Pneumologia/Pulmão - Novo teste facilita detecção de tuberculose
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Pneumologia/Pulmão

Novo teste facilita detecção de tuberculose

10/06/2003
 

Jonathan Amos

Um novo teste de DNA, capaz de detectar a tuberculose em poucas horas, foi desenvolvido.

A nova técnica foi criada por cientistas que trabalharam numa epidemia na cidade inglesa de Leicester, no ano passado.

Cerca de 300 estudantes do Crown Hills Community College, em Leicester, foram infectados pela bactéria da tuberculose quando um aluno de 14 anos contraiu a doença, mas foi erroneamente diagnosticado como sofrendo de asma.

Passaram-se dez meses até que os médicos percebessem se tratar de tuberculose. Quando descobriram, outros alunos da escola já haviam contraído a doença.

Avanço

O novo teste, que deverá ser útil em futuras epidemias, foi discutido no festival de ciência da British Association realizado em Leicester.

A tuberculose, doença que ataca o sistema respiratório, afeta cerca de sete mil pessoas entre a Inglaterra e o País de Gales, anualmente.

Entre os sintomas estão tosse persistente, perda de peso, suores noturnos e letargia.

Normalmente, a doença pode ser tratada com antibióticos, mas é importante que o diagnóstico seja feito nos primeiros estágios da doença.

Primeiros frutos

O teste tradicional pode dar falsos resultados positivos em pessoas que tomaram a BCG, a vacina anti-tuberculose, ou que tiveram contato com micróbios similares.

O professor Mike Barer, da Universidade de Leicester, usou informações do genoma da bactéria Mycobacterium tuberculosis na busca de marcadores que pudessem ser usados para detectar sua presença no paciente em apenas duas horas.

Barer disse que a humanidade está começando a colher os frutos do imenso investimento feito em tecnologia genética.

"Muito dinheiro foi investido no sequenciamento da M. tuberculosis", disse ele. "Esta é uma aplicação bastante direta, que é usada diariamente por médicos."

Problema mundial

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, OMS, uma pessoa por segundo é infectada pela bactéria causadora da tuberculose no planeta.

A tuberculose mata mais jovens e adultos do que qualquer outra moléstia infecciosa e é a doença que mais mata mulheres no mundo.

A OMS prevê que até 2020 quase 1 milhão de pessoas serão infectadas, das quais 70 milhões morrerão.

No ano passado, cientistas da Universidade de Oxford desenvolveram um teste baseado na análise de amostras de sangue para detectar a presença de células do sistema imunológico que são ativadas por uma proteína produzida pela bactéria da tuberculose.

Fonte: BBC Brasil 1/09/2002


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