Tóxicos/Intoxicações - Gases de combustão menos tóxicos
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Tóxicos/Intoxicações

Gases de combustão menos tóxicos

10/06/2003

A quantidade de gases tóxicos, expelido, durante a combustão por um motor alimentado com álcool é em menor escala do que quando utilizamos a gasolina, principalmente em relação "CO"(monóxido de carbono), que é um gás altamente tóxico. Os motores alimentados à gasolina, quando funcionam em baixa rotação, a porcentagem em volume "CO" expelido varia de 2,0 até 14,5% e, no mesmo motor, após efetuadas as devidas modificações para funcionar com álcool, a porcentagem expelida em volume de "CO", é de 0,3% a 1,5%.

A porcentagem de "CO" expelido por um motor alimentado a álcool etílico hidratado ( 93 GL) mensurado segundo prescrições, é cerca de 66% menor do que no motor a gasolina.

Quanto a eliminação de hidrocarbonetos não queimado, "Hc", o motor alimentado com álcool também expele uma menor quantidade destes gases do que quando ele for alimentado com gasolina, e a proporção é de 40 % a menos do que o motor a gasolina.

A eliminação de "Hc" nos motores é também função da razão ar/combustível.

A emissão de hidrocarbonetos não queimados, de um motor alimentado com gasolina significa que nem todo combustível admitido foi oxidado máximo.

No caso dos motores alimentados com álcool, e, com este combustível pertence ao grupo dos álcoois e não dos hidrocarbonetos, à primeira vista parece que não teria sentido falar destas emissões pelo motor á álcool.

Na verdade, nos gases de escapamento dos motores a álcool encontramos hidrocarbonetos, que são resultantes do craqueamento do combustível que não foi queimado durante a combustão.

DESVANTAGENS TÉCNICAS DA UTILIZAÇÃO DO ÁLCOOL COMO COMBUSTÍVEL

 

A utilização do álcool como combustível apresenta alguns inconvenientes técnicos, entre os quais podemos citar:

o      maior consumo,

o      apresentar problema de partida quando frio,

o      expelir aldeído acético durante a combustão,

o      expelir uma maior quantidade de óxido de nitrogênio durante a combustão e

o      diminuição do rendimento mecânico do motor

Proálcool

Programa Nacional do Álcool, com objetivo de substituir a gasolina por álcool etílico ou etanol (criado em 1.975). No governo de Ernesto Geisel, devido a crise do petróleo

Desde 1.975, o álcool já era conhecido como combustível alternativo e não explorado devido ao custo baixo do petróleo, Na década de vinte, existiam no Brasil veículos movido a combustível composto 75% de álcool e 25% éter.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o álcool foi utilizado como combustível para misturar na gasolina ou utilizados em motores convertidos.

Entre 1.977 e 1.979, a cana-de-açúcar foi utilizada para a produção do álcool combustível, com objetivo de adicioná-lo a gasolina; posteriormente utilizado para abastecer veículos movidos a álcool hidratado, que passaram a ser produzidos em grande escala, devido a retração na venda dos veículos a gasolina e o aumento no preço do Petróleo.

Em 1.980, os veículos apresentaram problemas de manutenção e além de boatos da produção ser insuficiente para o abastecimento dos veículos a sua comercialização foi abandonada.

A partir de 1.982, houve incentivo do Governo, para retomada da comercialização, criando incentivos e facilidades aos compradores, maior prazo de financiamento, taxas mais baratas, abastecimento de álcool aos sábados (os postos fechavam as sextas e reabriam às segundas), melhor qualidade do motor, sistema de partida a frio, os carburadores e tanques são revestidos com zinco e estanho a fim de evitar corrosão. Tais medidas foram suficiente para que os veículos, zero quilômetro atingissem 88% da frota comercializada, sucesso garantido, mas debatemos com o problema da monocultura, a expansão do cultivo da cana-de-açúcar aumentou demasiadamente, enquanto as de cultivo de alimentos se mantiveram inalteradas, além do impacto ambiental.

Novo impulso no Proálcool, mas usineiros temem que fabricantes de veículos não os cumpram.

Na década de 80 os fabricantes de veículos, foram ameaçados com a retirada dos incentivos fiscais caso não apresentassem plano de produção de suas versões para o combustível. Desta vez estabelece objetivos e dá nova dimensão à industria do açúcar e do álcool, estimula a produção de energia elétrica com instalação de usinas termoeléctricas a partir da queima de bagaço de cana e a compra de eletricidade excedente produzida nas usinas pelas concessionárias de eletricidade.

Subproduto A eletricidade produzida nas usinas, vinham sendo desistimulada pelo preço pago pelos distribuidores; pois, poucas industrias estão capacitadas a criar excedentes em volumes significativos, apenas 10% das usinas podem melhorar seu faturamento.

O acordo para reativação do Proálcool não deverá ser suficiente para reduzir as dificuldades financeiras mas é um alento.

A cadeia produtiva do setor é responsável por 1,2 milhões de empregos só em São Paulo.

Comercialização de Veículos = 0,6% 

1.                  1120 ( 1997)

2.                  1224 (1998)

3.                  4111  (1999)

PLANO DE PRODUÇÃO

A Wolksvagem - 25%

Fiat passará de 90 para 1,3 mil por/mês

Ford - previsão de retomada 1º trimestre 2.000

General Motors - mais de 2 anos suspenso a comercialização retornará em 11/99

Incentivos IPVA (3% valor) - 1.000 litros de álcool grátis. Você consumidor avalie com cuidado a compra de um veículo a álcool, verifique o aumento abusivo nos últimos meses


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