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Vários estudos indicam que a echinácea estimula o sistema imune e melhora a efetividade dos glóbulos brancos na luta contra os vírus e bactérias (TUBARO et al, 1987, TRAGNI et al, 1988 e MÜLLER et al 1994). Segundo BURGER et al (1998) a multiplicidade dos compostos encontrados no extrato da echinácea não fracionado capazes de estimular ainda mais o sistema imune. O pesquisador citou uma regulação das interleucinas IL-6 e IL-10 e dos fatores de tumor necrose nos macrófagos obtidos de indivíduos que estão em fase aguda de infecção. Essas citoquinas, por sua vez, excitam os linfócitos T e B a produzir anticorpos, bactérias e vírus, e produzem componentes químicos fatais que destroem uma variedade de organismos.
Em 1998 um estudo mostrou que a erva melhora a imunidade em pacientes aidéticos, mas os médicos são cautelosos acerca da recomendação da echinácea para esses pacientes (MURRAY, 1998). Isto porque a erva melhora a produção dos fatores de tumor necrose, uma citoquina que estimula a produção das células T, que levará a um aumento da produção do vírus do HIV, pela infecção dessa células pelo mesmo vírus (MURRAY, 1998).
Dados recentes apresentados no IV Simpósio Anual de Cuidados Complementares da Saúde, na Inglaterra, mostraram que a echinácea não é eficaz contra infecções respiratórias agudas. Alguns estudos sugerem que ela não deveria ser usada por mais de 2 semanas, e que deveria ser evitada por indivíduos que apresentam desordens auto-imunes, como lupus ou esclerose múltipla. Outros estudos têm mostrado que algumas pessoas podem ser alérgicas a erva.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) BURGER R, et al. Echinacea –induced cytokine production by humam macrophages. Intl., J. Immunopharmacol, 19(7): 371, 1998. 2) MÜLLER-JAKIC B, et al. In vitro inhibition of cyclooxygenase and 5-lypoxigenase by alkamides from echinacea and achillea species. Planta Medica, 60:37, 1994. 3) MURRAY M. Can natural medicine help slow down the HIV? Nat. Med. J., 1:1-8, 1998. 4) TRAGNI E, et al. Anti-inflammatory activity of echinacea angustifolia fractions separated on the basis of molecular weigth. Pharmacol. Res. Comm., 20(Suppl.): 87, 1988. 5) TUBARO A, et al. Anti-inflammatory activity of a polysaccharide fraction of echinacea angustifolia. J. Pharm. Pharmacol., 39: 567, 1987.
É importante o conhecimento da existência dessas ervas com relação as suas características e funções, assim como, o fato de que, a sua prescrição está restrita aos médicos.
IMPORTANTE
- Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
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