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Região Norte do Brasil - Informações Gerais

11/09/2004

 

O MUNDO DO ECOTURISMO.

A Amazônia é um país” tropical, colorido, exuberante. Há alguns milhares de anos, povos do Oeste, após longa peregrinação, tornaram-se os seus primeiros habitantes. Reservada aos espanhóis por decisão papal no final do Século XIV, pela bula Inter Coetera, a região foi conquistada pelos portugueses ao longo do Século XVII. Ocupando 40% da área territorial do Brasil, é a mais preciosa reserva biológica do mundo, e se oferece a partir de vários portões de entrada.

Comece a desvendá-la em Manaus, capital do Estado do Amazonas, a apenas cinco horas de vôo de Miami e a quase 12 horas de Paris.

COMPRAS DE ÚLTIMA HORA.

Aproveite para adquirir na Zona Franca de Manaus o que, por acaso, tiver esquecido em casa. Compras feitas, e antes de partir para a selva, com ela se ambiente em uma das mais importantes casas de cultura e pesquisa do Brasil: o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Conheça-o sem pressa e, ao final, estabeleça o seu primeiro contato imediato com as águas. No cais do porto, um flutuante de construcão inglesa, contemple a correnteza do rio Negro.

BOTOS E JACARÉS.

Embarque em Manaus em direção ao encontro das águas claras do Solimões e escuras do Negro. Elas correm paralelas por cerca de 5km, quando se encontram, e geram o rio Amazonas. Corre, então, o Rio-Mar em direção ao Parque Ecológico do Janaury, a 7km da capital, com área de 688 hectares. Banhado por igapós e igarapés, o parque é uma harmonia de pássaros, flores, peixes e plantas. Observe atentamente as vitórias-régias e os animais, principalmente botos cor-de-rosa, macacos e jacarés. Depois, em uma pequena canoa, suba um igarapé. Com direito a uma parada em plena selva para comprar artesanato indígena e observar a fauna.

FLORESTAS E ÁGUAS.

Situada no coração da floresta, Manaus é considerada a “Capital da Selva” desde 1850, quando viveu o seu apogeu durante o ciclo econômico da borracha, que fez a fortuna de muitos e propiciou a construção do Teatro Amazonas. Encante-se com a arquitetura de estio renascentista italiano, os paínéis que retratam o mundo amazônico, os lustres de cristal de Murano, os portais de mármore de Verona, a escadaria em ferro inglês e a cortina de boca de cena, simbolizando o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, os formadores principais do rio Amazonas.

 

PRAIA DA LUA.

Antes de rumar para Anavilhanas, o maior arquipélago de água doce do mundo, banhe-se na praia da Lua, a 23 km de Manaus por via fluvial. A areia branca, em constraste com as águas escuras do rio Negro, formam um cenário encantador.

ANAVILHANAS.

São 335 ilhas em uma área de 350 mil hectares. Com 90km de comprimento e 15km de largura, o arquipélago de Anavilhanas situa-se a 50 km de Manaus. Estação Ecológica protegida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), chega-se a Anavilhanas pelo rio Negro. Próximo ao arquipélago, o viajante encontra um dos melhores hotéis de selva da região. De onde partem excursões pelo rio e caminhadas pela floresta, povoada por árvores de muitos metros de altura, pássaros e animais selvagens.

PESCA.

Na imensa bacia Amazônica, formada por 10 dos maiores rios da Terra, proliferam peixes das mais variadas espécies, que transformam qualquer pescaria, por mais despretensiosa que seja, em uma festa. Entre os meses de setembro e março, aventure-se nos maiores pesqueiros do estado. No rio Amazonas, escolha entre os lagos do Camaleão, Tambaqui, Juanito e Cachorro. Já na região do rio Solimões, pesque no rio Manacapuru e no lago de Janauacá. No rio Negro, os destinos ideais são o rio Uarini e o lago do rio Manaquiri.

DUAS PRAIAS FLUVIAIS.

A praia do rio Negro se oferece entre os meses de junho e novembro. Localiza-se a 13km do centro de Manaus. Com 2 km de extensão, possui quadras de esporte, pista
para bicicleta, bares, banheiros e chuveiros. A melhor praia fluvial do Amazonas, contudo, é a de Tupé, a 1h de barco de Manaus.

HOSPEDAGEM.

As melhores alternativas para quem busca o isolamento e a proximidade com cerca de 60% de toda a diversidade existente no Planeta, pois na Amazônia habitam seis em cada dez espécies de seres vivos, são os hotéis de selva. Há pousadas com quartos e chalés, e barcos-hotéis com cabines e camarotes. Todos realizam programações na selva: caminhadas, pescarias e passeios por igarapés.

DESCENDO O AMAZONAS.

A viagem pela floresta em direção a Belém, capital do Estado do Pará, deve obrigatoriamente ser feita ao longo do Rio-Mar. Entregue-se a três dias de navegação para conhecer mais profundamente as belezas do Amazonas, o maior rio do mundo em volume d’água, com vazão de 100.000 m por segundo em sua foz, e que chega, em alguns trechos, a medir 20km entre suas margens.

