Ginecologia/Mulher - Ablação do endométrio
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Ginecologia/Mulher

Ablação do endométrio

14/06/2004
ABLAÇÃO DE ENDOMÉTRIO NO TRATAMENTO DO SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL


 

Clipping do 50ª Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Autor: PACE, W. A. P.
Co-Autores: SOUZA, C. F. D. ; PAPAZOGLU, M. ; FARIA, N. C. ; SILVA, T. F. ;
Instituição: PHD PACE HOSPITAL
Objetivo: Avaliar a efetividade da ablação de endométrio em mulheres com sangramento uterino anormal.
Metodologia: O estudo baseou-se na análise de 100 pacientes com sangramento uterino anormal não responsivas ao tratamento clínico, submetidas à ablação parcial de endométrio, por ressecção com alça diatérmica e fulguração do fundo uterino com roller-ball. As pacientes possuíam média de idade de 46,88 anos (faixa de idade: 30 a 63), sendo acompanhadas por uma média de 9,11 meses (período: 6 -36 meses). O estudo foi realizado pelo PHD Pace Hospital e pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais através de dados obtidos em prontuários médicos do serviço de ginecologia do PHD Pace Hospital no período de 1994 a 2002.Todas as pacientes foram submetidas a uma histeroscopia diagnóstica e biópsia endometrial para afastar patologias malignas como etiologia do sangramento uterino anormal, bem como ao ultra-som endovaginal para afastar os casos de miomas múltiplos e volume uterino acima de 160 cm. Foram realizados controles histeroscópicos com desbridamento de sinéquias, quando necessário, após seis meses.


Resultados:Das 100 mulheres avaliadas, 87 (87%) ficaram satisfeitas com o tratamento e 9 (9%) ficaram insatisfeitas.Com relação ao padrão menstrual das 100 pacientes estudadas, 38 (38%) estavam em amenorréia; 45 (45%) tiveram diminuição acentuada do fluxo sangüíneo (hipomenorréia); 13 (13%) ficaram com padrão menstrual normal e 4 (4%) persistiram com hipermenorréia. De acordo com o anatomopatológico, as patologias associadas mais freqüentes foram adenomiose 44 (44%), pólipos 24 (24%), miomas 4 (4%), outros 6 (6%), sendo que, os resultados de 33 (33%) exames foram normais.O volume uterino médio das pacientes foi de 104,3 cm (faixa de volume: 23-157 cm). O índice de sinéquias encontradas foi de 59 (59%), sendo que destas, 15% com Grau I, 11% com Grau II e 33% com Grau III (classificação AFS) . Das 100 estudadas 38 (38%) não tiveram formação de sinéquias e em 3 (3%) pacientes as sinéquias foram desfeitas. Das 4 (4%) pacientes com hipermenorréia o exame anatomopatológico identificou 1 leiomioma, 1 pólipo, 1 adenomiose e um resultado normal.
Conclusões: A ablação de endométrio se mostrou eficaz no tratamento do sangramento uterino anormal na maioria das pacientes analisadas,pois o índice de satisfação foi de 87% e apenas 4% das mulheres permaneceram com hipermenorréia.O padrão menstrual mais frequente foi de hipomenorréia (45%). A patologia associada mais freqüente foi adenomiose (44%). Apesar de vários autores correlacionarem o insucesso ao encontro dessa patologia, no nosso estudo, a maioria das pacientes (86,36%) ficaram satisfeitas com o tratamento, sendo que 56,8% se encontravam em hipomenorréia, sendo um resultado muito semelhante ao do estudo de um modo geral.Das pacientes que permaneceram com hipermenorréia, 75% possuíam patologias associadas (pólipo, leiomioma e adenomiose).Em59% das pacientes, formaram-se sinéquias como complicação do tratamento, sendo que 33% dessas foram consideradas como Grau III.

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