Antienvelhecimento/Longevidade - Ginkgo Biloba-Planta combate o envelhecimento mental
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Antienvelhecimento/Longevidade

Ginkgo Biloba-Planta combate o envelhecimento mental

10/06/2003

 São Paulo - Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acabam de comprovar cientificamente a eficácia de uma antiga planta chinesa no combate aos sintomas mentais do envelhecimento. Nos primeiros testes clínicos controlados de que se tem notícia no mundo, a Gingko biloba provou sua capacidade de aumentar a memória, a capacidade de abstração e raciocínio, compreensão, aprendizagem e a rapidez mental de um grupo de idosos, entre 60 e 70 anos, submetidos, durante seis meses, a tratamento com extrato da planta.

Velha conhecida da medicina tradicional chinesa, a Gingko biloba vem sendo adotada por geriatras brasileiros nos últimos anos, sobretudo no tratamento do mal de Alzheimer em pacientes que não reagem às drogas convencionais.

Agora, a tese de doutorado da psicóloga Ruth Santos, da Unifesp, não só demonstrou cientificamente os efeitos positivos da droga sobre as funções cognitivas de idosos, como apontou as possíveis causas desses efeitos. Seus testes demonstraram, pela primeira vez, que a planta torna o sangue mais fluido (reduz a viscosidade) e aumenta a irrigação cerebral.

A pesquisa partiu de um grupo de 48 idosos, todos com idades entre 60 e 70 anos e com curso superior (uma vez que está demonstrado que os cérebros mais "exercitados" ao longo da vida preservam melhor suas funções). Todos foram submetidos a exames de viscosidade sangüínea, irrigação cerebral e a uma bateria de seis testes psicológicos que avaliaram memória, nível de atenção, capacidade de abstração e habilidade motora fina.

Os resultados foram comparados com os obtidos com um grupo de jovens com idade entre 20 e 30 anos. O desempenho dos idosos ficou entre 20% e 45% abaixo do obtido pelos jovens, exceto nos testes de aritmética (uma das habilidades mais preservadas pelo envelhecimento), onde foi superior, e nos de compreensão, onde igualou-se.

Os idosos foram então divididos em dois grupos. Um deles foi tratado durante seis meses com 80 miligramas diárias de extrato de Ginkgo biloba, enquanto o outro recebeu placebo (substância inócua). Nenhum dos idosos sabia se tomava placebo ou o extrato.

Repetidos os testes no fim do período, constatou-se que todos os idosos que tomaram placebo haviam piorado seu desempenho, enquanto o inverso ocorreu com aqueles tratados com Ginkgo biloba. A melhora foi bem mais acentuada nas habilidades nas quais os idosos haviam apresentado maior defasagem de desempenho com relação aos jovens no primeiro teste. Ou seja, recuperaram-se mais as funções mais comprometidas pelo envelhecimento.

"A melhora foi mais acentuada na memória, psicomotricidade fina, rapidez mental e capacidade de atenção", explica a psicóloga.

Os resultados com os testes que mediram o fluxo sangüíneo no cérebro foram semelhantes. A melhora da irrigação cerebral foi mais acentuada nas áreas onde os idosos haviam apresentado, em comparação com os jovens, maior redução da circulação sangüínea.

A pesquisa, entretanto, não autoriza a automedicação com Gingko biloba. Ruth adverte que a planta tem certas substâncias tóxicas que podem representar riscos. Na literatura médica, há registro de dois casos de sangramento que poderiam estar associados ao uso crônico do medicamento.

"Os idosos devem passar por exames, a indicação da droga varia de pessoa para pessoa e deve ter acompanhamento", alerta Ruth.

Fonte: Simone Biehler Mateos

 


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