biologia molecular - Evolução 2
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biologia molecular

Evolução 2

11/06/2003

O estudo da evolução dos seres vivos


O homem sempre busca uma explicação razoável para os fenômenos à sua volta. Como explicar a enorme diversidade dos seres vivos? Durante vários séculos, acreditou-se que todos os organismos vivos existentes no planeta, extintos ou não, tinham sido criados tais como eram, sem sofrer nenhum tipo de alteração que os modificasse ao longo das gerações. Esta teoria, conhecida como fixismo (ou creacionismo), dominou o mundo até meados do século XIX, quando surgiram os primeiros trabalhos sobre evolução divulgados por dois naturalistas, Charles Darwin e Alfred Russel Wallace.


Entretanto os mistérios da evolução já intrigavam estudiosos há muito mais tempo. Muitos filósofos e naturalistas antecessores à época de Darwin e Wallace procuraram explicar a evolução dos seres vivos. Um destes estudiosos foi o naturalista francês Jean-Baptiste Lamarck, que, a partir de seus estudos, elaborou a teoria que seria conhecida como Lamarckismo.


Nesta teoria Lamarck explica a modificação dos seres vivos a partir das necessidades destes organismos de se adaptarem à determinados ambientes. Assim, quando surge uma necessidade específica, o animal desenvolve características que, de alguma maneira, seriam transmitidas para as futuras gerações. Um exemplo clássico que ilustra esta teoria é o estudo de como as girafas teriam adquirido seus longos pescoços. De acordo com o lamarckismo, os ancestrais das girafas seriam animais de pescoços curtos, que se alimentariam de vegetação rasteira. Alguns animais passaram a se alimentar de folhas de árvores, em ramos cada vez mais altos. Assim, o animal esticaria o seu pescoço para alcançar as folhas mais altas, causando um pequeno aumento do comprimento do mesmo. Esta característica seria passada de alguma maneira à prole, que continuaria a esticar o pescoço para alcançar folhas mais altas; ao longo de várias gerações, isto teria resultado em animais de pescoço longo, como os que conhecemos atualmente.


Tomemos outro exemplo. Se um lamarckista fosse explicar as cores escuras de algumas raças humanas, ele poderia sugerir que a ação dos raios solares nos trópicos é bem mais forte, o que torna a pele mais escura. Esta característica iria sendo passada de pai para filho, estabelecendo-se assim uma população com aquela característica. Ora, todos sabem que uma pessoa de pele clara não irá ter um filho de pele escura apenas porque ficou bronzeado de Sol. Da mesma maneira, o filho de um estivador não irá nascer mais forte devido à força que o pai desenvolveu durante sua profissão. Para o lamarckismo, o importante são as características que o organismo adquire durante sua vida; hoje sabemos que essas características (desenvolvidas durante a vida do animal) não são passadas para as próximas gerações.


Mesmo sem ter evidências sólidas que a sustentasse, a teoria lamarckista foi amplamente divulgada. Entretanto ela não foi aceita, justamente por não ter evidências que a torne viável.


A teoria de Darwin e Wallace, como veremos adiante, possui fortes bases, sendo possível encontrar evidências que a sustente. Estas evidências sugeriam que as espécies poderiam realmente se modificar ao longo do tempo, e mais, a teoria ainda explicava o mecanismo pelo qual as espécies se modificavam, tornando possível a idéia de evolução através da seleção natural.

 

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