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Pseudoconvulsão e Asma
Histórico Abuso Sexual e ferimento de cabeça são importantes fatores de risco para pseudoconvulsão, constatados em um terço de pacientes. Experiência clínica sugere que a asma é outro possível fator de risco.
Objetivos Determinar o predomínio relativo de asma em pacientes com pseudoconvulsão.
Métodos Uma revisão de registro retrospectivo foi empreendida sob relatos de asma em 102 pacientes com pseudoconvulsão e 70 pacientes sob controle psicótico. Os pacientes com pseudoconvulsão foram subagrupados seguindo método de diagnóstico: 47 dos quais o ataque epilético foi excluído através do vídeo monitoramento encefalográfico (VME), e 55 diagnósticos não confirmados por VME.
Resultados Asma foi constatada em 26.5% de pacientes com pseudoconvulsão, comparados aos 8.6% dos pacientes sob controle psicótico (2 = 8.6; p = 0.003). A Asma foi constatada em índices semelhantes nos casos confirmados através de VME (29.8 %) e sem utilização de VME (23.6%) nos subgrupos de pseudoconvulsão. A constatação execessiva de asma foi confirmada tanto para pacientes sob VME (Pearson’s 2 = 5.4, p = 0.02) quanto para os não controlados por VME(Pearson’s 2 = 8.9, p = 0.003).
Conclusões há uma associação entre pseudoconvulsão e asma constatada. Vários modelos são propostos quando consideramos somatização, hiperventilação de ansiedade, e elaboração dissossiativa como fatores associativos.Tanto a asma como a hiperventilação de ansiedade podem ser considerados fatores importantes de risco para o desenvolvimento de pseudoconvulsão. A asma constatada pode ser de origem psicogênica em uma proporção de pacientes. A perspectiva de estudos confirmatórios é indicada.
Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry
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