Neurologia/Neurociências - Síndrome de Guillain-Barré
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Neurologia/Neurociências

Síndrome de Guillain-Barré

16/07/2004

 


A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polineuropatia aguda, de gravidade variável, que pode até levar ao óbito. As estatísticas da América do Norte mostram que ela ocorre em uma taxa de 1 caso por milhão de habitantes por mês, ou aproximadamente, 3.500 casos a cada ano nos EUA e Canadá . Os padrões de incidência são semelhantes no mundo inteiro.
Na grande maioria dos casos ela é precedida por uma infecção em cerca de uma a três semanas, ainda que esta possa não ter se manifestado clinicamente tendo ocorrido apenas a elevação de títulos séricos.

No caso de infecção viral, os agentes mais implicados são Herpes Vírus (Citomegalovírus e vírus Epstein-Barr). A gastroenterite por Campylobacter jejuni também pode preceder à síndrome. Menos de 5% dos casos ocorre entre 1 a 4 semanas após um procedimento cirúrgico.
A SGB pode estar associada ao linfoma, e ao lúpus eritematoso sistêmico. Ainda não é possível identificar os mecanismos imunológicos envolvidos. Além desses fatores, a SGB pode também estar associada ao uso de alguns medicamentos tais como gangliosídeos cerebrais e estavudina.

Nos anos de 1976 a 1977 ocorreu um surto de cerca de 500 casos nos EUA durante o programa nacional de vacinação da gripe suína, mas o motivo pelo qual a vacina desencadeou a SGB nunca foi descoberto.
As manifestações clínicas da SGB podem se apresentar num período de horas a dias, e incluem paralisia motora ascendente com arreflexia, associada ou não a um distúrbio sensorial, e elevação acelular das proteínas totais do líquor no final da primeira semana.

São identificados vários subtipos de SGB, alguns com padrão inflamatório evidente e outros cuja histopatologia do axônio revela pouca inflamação. A maioria dos pacientes necessitam de hospitalização e cerca de 30% necessitam de assistência ventilatória em algum momento durante a doença. A taxa de mortalidade chega a 4%. Apesar disso, a grande maioria dos pacientes apresenta recuperação completa ou quase completa.
O tratamento em geral é de suporte, porém a administração de imunoglubulina endovenosa em altas doses pode ser eficaz. A plasmaférese também pode ser instituída nas primeiras semanas da doença.

Fonte: Harrison : Medicina Interna - 14ª Edição
Mc Graw Hill Rio de Janeiro

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