AVANÇO EM REGENERADORES CEREBRAIS:
As pesquisas médicas desenvolvidas a partir de 1980 mostraram que os conceitos anteriores sobre regeneração nervosa deviam ser mudados. À luz de novas informações, podemos dizer hoje que ocorre no organismo certo nível de regeneração de tecido nervoso, comandado por fatores e enzimas específicas para esse fim. Destaque maior para o Nervous Growth Factor (NGF), uma neurotrofina muito importante. Para o NGF já foram identificadas atividades que justificam e respaldam sua importância na manutenção e de regeneração nervosa. Vejamos algumas:
NGF comprovadamente estimula e controla o nível de fosforilação dos fosfatídeos que formam axônios e membrana celular. É exatamente essa fosforilação que permite estabilizar lipídios e aminoácidos na estrutura tecidual .
NGF parece atuar, neste aspecto, relocalizando a enzima PI-3 kinase no citoplasma, conforme ficou demonstrado em estudos realizados in vitro com células PC12. Outros fatores comparados - EGF e bFGF - não apresentaram efeitos significativos sobre a fosforilação.
NGF ajuda a controlar os níveis de H2O2 intracelulares, conforme demonstrado em células PC12, por aumentar a atividade das enzimas antioxidantes GSH-Px e catalase (2). Dessa forma, o NGF contribui também para evitar degeneração molecular por aumento de superóxido e hidroxila.
NGF ativa o gene que controla a produção de calretinina(3), proteína fundamental na proteção da célula contra o acúmulo de Ca+2.
Outros fatores se destacam, também, neste mosaico bioquímico que envolve a regeneração nervosa: Brain-Derived Neurotrophic Factor (BNDF), neurotrofinas NT-3, NT-4 e NT-5). O tratamento com BNDF de neurônios enolase imunopositivos aumentou a sobrevivência das células de 250 a 400%, depois de 8 dias em cultura (4).
Os caminhos para evoluir na terapia das degenerações neurológicas parecem dirigir-se, em futuro não tão distante, para a manipulação genética e correção dos desvios. Por outro lado, nem todos os tipos de degenerações nervosas provém de origem genética, mas sim de implicações ecossistêmicas.
Em ambos os casos, a suplementação neurofisiológica com elementos indispensáveis à regeneração nervosa, que facilitem e melhorem o desempenho do NGF e dos outros fatores envolvidos neste processo, é uma conduta plenamente recomendável.
FOSFATIDIL SERINA:
Um dos fosfolipídeos mais importantes da membrana celular e do tecido nervoso, esse suplemento foi intensamente pesquisado nos últimos 10 anos, o que permitiu a abertura de amplo conhecimento a respeito de regeneração nervosa. Durante 3 meses pacientes selecionados com mal de Alzheimer tomaram fosfatidil serina (200mg/dia), enquanto a outro grupo foi administrado placebo. Os pacientes que tomaram fosfatidil serina melhoraram em todas as nove provas de medição de memória e funcionamento mental, após 3 meses .