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Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica
Obesidade e Síndrome Metabólica em Crianças e Adolescentes
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24/08/2004 |
A prevalência e magnitude da obesidade na infância estão aumentando dramaticamente. Em um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine, pesquisadores americanos examinaram o efeito de graus variados de obesidade na prevalência de síndrome metabólica e sua relação com resistência à insulina e com níveis de proteína C-reativa e adiponectina em uma coorte multiétnica, multirracial, de crianças e adolescentes.
Foi realizado um teste padrão de tolerância à glicose em 439 crianças e adolescentes obesos, 31 sobrepesos e 20 não obesos. As medidas basais incluíram pressão sangüínea e níveis de lípides plasmáticos, proteína C-reativa e adiponectina. Os níveis de triglicérides, colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL) e pressão sangüínea foram ajustados para idade e sexo. Como o índice de massa corpórea varia de acordo com a idade, foi padronizado o valor para idade e sexo com o uso de conversão para um escore z.
A prevalência de síndrome metabólica aumentou com a gravidade da obesidade e alcançou 50% nos jovens severamente obesos. Cada aumento de meia unidade no índice de massa corpórea, convertido para um escore z, foi associado com um aumento no risco de síndrome metabólica entre os indivíduos acima do peso e obesos (odds ratio = 1,55; intervalo de confiança de 95%: 1,16 a 2,08), assim como cada unidade de aumento na resistência à insulina e como foi avaliado com o modelo homeostático (odds ratio = 1,12; IC 95%: 1,07 a 1,18 para cada unidade adicional de resistência à insulina). A prevalência de síndrome metabólica aumentou significativamente com o aumento de resistência à insulina (P para tendência, < 0,001) após o ajuste para raça ou grupo étnico e o grau de obesidade. Os níveis de proteína C-reativa aumentaram e os de adiponectina diminuíram com o aumento de obesidade.
Os autores concluíram que a prevalência de síndrome metabólica é alta entre crianças e adolescentes obesos e aumenta à medida que a obesidade piora. Afirmaram, também, que os biomarcadores de risco aumentado, de resultados cardiovasculares adversos, já estão presentes nestes jovens.
Obesity and the Metabolic Syndrome in Children and Adolescents - New England Journal of Medicine 2004; 350(23): 2362-2374.
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Obesity and the Metabolic Syndrome in Children and Adolescents
Ram Weiss, M.D., James Dziura, Ph.D., Tania S. Burgert, M.D., William V. Tamborlane, M.D., Sara E. Taksali, M.P.H., Catherine W. Yeckel, Ph.D., Karin Allen, R.N., Melinda Lopes, R.N., Mary Savoye, R.D., John Morrison, M.D., Robert S. Sherwin, M.D., and Sonia Caprio, M.D.
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Background The prevalence and magnitude of childhood obesity are increasing dramatically. We examined the effect of varying degrees of obesity on the prevalence of the metabolic syndrome and its relation to insulin resistance and to C-reactive protein and adiponectin levels in a large, multiethnic, multiracial cohort of children and adolescents.
Methods We administered a standard glucose-tolerance test to 439 obese, 31 overweight, and 20 nonobese children and adolescents. Baseline measurements included blood pressure and plasma lipid, C-reactive protein, and adiponectin levels. Levels of triglycerides, high-density lipoprotein cholesterol, and blood pressure were adjusted for age and sex. Because the body-mass index varies according to age, we standardized the value for age and sex with the use of conversion to a z score.
Results The prevalence of the metabolic syndrome increased with the severity of obesity and reached 50 percent in severely obese youngsters. Each half-unit increase in the body-mass index, converted to a z score, was associated with an increase in the risk of the metabolic syndrome among overweight and obese subjects (odds ratio, 1.55; 95 percent confidence interval, 1.16 to 2.08), as was each unit of increase in insulin resistance as assessed with the homeostatic model (odds ratio, 1.12; 95 percent confidence interval, 1.07 to 1.18 for each additional unit of insulin resistance). The prevalence of the metabolic syndrome increased significantly with increasing insulin resistance (P for trend, <0.001) after adjustment for race or ethnic group and the degree of obesity. C-reactive protein levels increased and adiponectin levels decreased with increasing obesity.
Conclusions The prevalence of the metabolic syndrome is high among obese children and adolescents, and it increases with worsening obesity. Biomarkers of an increased risk of adverse cardiovascular outcomes are already present in these youngsters.
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