Drogas/Vício - Drogas tranquilizantes
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Drogas/Vício

Drogas tranquilizantes

27/03/2004

Tranquilizantes

 

Drogas tranquilizantes são uma invenção do século 20, desenvolvidas para aliviar ansiedades, preocupações e temores. Junto com álcool, nicotina e aspirina, os tranquilizantes são as drogas mais usadas e abusadas no mundo. São várias as categorias em que estão divididos os tranquilizantes, que, de maneira geral, actuam como agentes depressivos do sistema nervoso central. Eles podem ser:

  • Benzodiazepinas: Considerados tranquilizantes menores, incluem medicamentos como Librium e Valium, duas substâncias farmacologicamente similares, que são consideradas as drogas mais amplamente receitadas no mundo todo. Esses dois remédios têm acção prolongada e pequeno potencial de overdose ou formação de hábito. Consumidores de doses excessivas, porém, podem tornar-se viciados.

  • Meprobamatos: Representados principalmente pelos medicamentos Equanil e Miltown, vendidos e receitados desde 1955, considerados inicialmente como remédios seguros e não viciantes para o alívio de ansiedades. Mais tarde, descobriu-se que essa substâncias possuíam enorme potencial de overdose e de indução ao vício, produzindo euforia e efeitos semelhantes aos dos barbitúricos.

  • Metaqualona: Categoria que inclui medicamentos como Quaalude e Mandrax (ou Mandrix), substâncias sedativas e hipnóticas não-barbitúricas, semelhantes aos meprobamatos. Atualmente, sabe-se que os metaqualones possuem grande potencial de overdose e de vício, embora há alguns anos a droga fosse considerada segura e incapaz de formar hábito.

  • Fenobarbitais: Classe representada por tranquilizantes como Luminal. Quando usada por breves períodos, a droga tem baixo potencial de vício e overdose, agindo como relaxante muscular, sem os efeitos sedativos dos outros barbitúricos. Quando ingerida de forma intensiva, a substância pode causar dependência, com sintomas de síndrome de abstinência no caso de suspensão repentina.

  • Fenotiazinas: Abrange, entre outros, os remédios Thorazine, Compazine, e Mellaril, considerados tranquilizantes maiores ou antipsicóticos, com aplicação no tratamento de esquizofrenia. Essas drogas têm potencial de overdose moderado, e praticamente não causam vício, embora possam gerar efeitos colaterais, como sintomas semelhantes aos apresentados por doentes do mal de Parkinson.

  • Antidepressivos tricíclicos: Representados por produtos farmacêuticos como Elavil e Triavil, empregados para elevar o ânimo. Eles têm potencial de overdose considerável, embora seja baixo o risco de vício. Têm sido amplamente receitados, apesar de alguns médicos afirmarem que estes produtos só deveriam ser usados em caso de desordens psíquicas graves.

Deve-se observar que a distinção entre tranquilizantes "maiores" e "menores" nada tem a ver com seu grau de potência, mas sim com sua estrutura química. Seu uso terapêutico atinge as áreas da odontologia, neurologia, cardiologia, obstetrícia e ginecologia, ortopedia, pediatria, dermatologia, cirurgia plástica e psiquiatria. Afirma-se também que os tranquilizantes são úteis em alguns casos de tratamento de viciados em álcool, anfetaminas, heroína ou barbitúricos. Sob o ponto de vista médico, eles são classificados como sedativos, anticonvulsivos, relaxantes musculares, agentes antiansiedade e soníferos.

Os tranquilizantes actuam sobre o sistema límbico do cérebro, afectado as conexões dos circuitos sensoriais e motores, o que gera depressão do sistema nervoso central. O usuário é induzido a um estado de calma e tranquilidade, enquanto os músculos ligados ao esqueleto relaxam, fazendo desaparecer tensões e ansiedades. A euforia resultante do emprego da droga pode afectar a coordenação, a fala, os impulsos sexuais e a capacidade de concentração, reduzindo a agressividade e induzindo ao sono. A duração e a intensidade dos efeitos dependem do tipo de tranquilizantes, da dosagem e das características de personalidade do usuário, que, em alguns casos, pode ser lavado à dependência psicológica.

A dependência, tanto psicológica quanto física, pode sobrevir em casos de uso intenso e prolongado, e o abandono do vício pode ser muito difícil, produzindo desagradáveis sintomas de abstinência, que surgem entre quatro e oito horas depois da suspensão da droga. De acordo com a potência dos tranquilizantes, o metabolismo do usuário e a frequência do uso, estes sintomas podem incluir ansiedade e hiper excitação, reduções no pulso e na respiração, dificuldade de coordenação e fala, náusea, vómitos, tremores e convulsões. Os tranquilizantes podem matar, caso sejam combinados com outros depressivos do sistema nervoso central, que potencializam os seus efeitos, como álcool, barbitúricos, opiáceos, sedativos-hipnóticos e narcóticos sintéticos.

Os tranquilizantes também são desaconselháveis durante a gravidez, já que eles penetram na placenta, aumentando os riscos de morte do feto ou o surgimento de problemas cardíacos congênitos, anormalidades do esqueleto e outros defeitos de nascimento. Um dos casos mais famosos nessa área é o da Thalidomida, uma pílula para dormir não-barbitúrica, que se mostrou responsável pelo nascimento de crianças gravemente deformadas. Os tranquilizantes também podem se infiltrar no leite materno, e por isso devem ser evitados mesmo após o parto.

Além de todos esses riscos, os tranquilizantes também podem gerar tolerância, se bem que em grau menor que os barbitúricos. A tolerância pode surgir apenas em algumas semanas, caso a droga seja ingerida três vezes ao dia, o que faz com que ela se mantenha constantemente na corrente sanguínea. Os efeitos colaterais incluem apatia, diminuição da pressão sanguínea, problemas visuais, desorientação, confusão, fraquezas musculares, dores de cabeça, perturbações estomacais, perda de coordenação, vertigens, irregularidades menstruais e de ovulação, ansiedade e alucinações. Em alguns usuários, os tranquilizantes produzem estimulação em vez de sedação, tendo como consequência a hiperexcitabilidade, insônia, hostilidade e inclinação a acessos de raiva. Doses excessivas podem causar tremores, perda da coordenação muscular e convulsões.

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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