espécies em risco
O Lobo-guará representa a maior espécie de canídeos da América do Sul, chegando a atingir 1 metro e vinte e cinco centímetros, com peso superior a 25 kg.
Devido às suas pernas longas e finas, assemelha-se mais a uma raposa do que a um lobo. Apresenta pelagem avermelhada, além de uma crina preta sobre o pescoço e dorso.
Apesar de pertencer à ordem dos carnívoros, alimenta-se de frutas silvestres, pequenos mamíferos, aves, répteis, insetos, peixes e moluscos.
Ao contrário do que muitos imaginam, o lobo-guará é um animal tímido, solitário e pouco agressivo, sendo que raramente brigam entre si. Procuram permanecer em locais pouco habitados, além de terem hábitos noturnos, o que dificulta sua observação.
A época da reprodução ocorre, normalmente, entre outubro e março, quando as fêmeas adultas entram no cio. Somente nesse período é possível observá-los em par. A gestação dura aproximadamente 65 dias. Em geral, nascem de 2 a 5 filhotes.
Há alguns anos atrás o guará podia ser encontrado em grande parte do território brasileiro, desde o estado do Piauí até o Rio Grande do Sul. Atualmente, habita os cerrados abertos da região Centro Oeste, além de áreas restritas das regiões Sul e Sudeste.
O lobo-guará faz parte da lista oficial das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Restam poucos milhares da espécie.
Para minimizar os impactos causados pela caça predatória e pela extensão da agricultura por seu habitat, foi criado, em 1990, o Comitê de Manejo do Lobo-Guará, coordenado pela Sociedade de Zoológicos do Brasil - SZB. Cooperando com os objetivos deste Comitê, o Zoológico de Brasília desenvolve um projeto de multiplicação do Lobo-Guará em cativeiro.
Com isso, almeja-se reintroduzir exemplares da espécie nas diversas reservas de Cerrado do Brasil, de forma a garantir a preservação de um dos mais belos canídeos do mundo.
Fonte: Ecosolidariedade