biologia molecular - Evolução 9
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biologia molecular

Evolução 9

11/06/2003

Seleção Natural
 

A seleção natural é um processo muito simples, mecânico. Porém, é muito fácil incorrer em erros conceituais, pois é um processo que não trabalha de acordo com a lógica humana. Vou repetir, pois isso é extremamente importante: a seleção natural NÃO AGE de acordo com a lógica humana.

Nós, humanos, nos acostumamos a entender todos os processos e encontrar suas causas, seus efeitos, seus objetivos. Porém a seleção natural não tem objetivos. Isso mesmo, não tem. Da próxima vez que o seu professor perguntar: "Qual o objetivo da seleção natural..." você já sabe responder: "Nenhum, professor..."

Explicando: a seleção natural é um processo passivo, que acontece ao acaso. Não pode ter um objetivo, pois ao dizermos isso estaríamos dizendo que este processo tem vontade própria, age de acordo com uma consciência. A chuva, ao cair, não tem um objetivo. Da mesma forma, o sol não brilha para nos aquecer, ou para nos dar luz. Os seres humanos tem o péssimo hábito de achar que a natureza trabalha para eles. Mas isso já é uma outra história, o importante é que você se lembre que a seleção natural ocorre ao acaso, sem objetivos.

Mas você irá retrucar: "mas a seleção natural não serve para tornar as espécies mais adaptadas?" E eu te respondo: quase certo. Ela acaba deixando na Terra apenas as espécies mais adaptadas, mas isso é apenas uma consequência. Em nenhum momento houve um desejo de manter essa ou aquela espécie.

Tudo é apenas um processo biológico, e se determinadas espécies acabam se perpetuando enquanto outras desaparecem, isso é uma mera consequência desse processo. A seleção natural só ocorre devido à variabilidade, que irá produzir organismos ligeiramentes diferentes, A partir daí, apenas os mais aptos (melhores adaptados) dentre todos sobrevivem.
 

Os indivíduos de uma determinada espécie não são iguais entre si. Eles trazem em decorrência da variabilidade pequenas diferenças que os fazem únicos. Estas diferenças podem ser em relação à aspectos físicos (cor da pelagem, tamanho, peso, padrão de coloração etc) ou à aspectos comportamentais (modo como caminha, comportamento de observação etc). Assim, alguns são ligeiramente mais claros ou mais escuros, outros são ligeiramente maiores, ou caminham com um pouco mais de agilidade, e assim por diante. Isso é crucial para a seleção natural.

Sabemos também que nem todos os indivíduos que nascem sobreviverão. Ou seja, na verdade os seres vivos produzem mais descendentes do que o ambiente pode suportar. É certo que nem todos chegarão à idade adulta, quando poderão se reproduzir. Por exemplo, o guepardo, um felino africano, tem uma média de três a cinco filhotes por ninhada. Porém, de cada três guepardos que nascem, apenas um irá atingir a idade adulta (e reprodutiva). Os outros acabam morrendo por falta de alimento (se não conseguirem caçar tão bem como os outros) ou por outros fatores. Em todos os animais ocorre o mesmo: as ninhadas são sempre mais numerosas do que o número de animais que atinge a idade adulta.

Ora, de um grupo de animais de uma mesma espécie, quais deles chegarão à idade adulta e quais deles irão morrer antes dessa época? Os mais aptos com certeza irão sobreviver. Mas quem são os mais aptos? São aqueles que conseguem ocupar melhor o ambiente, extraindo da melhor maneira possível os recursos de que necessitam.

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