Os autores tentam restabelecer a drenagem venosa através de uma anastomose vascular entre retina e a coróide em pacientes com oclusão não isquêmica de veia central da retina (OVC) e de ramo venoso (ORV) com acuidade visual (AV) inferior a 20/100. Com a normalização do fluxo venoso haveria reabsorção do edema e diminuição da probabilidade de uma oclusão não isquêmica transformar-se em isquêmica. A anastomose é secundária a uma solução de continuidade na membran de Bruch e/ou na parede da veia, feita através da aplicação de laser. O local tratado nos casos de OVC é na retina nasal a dois diâmetros papilares no disco e na ORV, um diâmetro papilar periférica ao cruzamento arteriovenoso comprometido. Usa-se uma mira pequena, com muita intensidade e pouca duração. Foram tratados 24 olhos de pacientes com OVC e seis com ORV com um período de seguimento de 13 meses. Dos com OVC, nove (38%) desenvolveram a anastomose no período de quatro semanas sendo que dois tiveram melhora da AV de 6 linhas, cinco de uma a três linhas e dois permaneceram com a AV inalterada. Destes nove pacientes, nenhum progrediu para o estágio isquêmico o que ocorreu com 20% dos que não desenvolveram a anastomose. Dos com ORV, três (50%) desenvolveram a anastomose destes, dois com melhora e um com a AV inalterada. Como complicações citam hemorragia vítrea, fibrose pré-retiniana, descolamento tracional localizado de retina e neovascularização corioretiniana. Concluem que a perfuração a laser da parede da veia e membrana de Bruch subjacente pode criar uma anastomose corioretiniana que, em alguns olhos, promove uma melhor AV e diminuição do risco de progressão para a forma isquêmica de olusão venosa.
Fekrat, S.; Goldberg, M.F.; Finkelstein, D. – Laser-induced chorioretinal venous anastomosis for nonischemic central or branch retinal vein oclusion. Arch. Ophthalmol. 116:43-52, 1998.