O termo "demncia" refere-se a uma srie de sintomas que se encontram geralmente em pessoas com doenas cerebrais que cursam com destruio e perda de clulas cerebrais. A perda de clulas cerebrais um processo natural, mas em doenas que conduzem demncia isso ocorre a um ritmo mais rpido e faz com que o crebro da pessoa no funcione de uma forma normal.
Os sintomas da demncia implicam, normalmente, uma deteriorao gradual e lenta da capacidade da pessoa para funcionar, que nunca melhora. O dano cerebral afecta o funcionamento mental da pessoa (memria, ateno, concentrao, linguagem, pensamento, etc.) e isto, por sua vez, repercute-se no comportamento. Mas a demncia no se limita apenas aos tipos degenerativos de demncia. Refere-se a umsndrome que nem sempre segue o mesmo curso de desenvolvimento. Em alguns casos, o estado da pessoa pode melhorar ou estabilizar por um determinado tempo. Existe uma pequena percentagem de casos de demncia que se podem tratar, ou que so potencialmente reversveis, mas na grande maioria dos casos, a demncia leva morte. A maior parte das pessoas morre devido a "complicaes", tais como pneumonia, mais do que da demncia, propriamente dita. No entanto, quando se declara muito tarde na vida, os efeitos tendem a ser menos severos.
Apesar da doena de Alzheimer ser a forma mais comum de demncia, existe um nmero de diferentes tipos de demncia.
Volta
Entre 50 a 70 por cento de todas as pessoas com demncia tm a doena de Alzheimer - uma doena degenerativa que destri clulas do crebro lenta e progressivamente. O seu nome vem de Alos Alzheimer, um psiquiatra e neuropatologista alemo que, em 1906, foi o primeiro a descrever os sintomas assim como os efeitos neuropatolgicos da doena de Alzheimer, tais como placas e entranados no crebro. A doena afecta a memria e o funcionamento mental (por exemplo, o pensamento e a fala, etc.), mas pode tambm conduzir a outros problemas, tais como confuso, mudanas de humor e desorientao no tempo e no espao.
Inicialmente, os sintomas, tais como dificuldades de memria e perda de capacidades intelectuais, podem ser to subtis, que passam despercebidos, tanto pela pessoa em causa como pela famlia e pelos amigos. No entanto, medida que a doena progride, os sintomas tornam-se cada vez mais notrios e comeam a interferir com o trabalho de rotina e com as actividades sociais. As dificuldades prticas com as tarefas dirias, como vestir, lavar e ir casa de banho tornam-se gradualmente to severas que, com o tempo, a pessoa fica completamente dependente dos outros. A doena de Alzheimer no infecciosa nem contagiosa. uma doena terminal que causa uma deteriorao geral da sade. Contudo, a causa de morte mais frequente a pneumonia, porque medida que a doena progride o sistema imunolgico deteriora-se, e surge perda de peso, que aumenta o risco de infeces da garganta e dos pulmes.
No passado, costumava-se usar o termo doena de Alzheimer em referncia a uma forma de demncia pr-senil, oposta demncia senil. Existe agora, contudo, uma melhor compreenso de que a doena afecta pessoas tanto abaixo, como acima dos 65 anos de idade. Consequentemente, a doena , agora, referida como uma demncia pr-senil, ou senil, de tipo Alzheimer, dependendo da idade da pessoa em causa.
Volta
Com base na comparao de grandes grupos de pessoas com a doena de Alzheimer com outras que no foram afectadas, os investigadores sugerem que existe um nmero de factores de risco. Isto significa que algumas pessoas so mais propensas doena do que outras. No entanto, improvvel que a doena possa ser originada por uma nica causa. mais provvel que seja uma combinao de factores a conduzir ao seu desencadeamento, com a destaque para factores particulares que diferem de pessoa para pessoa.
Idade
Cerca de uma pessoa entre vinte, acima dos 65 anos de idade, e menos de uma pessoa entre mil, com menos de 65 anos, tm a doena de Alzheimer. No entanto, importa notar que apesar das pessoas tenderem a ficar esquecidas com o passar do tempo, a maioria das pessoa com mais de 80 anos permanece mentalmente lcida. Isto significa que apesar de, com a idade, a probabilidade de se ter a doena de Alzheimer aumentar, no a idade avanada, por si, que provoca a doena. Contudo, provas recentes sugerem que problemas relacionados com a idade, tais como a arteriosclerose, podem ser contributos importantes. Dado que as pessoas tambm vivem mais tempo do que no passado, o nmero de pessoas com a doena de Alzheimer e outras formas de demncia vai, provavelmente, aumentar.
Sexo
Alguns estudos tm sugerido que a doena afecta mais as mulheres do que os homens. No entanto, isto pode ser induzir em erro, porque as mulheres, enquanto grupo, vivem mais tempo do que os homens. Isto significa que se os homens vivessem tanto tempo como as mulheres, e no morressem de outras doenas, o nmero afectado pela doena de Alzheimer seria sensivelmente igual ao das mulheres.
Factores genticos/hereditariedade
Para um nmero extremamente limitado de famlias, a doena de Alzheimer uma disfuno gentica . Os membros dessas famlias herdam de um dos pais a parte do DNA (a configurao gentica) que provoca a doena. Em mdia, metade das crianas de um pai afectado vai desenvolver a doena. Para os membros dessas famlias que desenvolvem a doena de Alzheimer, a idade de incidncia costuma ser relativamente baixa, normalmente entre os 35 e os 60. A incidncia razoavelmente constante dentro da famlia.
Descobriu-se uma ligao entre o cromossoma 21 e a doena de Alzheimer.
Uma vez que a sndrome de Down causada por uma anomalia neste cromossoma, muitas crianas com a sndrome de Down viro a desenvolver a doena de Alzheimer, se alcanarem a idade mdia, apesar de no manifestarem todo o tipo de sintomas.
Traumatismos cranianos
Tem sido referido que uma pessoa que tenha sofrido um traumatismo craniano severo corre o risco de desenvolver doena de Alzheimer. O risco torna-se maior se, na altura da leso, a pessoa tiver mais de 50 anos, tiver um gene especfico (apoE4) e tiver perdido os sentidos logo aps o acidente.
Outros factores
No se chegou ainda concluso se um determinado grupo de pessoas, em particular, mais ou menos propenso doena de Alzheimer. Raa, profisso, situaes geogrficas e socio-econmicas, no determinam a doena. No entanto, h j muitos dados que sugerem que pessoas com um elevado nvel de educao tenham um risco menor do que as que possuem um nvel baixo de educao.
| Fonte de Referncia: Alzheimer Europeer |