São as leis referentes aos hábitos alimentícios dos judeus, também chamadas 'kashrut'. Essas leis, curiosamente, encontram duas explicações totalmente opostas.
A primeira afirma que essas regras alimentares foram instituídas para garantir a saúde das pessoas, fazendo com que apenas fossem ingeridos pelos judeus alimentos com mínimas chances de serem "sujos" ou portadores de doenças. A segunda, por sua vez, diz que a razão para que fossem observados esses modos de alimentação está na Bíblia (Levitico 11:44-45) e que quaisquer melhorias na saúde do povo judeu foram totalmente casuais e inesperadas. Os rabinos da época talmúdica não fizeram comentários a respeito das leis do 'kashrut', classificando-as como sendo 'chukim' (mandatórias), que está além da capacidade humana de entendimento.
Independentemente da razão dessas leis, concluiu-se que elas nos treinam para tornar-nos senhores de nossos apetites, pois nos acostumam a restringir nossos desejos e evitam que comer e beber tornem-se a razão da existência de um homem.
Todo tipo de comida próprio para ser ingerido é chamado de "kasher" ('Kosher', em yídiche) que significa "bom" e "próprio". Essa palavra inicialmente não era utilizada para se referir a comida, primeiramente tinha o significado de "bom" e, posteriormente, a literatura rabínica usou-a para os objetos utilizados nos rituais ('talit', 'tefilin', etc...) significando "próprio para o uso em rituais". Hoje ela também é usada para designar as pessoas que são "próprias" e capazes de julgar o que é "próprio" e "bom".
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