"Uma crença no inferno e o conhecimento de que toda a ambição está condenada à frustração nas mãos de um esqueleto nunca impediram que a maioria dos seres humanos se comportassem como se a morte não fosse mais do que um rumor infundado." — Aldous Huxley
De todas as causas de morte, a única que é verdadeiramente previsível e inevitável é o envelhecimento. Ao longo da História da Humanidade, sempre se tentou descobrir as razões e causas da senescência. Os antigos druidas e alquimistas procuravam descobrir a fonte da eterna juventude. Ponce de Leon descobriu a Florida quando procurava essa mesma fonte. Nos dias de hoje essa busca não cessou. Pelo contrário, ela é actualmente mais intensa do que nunca. Laboratórios de alta tecnologia trabalham para abrandar, parar e até reverter este processo.
Um dado curioso e que pode ser considerado como uma base para controlar o envelhecimento é que existem espécies que aparentam não envelhecer. Nenhuma destas pertence à classe dos mamíferos, a maior parte são organismos primitivos como bactérias, fungos e até certos tipos de plantas. Contudo, algumas espécies não deixam de ser animais complexos, como por exemplo: moluscos (polvos, chocos), crustáceos (lagostas, caranguejos), répteis (crocodilos, tartarugas), anfíbios (rãs, salamandras), várias espécies de peixes (tubarões, espadartes), etc. Entre os mamíferos, pensa-se que apenas certas baleias conseguem viver mais tempo do que o Homem.
Porque é que envelhecemos? Esta pergunta há muito que atormenta a espécie humana. Existem várias teorias: há quem pense que a acumulação danos no DNA causam o envelhecimento. Realmente verifica-se que as probabilidades de contrair cancro aumentam com a idade, que as mitocôndrias em células de indivíduos mais velhos estão menos activas e muitas vezes deformadas. Por outro lado, também o cabelo tende a ficar mais claro com a idade e nós não vamos considerar isso a causa do envelhecimento. Outros cientistas defendem a teoria dos radicais livres, que centra nestes instáveis e reactivos compostos as causas dos danos celulares — a vários níveis — que provocam a senescência.
Actualmente, já é possível abrandar ligeiramente o envelhecimento humano. Terapias baseadas em hormonas e dietas, como a restrição calórica, provavelmente são capazes de retardar o envelhecimento — apesar de não se saber ao certo quanto. No entanto, os progressos nas áreas da genética e biotecnologia podem num futuro próximo permitir-nos controlar o envelhecimento. A possível imortalização de células somáticas humanas com a enzima telomerase, o aumento drástico do tempo máximo de vida em modelos animais através de intervenções genéticas e o constante mapeamento de novos genes que permitam esclarecer o envelhecimento levam-nos a pensar de que poderemos brevemente abrandar e até parar o envelhecimento. O Dr. Michal Jazwinski da Universidade de Stanford diz: "É possível que algumas pessoas agora vivas possam estar vivas daqui a 400 anos.