Stress/estresse - Um dia estressante pode levar a uma noite de insônia e ao esgotamento celular através dos RADICAIS LIVRES
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Stress/estresse

Um dia estressante pode levar a uma noite de insônia e ao esgotamento celular através dos RADICAIS LIVRES

15/07/2004

Um dia estressante pode levar a uma noite de insônia e ao esgotamento celular através dos RADICAIS LIVRES, gerando o envelhecimento prematuro

 

Não é surpresa que um dia estressante possa se transformar numa noite de insônia. Uma nova pesquisa da revista Psychosomatic Medicine descobriu que o estresse altera o ciclo natural do sistema nervoso central e produz alterações semelhantes àquelas observadas em pessoas com insônia. Os pesquisadores verificaram que as pessoas estressadas durante o dia acordaram mais vezes durante a noite, além de terem se movimentado mais em suas camas. O estudo mostrou, ainda, que ocorreram alterações relacionadas ao estresse entre os que dormem bem e os insones, em relação à variabilidade do ritmo cardíaco.

Estudos das neurociências demonstram que nosso cérebro se assemelha a um computador de alta geração. O cérebro comanda nosso corpo e interage com ele e com o meio, se auto-regulando permanentemente para manter a estabilidade e garantir a sobrevivência.  

O cérebro capta os estímulos externos através dos órgãos dos sentidos, e estas mensagens são decodificadas e processadas  no córtex cerebral por meio de reações bioquímicas, elétricas e eletromagnéticas. Com isso, cada organismo cria um "estado" (sensações, emoções) e uma fisiologia própria que determinam uma resposta àquele estímulo, ou seja, um comportamento. Desde a Idade da Pedra, o homem vem tendo que lutar para sobreviver. Para se adaptar ao meio, muitas vezes hostil, o organismo desenvolve um mecanismo de defesa que está centrado no cérebro e é disparado toda vez que o homem se encontra diante de um perigo ou ameaça. Esse mecanismo determina o comportamento de "luta" ou "fuga" que está presente em todos nos quando nos sentimos  “ameaçadas".

    As ameaças podem ser reais ou imaginárias. Ameaças reais, como competição no ambiente de trabalho, principalmente as vividas pelas mulheres atualmente, dificuldades de relacionamentos, trânsito complicado nas grandes cidades, diferentes tipos de poluição, crise financeira, instabilidade de emprego, falta de moradia, assaltos, etc., são freqüentes em nossas vidas atualmente e mais fáceis de serem percebidas e compreendidas.

Ameaças imaginárias são aquelas que consideramos como situações "provavelmente" intransponíveis. É muito comum nos sentirmos preocupados com situações que ainda não foram resolvidas. Exatamente por não terem sido resolvidas ainda. Nesses momentos, nos sentimos desconfortáveis, inquietas e tensas. O córtex cerebral "avisa" outra área do cérebro, o hipotálamo, para "armar" o organismo, e este, por sua vez, envia a mensagem à glândula hipófise. A hipófise, por sua vez, "manda" a supra-renal produzir hormônios como os corticóides e a adrenalina. São eles que preparam o corpo para lidar com a situação ameaçadora (real ou imaginária). Em poucos segundos,  começa uma revolução interna. A pressão arterial e os batimentos cardíacos aumentam para bombear mais sangue para os músculos, e a respiração se acelera para oxigená-los melhor. Neste momento, cada molécula de adrenalina disparada dá origem a quatro moléculas de Radicais Livres, as já bem conhecidas cargas tóxicas. Em excesso e sem a adequada limpeza pelo organismo, estamos “oxidando” e, portanto, envelhecendo um pouco mais.

    Concomitantemente, vivenciamos diferentes formas de bloqueio a essas reações de fuga ou ataque, tais como as censuras sociais e, mais freqüentemente, a auto-censura.

    Por bloqueios, imposições e cumprimento de regras sociais, tentamos nos submeter às manobras políticas, "engolir" as raivas, medos, aborrecimentos, frustrações, inseguranças. Com isso, muitas vezes nos vemos "impedidos" de reagir imediatamente e, portanto, "impossibilitados" de aliviar todo esse mecanismo orgânico "armado" a partir da situação ameaçadora (real ou imaginária).

O ser humano possui, por essência, potenciais infinitos de transformação. A questão está em identificar o que pode e o que não pode ser transformado.

    Transformar pressupõe identificar daquilo que precisa e pode ser modificado, aceitar os limites entre os “possíveis” e os “impossíveis”. Daí a necessidade do auto-conhecimento e da estimulação dos processos de percepção dos estímulos à nossa volta. Quanto mais nos conhecermos, melhores condições teremos de equilibrar nossas emoções às circunstâncias externas ou modificar o que nos perturba.

    Quando ficamos "armadas" e prontas para nos defender ou atacar permanentemente, é como se partíssemos do princípio de que um perigo pode vir de qualquer parte, a qualquer momento, e pode nos atingir. É como se as situações ameaçadoras (reais ou imaginárias) não deixassem de existir, ou não nos dessem "nenhuma folga". Com isso subestimamos nossos potenciais de criatividade e ignoramos forças que possuímos.

    O estresse pode ser considerado uma patologia do psiquismo quando inibe qualquer possibilidade de resgate de descontração (o "desarmar"), podendo bloquear tanto elaborações interiores (mundo subjetivo das emoções) como atitudes e comportamentos diante de diferentes situações (pseudo-alienação, pseudo-inércia etc.).

    Não basta compreender o mecanismo do estresse. É fundamental que cada uma identifique o grau de conhecimento que tem de si mesma e do contexto em que vive.

    Ao flagrar o momento exato em que a sensação de "perigo" se manifesta, devemos procurar identificar o que a provocou. Algo real? Algo imaginário? Algo possível de ser modificado, mesmo que difícil? Algo impossível de ser modificado?

    Muitas vezes temos gratas surpresas ao respondermos às perguntas acima, pois, na maioria das vezes, esse "medo" é infundado e pode gerar o  estresse emocional e o orgânico, com sérias conseqüências individuais e sociais. Permitir uma trégua na luta pela sobrevivência, até para poder garantir um fortalecimento para que menos coisas sejam percebidas como "ameaçadoras", favoreceria muita economia de energia, emocional e orgânica, que poderia então ser empregada em questões mais interessantes e produtivas, melhorando a qualidade de vida.

Pessoas que não praticam exercícios, que não se alimentam corretamente, comendo apenas um lanche no trabalho, pessoas que não têm lazer e prazer costumam justificar todas essas “falhas” pela falta de tempo. Portanto, deixam de oferecer cuidados ao próprio corpo no sentido de reparar as alterações que, hoje, podem ser sentidas como alterações de funções, mas que, com o passar do tempo, se manifestam como doenças.

Se você realmente quer viver com qualidade total e preparar um futuro rico em energia e atuação, repense e modifique hábitos arraigados e nos encontraremos física e mentalmente bem, daqui a alguns anos, extraindo o melhor de nós mesmas.

 

 

Dra. Shirley de Campos- CRM 36.055

Especialista em Clínica Médica e Nutrologia

Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e da Academia Brasileira de Anti-Envelhecimento de São Paulo

Avenida Brig. Luis Antonio, 5003 B, Jardim Paulista, São Paulo, capital.

Telfax: 11- 3051-5646

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