sistema.

 

LOCAL DE CAPTAÇÃO DE AR QUE GARANTA A "QAI"

Escolha criteriosa, para evitar que seja inserida nova fonte de poluentes para o sistema.
O local é tão importante, quanto correta deve ser a determinação da vazão necessária, para diluir os contaminantes gerados no interior dos ambientes.
Locais que devem ser evitados:
pátio de torres de resfriamento;
abertura de exaustão de sanitários;
estacionamentos e garagens;
docas de carga e descarga;
poço escuros e empoeirados;
grelhas de piso junto a calçadas e ruas com trânsito intenso;
telhados com acúmulo de água;
deposito de lixo.

 

"TAE" E BENEFÍCIOS DO AR CONDICIONADO

A Taxa de Ar Externo - TAE, antes era usada apenas para diluição de odores corporais, proporcional a concentração das pessoas e da permanência.
Benefícios do Ar-condicionado:
aumento de produtividade;
conforto térmico;
redução da taxa de absenteísmo e afastamentos por doenças;
melhoria da qualidade de vida dos ocupantes.
(Pesquisa em parceria com a CLPF SERVIÇOS S/C LTDA, através do Engo. Carlindo Lins - clpfserv@brhs.com.br)

Créditos ao:

Prof. Geraldo de Assis Guimarães

Consultor na área de Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos do Pará - CREA/Pa

 

 


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