Diabete/Diabetes - Pressão Capilar em Indivíduos Hipertensos com Diabetes tipo 2 e Efeito da Terapia Antihipertensiva
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Diabete/Diabetes

Pressão Capilar em Indivíduos Hipertensos com Diabetes tipo 2 e Efeito da Terapia Antihipertensiva

09/06/2003

Pressão Capilar em Indivíduos Hipertensos com Diabetes tipo 2 e Efeito da Terapia Antihipertensiva

O aumento da pressão capilar tem sido implicado na formação de microangiopatia diabética em diabetes tipo I, encontrando-se elevada naqueles com os sinais mais precoces de doença renal diabética porém permancendo normal naqueles sem complicações. Em indivíduos com diabetes tipo 2 sem complicações, a pressão capilar é normal, embora as alterações nas curvas de pressão sugerem reflexões de onda aumentadas. A natureza da pressão capilar da pele em indivíduos com diabetes tipo 2 e hipertensão permanece ainda sem elucidação, quando se tem o efeito da terapia antihipertensiva na pressão capilar destes indivíduos.

Num artigo publicado recentemente no Hypertension, foram feitos três estudos em três grupos selecionados. Primeiro, a pressão capilar esteve elevada em indivíduos hipertensos com diabetes tipo 2 comparados com indivíduos normotensos com diabetes tipo 2 (20.2 [17.4 a 22.7] mm Hg versus 17.7 [16.1 a 18.9] mm Hg, respectivamente, P<0.03, teste U de Mann-Whitney). Segundo, nenhuma diferença significativa foi detectada entre indivíduos hipertensos com diabetes tipo 2 e hipertensos sem diabetes tipo 2 (19.4 [15.8 a 21.3] mm Hg versus 17.2 [15.1 a 19.8] mm Hg, respectivamente, P=0.5, teste U de Mann-Whitney). Finalmente, pacientes com diabetes tipo 2 foram selecionados para um estudo caso-controle. Sete indivíduos receberam terapia de redução da pressão arterial e 8 não receberam tal terapia. A terapia reduziu a pressão capilar de 18.2 [15.8 a 20.1] mm Hg para 15.9 [15.4 a 17.0] mm Hg (P=0.024 ANOVA), em contraste à falta de efeito em tempo isolado. A pressão arterial média foi reduzida de 110 [102 a 115] mm Hg para 105 [101 to 111] mm Hg (P=0.006, ANOVA).

Os autores concluíram que estes achados fornecem um mecanismo plausível pelo qual a redução da hipertensão arterial pode diminuir o risco de microangiopatia em diabetes tipo 2.

 
Hypertension

 


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