Metais Pesados / Transição - Amálgama dental e metais pesados
Esta página já teve 88.875.458 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 26.981 acessos diários
home | entre em contato
 

Metais Pesados / Transição

Amálgama dental e metais pesados

10/06/2003

Quais são os riscos para a saúde e o meio ambiente?


O encontro internacional realizado no Parlamento Europeu em Luxemburgo, em janeiro de 1999, a respeito do uso de amálgama e metais pesados, foi um sucesso. Mais de 250 pessoas participaram do evento, inclusive representantes de governos, dentistas, clínicos gerais, bem como associações de pacientes de vários países europeus e a mídia européia.

Os metais pesados — cádmio, mercúrio, chumbo — são conhecidos como tóxicos há muito tempo. Sua capacidade de se acumular na cadeia alimentar torna a disseminação no meio ambiente um fato preocupante. Os envenenamentos por mercúrio em Minamata (Japão), em 1954, e no Iraque, em 1972, são tragicamente famosos.

Durante mais de 150 anos, a amálgama tem sido utilizada pelos dentistas como material para preencher cáries. Esta amálgama contém aproximadamente 50% de mercúrio. Há vários anos a pesquisa médica tem demonstrado que esse mercúrio é liberado na cavidade oral sob forma de vapor e pode ser absorvido por vários tecidos humanos.

O encontro em Luxemburgo permitiu a confrontação entre cientistas, dentistas, pacientes e autoridades da saúde pública no que diz respeito à magnitude do problema enfrentado pelos indivíduos com amálgama nos dentes enfrentam.

Numerosos estudos apresentados em Luxemburgo confirmam as crescentes preocupações

·         Um número significativo de pessoas sofre com a presença de amálgama na boca (reações alérgicas, problemas no sistema nervoso central, lesão dos sistemas imunológico e hormonal);

·         Fetos são particularmente susceptíveis, pois o mercúrio atravessa a placenta e se acumula nos órgãos da criança;

·         Os efeitos crônicos em células, membranas e enzimas do organismo são difíceis de quantificar e requerem análises específicas geralmente omitidas;

·         Os problemas do eletrogalvanismo provocado pela presença de vários metais na boca são fatores agravantes.

Além disso, enfatizou-se a quantidade insuficiente de dados disponíveis sobre as alternativas para o amálgama. Outros materiais dentários ( metais ou plásticos ) podem causar fenômenos e até mesmo reações auto-imunes cujos efeitos negativos não se comparam, em freqüência e magnitude, aos efeitos da amálgama.

Baseados nas várias apresentações realizadas em Luxemburgo e na literatura científica disponível, os organizadores do encontro consideram que, como prevenção, é preciso revisar as práticas atuais em todos os países. Veja também o site http://www.heavymetalbulletin.com

Iniciativas já foram realizadas, principalmente na Suécia e na Alemanha. Em 1998, o governo sueco decidiu suspender o reembolso do uso de amálgama para 1999 e prever a proibição total para 2001. Em 1997, a Alemanha chegou a contra-indicar oficialmente o uso de amálgama a menores de 6 anos, gestantes e lactantes bem como a pacientes com problemas renais.

Os organizadores do encontro no Parlamento Europeu defenderam a eliminação programada do uso de amálgama no tratamento de dentes, visto que os riscos comprovados são suficientemente graves para a população. Eles consideram que o primeiro passo a ser dado pelas autoridades de saúde deve ser a divulgação de uma lista rigorosa de contra-indicações.

Contra-indicações técnicas

·         Limitação rigorosa do número de obturações com amálgama na boca;

·         Nenhuma obturação de amálgama em contato direto com outros metais dentro da boca

·         Nenhum mercúrio para o tratamento de canal ou na colocação de coroas.

Contra-indicações preventivas

·         Crianças e jovens com menos de 16 anos;

·         Mulheres grávidas e em idade de engravidar;

·         Pessoas com problemas renais;

·         Pessoas com predisposição genética para doenças do sistema auto-imunológico.

Os organizadores lançaram um apelo para que se cuide das pessoas que sofrem de envenenamento por metais. Elas precisam ter suas obturações de amálgama removidas e passar por um tratamento eficaz de desintoxicação.

Advertência do fabricante de amálgama

Um importante fabricante de amálgama dental, Dentsply/Caulk, colocou a seguinte advertência no seu site
<
www.caulk.com >

Contra-indicações O uso de amálgama é contra-indicado:

·         Em contato proximal ou oclusal com restaurações de metais diferentes

·         Em pacientes com deficiência renal grave

·         Em pacientes com alergia a amálgama conhecida

·         Para preenchimento retrógrado ou endodôntico

·         Como material de preenchimento para coroas moldadas

·         Em crianças até 6 anos de idade

·         Em mulheres grávidas

Advertência sobre efeitos colaterais

·         Exposição ao mercúrio pode causar irritação na pele, nos olhos, no trato respiratório e nas mucosas. Em alguns casos, foram observadas reações de hipersensibilidade, alergia ou reações eletroquímicas locais.

·         O mercúrio também pode afetar a pele, os pulmões e pode ser uma nefrotoxina e neurotoxina.

·         Após a colocação ou remoção de restaurações de amálgama, há um aumento temporário da concentração de mercúrio no sangue e na urina.

·         O mercúrio pode causar efeito galvânico se entrar em contato com outras restaurações de metal. Se os sintomas persistirem, a amálgama deve ser substituída por um material diferente.

·         A remoção de restaurações de amálgama clinicamente aceitas deve ser evitada para diminuir a exposição ao mercúrio, principalmente nas mulheres grávidas.

Precauções

·         O número de restaurações de amálgama em cada paciente deve ser o menor possível.

·         A inalação de vapores de mercúrio pode ser evitada pelos profissionais da área se manusearem corretamente a amálgama, usarem máscara e tiverem ventilação adequada no local de trabalho.

·         Evitar contato com a pele e usar luvas e óculos de segurança.

·         Guardar restos de amálgama em embalagens seladas. Seguir as diretrizes oficiais para descartar o material.

O fabricante também adverte que a inalação de vapor de mercúrio durante um longo período pode causar mercurialismo, que é caracterizado por tremores e eretismo.

O fato da indústria ter colocado esta informação na Internet, à disposição do público leigo e profissional, teve um impacto vital sobre vários aspectos da controvérsia a respeito da segurança das obturações de amálgama.

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos