Drogas/Vício - Consulta Pública propõe mudanças na composição da cola de sapateiro
Esta página já teve 110.997.817 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.777 acessos diários
home | entre em contato
 

Drogas/Vício

Consulta Pública propõe mudanças na composição da cola de sapateiro

28/04/2004

 

A Anvisa publicou, no Diário Oficial da União, a Consulta Pública nº 32 (PDF), que trata da fabricação, venda ou entrega da cola de sapateiro, entre outros inalantes e solventes com alta toxidade, em volumes menores ou iguais a 200 litros, por varejistas ou atacadistas. Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas, tintas, tiners, removedores e corretivos contêm esses solventes com propriedades inalantes, podendo ser aspirados tanto involuntariamente quanto propositalmente, gerando dependência química. Atualmente, o principal alvo de dependência são crianças e adolescentes.

Com o objetivo de coibir o uso desses inalantes capazes de promover sérios danos à saúde – como depressão no sistema nervoso central – na versão preliminar do regulamento, consta que esses produtos não conterão em sua formulação nenhuma substância com características neurotóxicas. Por medida de proteção, o produto deverá estar acondicionado em recipiente contendo tampa com lacre de inviolabilidade. Ainda de acordo com a proposta, deverá ser adicionada substância desnaturante, que agregue ao produto odor repugnante, sem efeito toxicológico que possa causar agravo à saúde,
para impedir sua inalação de forma abusiva

Outra medida é que os rótulos e demais impressos dos inalantes devem conter advertências como inflamável, tóxico ou irritante, acompanhadas das figuras ilustrando atenção ao perigo, além de recomendações para primeiro socorros: “em caso de intoxicação, procure imediatamente o Centro de Intoxicações ou Serviço de Saúde mais próximo", incluindo números de telefones de Centros de Informações Toxicológicas e de Serviços de Atendimento ao Consumidor.

Os solventes inaláveis com propriedades tóxicas ocupam o segundo lugar na lista de consumo de drogas ilícitas no País, perdendo somente para a maconha. De acordo com pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas e do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, ligado à Universidade Federal de São Paulo, realizada em 2001, nas 107 maiores cidades do Brasil com mais de 200 mil habitantes, 5,8% dos entrevistados já fizeram uso desse produto alguma vez na vida, sendo constatado o maior uso na faixa etária entre 18 e 24 anos, com o consumo de 10,2% do contingente masculino. Entre os menores de idade, entre 12 e 17anos, o primeiro levantamento domiciliar sobre uso de drogas psicotrópicas no Brasil apontou o consumo de 3,4% desses adolescentes.

Brasília, 27 de abril de 2004 - 18h50

As informações são da Agência Saúde
Assessoria de Imprensa da Anvisa
E-mail: imprensa@anvisa.gov.br
Telefones: (61) 448-1022/448-1299
Fax.: (61) 448-1252


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos