Metais Pesados / Transição - Níveis tóxicos de mercúrio e baixos de zinco
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Metais Pesados / Transição

Níveis tóxicos de mercúrio e baixos de zinco

10/06/2003

 - SÃO COMPROVADOS POR PESQUISAS CIENTÍFICAS NOS MEIOS POPULACIONAIS EM RORAIMA

*Dr. Mário Carabajal

Quem poderia dizer que mesmo após treze anos da “corrida do ouro” em Roraima, pudéssemos ainda sofrer os efeitos em relação ao mercúrio. Ou os níveis tóxicos de Mercúrio são pela comum utilização  do ar condicionado? Ou serão frutos da vaidade, pelo uso dos cosméticos?


Mantenho convênio com um Centro de Pesquisas Médicas Avançadas no centro do país, e este, com centros de pesquisas nos Estados Unidos. Recolho amostras de cabelo de meus pacientes e os envio para análise – surpreendeu-me os índices elevados de Mercúrio em setenta e cinco por cento dos resultados. O mercúrio, tem mostrado-se em níveis alarmantes, tóxicos, o que nos faz chamar a atenção das autoridades responsáveis pela qualidade da água que chega à população, para confirmarem, ser ou não, esta, a fonte de tais taxas.

Lanço esta advertência, por, pessoalmente, constatar o mercúrio encontrar-se aumentado, em níveis tóxicos, em 75% de meus pacientes. A intoxicação por este metal leva freqüentemente à tremores, ataxia, anomalias de desenvolvimento fetal, estomatite, perda de dentes, neurite periférica e reações alérgicas. As principais fontes de intoxicação,  são: amálgamas dentais, acidentes com termômetros e barômetros, fungicidas (freqüentemente usados em tomates), contaminação de peixes e plânctus marinho, poluição de rios pelo garimpo do ouro, filtros de ar condicionado, baterias, poluição do ar, cosméticos, calomelano (utilizado nos talcos) e uso de supositórios para hemorróida (mercuriais). A terapêutica desta condição consiste no uso de antioxidantes, o uso de fibras vegetais  pode ser também eficiente. Isto, obviamente, a partir da comprovação de níveis tóxicos de mercúrio e, sobretudo, o acompanhamento médico – nunca sem a devida anamnése e competente diagnóstico clínico laboratorial. Somente o seu médico pode avaliar o seu estado de saúde, acompanhando-a.  Em nosso Estado, o Dr. Francisco Farias Júnior – Médico e Homeopata, também oferece este exame.

As amostras para análise de cabelo que refletem com mais precisão o atual perfil mineral do organismo são aquelas de cabelo mais recente, da região da nuca. Uma quantidade de cerca de um grama é necessária a análise. Àqueles que tratam os cabelos com cosméticos (permanentes, tinturas, descoloração, reflexo etc.), necessitam aguardar cerca de três meses, para coletarem a amostra para análise. Estes tratamentos podem alterar níveis de alguns minerais, podendo levar a uma interpretação equivocada dos resultados.

O uso de pelos pubianos e outros pelos corpóreos para análise de minerais, são reservados para situações onde não há disponibilidade alguma de cabelo na região da cabeça ou, então, para os testes confirmatórios.  

Um outro dado que temos observado através de nossas pesquisas,  encontra-se nos  baixos níveis de concentração de Zinco. Como em Roraima são consumidas grandes quantidades de bebidas alcoólicas, e sendo o álcool, um dos elementos condicionantes deste elemento mineral, os relacionamos. Um outro elemento condicionante ao Zinco baixo no organismo, são os níveis de ingestão alimentar, ao lado do stress, síndrome pré-menstrual e má absorção intestinal – os níveis baixos de Zinco, podem levar a diminuição da capacidade de aprendizado, tanto em crianças como em adultos.  As necessidades diárias de Zinco são de quinze à trinta miligramas, podendo ser encontrado nas frutas secas, como nozes, amêndoas, castanha de caju, castanha do Pará, arroz integral e raiz de gengibre. Os excessos também são prejudiciais à saúde, por esta razão sempre aconselhamos o acompanhamento médico especializado.  

Nos indivíduos que mantém-se em repouso prolongado, também observa-se a diminuição nos níveis de zinco. Os exercícios físicos, acompanhados por Educadores Físicos Clínicos, são fortes aliados à qualidade de vida. Isto, é uma constante; – na prática de exercícios físicos, mesmo ciclismo ou simples caminhadas, opera-se verdadeiros milagres naturais à saúde humana. Todo o conjunto de órgãos internos se retro-alimentam. No alongar e caminhar, transferimos energias acumuladas nos tendões para os músculos. Durante o movimento, trocas nos limiares de sódio e potássio, em cada célula, garantem a redistribuição equilibrada da energia às partes do corpo; - o coração ganha maior resistência; os pulmões fazem trocas de ar mais profundas; “os rins, através de uma cápsula, perfazem com melhor vitalidade o seu trabalho de filtração e reaproveitamento de líquidos” (Olindo Toaldo Júnior - Médico) – Assim, através de exercícios físicos, podemos acionar as “mini-baterias” de potássio a que correspondem cada célula de nosso corpo, com algo em torno de 40 a 90 mini-voltz.  

Na seqüência de nossas pesquisas teremos as respostas à origem exata das taxas elevadas de Mercúrio, assim como para os baixos níveis de Zinco. Nossa hipótese para o Mercúrio encontra-se na água.  Para o Zinco,  o uso de bebidas alcoólicas.

À qualidade de vida, deve-se beber água filtrada, (dois litros diários);  praticar-se exercícios físicos e manter-se uma dieta alimentar natural à base de frutas e verduras variadas, observando-se oito horas mínimas de sono e até no máximo oito de  produção laborial; as oito horas restantes, devem ser distribuídas entre recreações, alimentação, aprendizado ou aperfeiçoamentos, higiene, trocas interacionais de afeto, comunhão e amor.  

O bom alongamento pela manhã, acompanhado de exercícios físicos leves por apenas quinze minutos, seguidos de banho, café com leite, pão e alguma espécie de frutas, garante o início de um saudável dia. Quem acredita não ter condições econômicas, ou tempo, erra em acreditar, pois, assim, programa-se erroneamente ao fracasso!

*Psicanalista Clínico e Educador Físico/ Especialista em Pesquisa Científica/ Ms. em Psicanálise/21 livros publicados/Ph.D. em Psiconeurofisiologia/ V.Pres. da Academia Roraimense de Letras/ Presidente da Academia de Letras do Brasil. – Consultas:  91.11. 0580.


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