Neurologia/Neurociências - Equilíbrio e Movimento em Crianças com Dislexia
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Neurologia/Neurociências

Equilíbrio e Movimento em Crianças com Dislexia

09/06/2003

Equilíbrio e Movimento em Crianças com Dislexia


Testes de estabilidade postural têm fornecido algumas evidências de ligação entre déficits nas capacidades motoras grosseiras e dislexia adquirida. As escalas de níveis ordinais utilizadas previamente, no entanto, têm medidas de sensibilidade limitadas e nenhum estudo tem investigado o desempenho motor durante a caminhada em indivíduos com dislexia.

Num estudo feito por um grupo da Noruega, publicado recentemente no Experimental Brain Research, os autores objetivaram investigar se as medidas contínuas das escalas de permanência do equilíbrio e movimento poderiam discriminar grupos de leitores normais e acometidos. Os investigadores foram cegos ao grupo de estudo durante o teste.

Crianças com dislexia (n=22) e controles (n=18), com idade entre 10-12 anos, realizaram testes de caminhada em 4 diferentes velocidades (lenta- moderada - rápida - muito rápida) numa superfície plana e numa outra superfície irregular bem como testes de perturbação do equilíbrio pelo balanço do corpo ou não pertubação durante a permanência de pé. Os movimentos do corpo foram registrados por um acelerômetro triaxial sobre o tronco inferior e medidas de reação ao tempo, oscilação do corpo, velocidade de caminhada, comprimento do passo e cadência foram calculadas.

Os resultados foram controlados por diferenças de sexo. Os testes de equilíbrio corporal com os olhos fechados não foram diferentes entre os grupos. Todos os testes de não perturbação do equilíbrio com olhos abertos mostraram diferenças significativas entre os grupos (P<0.05) e classificaram corretamente 70-77% dos indivíduos dentro dos seus respectivos grupos. A velocidade média de caminhada durante caminhadas muito rápidas em ambas as superfícies foi maior ou igual a 0.2 m/s (P menor ou igual a 0.01) mais rápido para o grupo controle do que para o grupo com dislexia. Este teste classificou 77.5% e 85% dos indivíduos corretamente na superfície plana e irregular, respectivamente. A cadência na velocidade moderada ou muito rápida não diferiu estatisticamente entre os grupos, porém revelou diferenças significativas entre os grupos quando todos os indivíduos foram comparados numa velocidade de caminhada normalisada ( P menor ou igual a 0.04). Velocidade de caminhada muito rápida bem como a cadência na velocidade normalisada diferenciou melhor os grupos quando os indivíduos estavam caminhando numa superfície irregular comparada com uma superfície plana.

Os autores concluíram que testes de caminhada em escala contínua realizados em área ampla podem ser adequados para a avaliação da capacidade motora, atuando como um componente de rastreamento da dislexia.

Experimental Brain Research

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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