Pneumologia/Pulmão - A quimioterapia no câncer de pulmão
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Pneumologia/Pulmão

A quimioterapia no câncer de pulmão

09/06/2003

O que é a quimioterapia

A quimioterapia é um tipo de tratamento para o câncer de pulmão. A quimioterapia é composta por um ou mais remédios e pode ser administrada de várias maneiras, porém a via de administração comum na Sala de Quimioterapia é a intravenosa, na veia.

Há mais de um tipo de câncer de pulmão e por isto nem todas as pessoas receberão o mesmo tipo de tratamento ou de quimioterapia. De acordo com as pesquisas clínicas identificou-se que determinados tipos de câncer de pulmão respondem melhor a quimioterapia e que nem todos os tipos de câncer de pulmão são tratados cirurgicamente.

Numa definição mais simples, a quimioterapia é um medicamento que é dado com a intenção de parar o crescimento das células do câncer. As células do câncer e as células normais são afetadas pela quimioterapia porque os medicamentos usados são incapazes de diferenciar entre as células saudáveis e as malignas.

A quimioterapia é administrada geralmente como um ciclo num período de semanas ou meses compreendendo até 6 ciclos. Depois de cada ciclo pode ser dado um período de descanso para permitir que o corpo se recupere inteiramente dos efeitos colaterais do tratamento.

Antes de cada ciclo do tratamento pode ser necessário fazer um exame de sangue que será revisto antes de administrar seu tratamento. Este exame de sangue permitirá que o médico confirme que seu corpo se recuperou o bastante do ciclo anterior para proseguir com o ciclo seguinte.

Os efeitos colaterais da quimioterapia são relacionados ao tipo de drogas utilizadas e a sensibilidade individual cada paciente.

 

Aspectos médicos

O tratamento

O tratamento para o câncer depende de onde o câncer está situado no corpo e da opinião de seu médico sobre qual é o melhor tratamento para cada caso. No câncer de pulmão isto pode incluir a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Estes tratamentos podem ser usados isoladamente ou em conjunto na expectativa de curar o câncer ou mante-lo sob controle.

Algumas vezes pode ser necessário o tratamento prévio com quimioterapia e ou radioterapia na expectativa de reduzir o tumor para em seguida operá-lo. Em outras vezes após o tratamento cirúrgico pode ser recomendado um tratamento complementar para reduzir o risco do câncer retornar. Se o câncer for inoperável ou retornar a radioterapia ou a quimioterapia podem ser usadas para melhorar os sintomas e a qualidade de vida do paciente. Este é o tratamento paliativo.

A quimioterapia

As células do câncer dividem-se mais rapidamente do que as células normais no corpo. A quimioterapia é o uso dos produtos químicos para parar ou retardar as células do câncer de dividir-se. Se as células do câncer diminuirem ou forem destruídas pela quimioterapia o câncer pode parar de crescer ou mesmo desaparecer. Se isto pode ocorrer em um caso individual necessita ser discutido com o médico que olha após você. Este tratamento pode ter efeitos indesejáveis que são diferentes para cada medicamento usado.

Onde é feito?

O tratamento pode ser feito na Sala de Quimioterapia no segundo andar do ambulatório. Eventualmente o paciente pode necessitar internar no Hospital por um período de alguns dias, mas isto não é comum.

Como é feito?

Os medicamentos costumam ser injeções aplicadas na veia. O paciente deverá ir para a sala de quimioterapia onde permanecerá sentado em uma poltrona. A enfermeira da quimioterapia colocara uma agulha em seu braço. Primeiro será feita uma medicação na veia para diminuir eventual sensação de mal estar e em seguida será feita a quimioterapia. Quando o tratamento terminar a agulha será removido e você poderá ir para casa.

Será feito com que freqüência?

A freqüência e o número das aplicações variam. Em geral são ciclos de um a três dias com um intervalo de até 21 dias de descanso podendo chegar a 6 ciclos de quimioterapia. Após os dois primeiros ciclos há uma reavaliação da doença podendo o tratamento ser continuado, alterado ou interrompido.

Há efeitos indesejáveis? Quais são? Como fazer para evitá-los ou reduzi-los?

O quimioterapia pode ter alguns efeitos indesejáveis. Nem todos os pacientes apresentam estes efeitos. Seu médico receitará remédios para reduzir a possibilidade destes efeitos acontecerem.

Nausea e vômito

O paciente receberá injeções antes da quimioterapia para reduzir as possibilidades da sensação de náusea, enjôo, e vômitos. Também serão prescritos para casa comprimidos e talvez supositories também com o objetivos de evitar ou reduzir a náusea que poderá sentir após a quimioterapia. Coma refeições pequenas e evite alimentos temperados e ou gordurosos. Não deixe de beber líquidos.

Aftas ou feridas na boca

Tente manter sua boca limpa escovando seus dentes regularmente. Enxaguar a boca com bicarbonato de sodio reduz o risco de aftas. Notifique seu médico se você tiver problemas para engolir ou febre.

Intestino preso

Algumas vezes a quimioterapia poderá causar prisão de ventre. É importante impedir que isto aconteça. Mudando sua dieta para incluir frutas, verduras e fibras ajudará. A ingestão de líquidos também ajudará. Ocasionalmente seu médico pode recomendar medicamentos para combater a prisão de ventre.

Diarréia

Alguns quimioterápicos causam diarréia. Isto pode ser melhorado com uma mudança na sua dieta ou a receita de remédios. Se a diarréia for severa você pode sentir-se muito mal. É importante que você diga se o diarréia não estiver melhorando com tratamento.

Queda de cabelo

Nem toda a quimioterapia causa a queda do cabelo. Você pode perder o cabelo, da cabeça e de outras partes do corpo, mas ele voltará a crescer quando a quimioterapia terminar.

Infecções e febres

O sistema imune do corpo pode ser afetado pelo quimioterapia. Isto pode torná-lo suscetível a febre e infecções. Você pode ficar doente e é importante que você diga ao seu médico se você esta tendo febre, tremores, calafrios, ou alterações de temperatura.

 

Esta cartilha foi elaborada para dar informações sobre o tratamento do câncer de pulmão, em especial a quimioterapia. Entretanto ela não tem por objetivo substituir o relacionamento entre paciente e médico. Todas as dúvidas e aspectos da doença podem e devem ser conversados durante as consultas médicas.

O hábito de fumar é a principal causa do câncer de pulmão.

UFRJ


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