espécies em risco
A jaguatirica é o maior gato-do-mato encontrado no Brasil, pertencendo à família dos pequenos felinos.
Está presente no sul da América do Norte e nas América Central e do Sul. No Brasil, é encontrada, principalmente, nas regiões de floresta tropical, Cerrado, Caatinga e Pantanal.
Mede, em média, 1 metro, além de seus 45 centímetros de cauda. Seu peso pode atingir 15,8 quilos e sua altura está em torno de 50 centímetros. Assim como a onça, seu tamanho e peso variam de acordo com habitat e quantidade disponível de alimento.
A pelagem possui coloração amarelada com diversas manchas negras e arredondadas pelo corpo, formando anéis apenas na cauda. Essas características garantem proteção quando está fugindo de predadores e uma certa camuflagem quando está caçando, confundindo-se com a vegetação. Possui audição e visão excelentes e é muito ágil. Sobe em árvores com rapidez e facilidade e pode até nadar, quando necessário.
A jaguatirica é essencialmente carnívora, alimentando-se de pequenos mamíferos, como: coelhos, porcos selvagens, cutias, preás e pequenos cervídeos. Na falta destes, pode predar aves, lagartos, pequenas serpentes, rãs e peixes. Sua adaptação à ambientes degradados, inclusive próximos a centros urbanos, é surpreendente, podendo-se alimentar até de carniça. A dieta flexível é a característica mais marcante desse felino.
Possui hábito noturno, dormindo de dia para caçar pela manhã ou ao entardecer. É considerado um animal solitário, podendo ser encontrado em pares ou grupos, principalmente nos períodos de acasalamento e amamentação. Abriga-se em grutas ou troncos ocos, vivendo até 20 anos.
A época reprodutiva ocorre, normalmente, no inverno, com uma gestação de aproximadamente 70 dias. Podem nascer de 2 a 4 filhotes por vez e a amamentação dura em torno de 8 meses, ou até estarem aptos a caçar sozinhos.
A jaguatirica faz parte da lista oficial dos animais ameaçados de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e sua caça é proibida.
Por sua beleza e pequeno porte, é capturada mais facilmente que outros felinos. A caça ilegal indiscriminada, principalmente no Nordeste, assim como a destruição de seu habitat, está reduzindo drasticamente sua população. Os poucos indivíduos que restam sobrevivem nas áreas de ocorrência original. No mercado negro é vendida como animal exótico de estimação; sua pele tem alto valor comercial.
Pesquisadores e cientistas produziram planos de manejo para a preservação das 6 espécies de pequenos felinos de ocorrência no Brasil, dentre eles, a jaguatirica. O Plano de Manejo para Pequenos Felinos Brasileiros foi criado em 1995, sendo reconhecido e incentivado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis - IBAMA. Os trabalhos realizados visam um melhor conhecimento das populações nativas e a garantia de um monitoramento mais adequado dos indivíduos.
Outra entidade, a Associação Mata Ciliar, vem desenvolvendo o Projeto Felinos Neotropicais. O trabalho iniciou-se em 1992 com a jaguatirica e, atualmente, conduz o grupo de trabalho especial para outros pequenos felinos brasileiros com a missão de coordenar todas as atividades referentes às espécies em questão e de estabelecer estratégias para o estudo, manejo e proteção das mesmas, buscando recursos para implementá-las.
Fonte: Ecosolidariedade