PARINTINS.

Ao término do primeiro dia de viagem, o navio atraca em Parintins, uma pequena ilha. Reserve o mês de junho para sua aventura amazônica. E delire com uma das maiores festas populares do Brasil, o Festival Folclórico de Parintins, que acontece na segunda quinzena do mês. A festa tem proporções gigantescas. Milhares de pessoas realizam um multicolorido desfile de fantasias regionais. Na verdade, o festival é uma descomunal manifestação da cultura amazônica. Uma oportunidade ideal para o viajante admirar o boi-bumbá e o xaxado, a dança típica da região.


FESTAS.

Enquanto o navio prossegue pelo Rio-Mar, contemple a floresta, que guarda mais de 2.300 espécies de árvores e garante a sobrevivência de antas, serpentes, pacas e macacos. A próxima parada é em Santarém, já no Estado do Pará, a 1.369km de Belém. Nos meses de junho e julho, acontecem duas grandes manifestações culturais na cidade: a procissão fluvial de São Pedro, com o desfile do boi-bumbá, e a Festa do Sairé, manifestação folclórico-religiosa. Em Santarém, funciona uma importante casa de cultura que não pode deixar de ser visitada: o museu do Centro de Preservação da Arte Indígena, com 1.500 peças de 57 grupos amazônicos e do Estado do Mato Grosso.

A POROROCA.

Pouco antes de o navio chegar ao seu destino, as águas do Amazonas encontram-se com as do rio Tocantins, que nasce no Estado do Tocantins, engrossando o caudal que, ao se encontrar com o oceano Atlãntico, cria o inesquecível espetáculo do “Encontro das Aguas”, a pororoca. O fenômeno, com ondas de até 12m de altura, pode ser observado da Ilha da Caviana, a 300km de Belém.

PARÁ, UM ACERVO DE TRADIÇÕES.

Quando o navio atraca em Belém, fundada no Século XVII, o viajante depara-se com uma cidade que preserva suas tradições em um ambiente intensamente arborizado. As ruas da capital do Estado do Pará são guardadas por velhas mangueiras e impregnadas pelo odor intrigante de muitas ervas aromáticas, utilizadas para elaborar sortilégios e para temperar os exóticos pratos que compõem a culinária paraense. À disposição dos viajantes no tradicional Mercado Ver-o-Peso.

CASAS E SOLARES.

O passado é presente em Belém, na Cidade Velha, sítio de casas e solares com fachadas em azulejos portugueses, e onde deve ser visitado o Palácio Antônio Lemos. Não deixe, também, de conhecer o Forte do Coriseo, na confluência do rio Guamá com a baia de Guajará.

A GRANDE PROCISSAO.

O Brasil oferece ao viajante dois grandes momentos de fé cristã. O maior deles é a festa de Nossa Senhora da Aparecida, na cidade paulista de Aparecida, localizada no vale do rio Paraíba. O outro, também de grande expressão, é o Círio de Nazaré, que acontece em Belém no mês de outubro. As comemorações em honra de Nossa Senhora de Nazaré começam com uma romaria fluvial, que parte do trapiche de Icoaracy, na baía de Guajará. No dia 8, pelas principais avenidas da capital, mais de um milhão de pessoas participam de uma longa procissão em que a Santa, sobre um andor, é carregada por romeiros até o seu altar, na Basílica de Nazaré.

A TERRA DOS BÚFALOS.

Com 49.602 km2, Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo. Dotada de uma fauna extremamente rica, oferece dois tipos de vegetação à contemplação. A leste da ilha, estende-se uma planície de 23.000 km2, onde predomina a vegetação de savana. A oeste, com 26.500 km2, destacam-se densas florestas. O acesso à ilha acontece na pequena cidade de Soure, onde se chega de barco ou de táxi-aéreo. A marca registrada de Marajó são os búfalos, criados em campos que se transformam em grandes alagados entre os meses de janeiro e junho. A manada é imensa. A ilha, no entanto, é riquíssima em fauna e flora. Como a caça é proibida, dedique-se a observar garças, tucanos e jaburus.

UMA ANTIGA CIVILIZAÇÃO.

Na ilha de Marajó viveu, séculos e séculos atrás, uma antiga civilização. Presença confirmada por objetos de cerâmica, que datam de 980 a.C. A herança que ficou desse tempo é a cerâmica marajoara, cujos exemplares mais recentes são do Século XVII. Além de ser um paraíso arqueológico, Marajó é um centro dos mais expressivos de cultura, marcada acima de tudo por manifestações folclóricas como as danças de roda, ao ritmo do carimbó e do lundu.

PRAIAS.

São inúmeras. Uma das mais agitadas é a do Mosqueiro, a 86km da capital, que vive seu apogeu no mês de julho, quando é invadida por turistas de todas as idades. Situada em uma ilha, o Mosqueiro é cercado por praias fluviais e entrecortada por rios e igarapés. Em Soure, na ilha de Marajó, as melhores praias são as do Céu e do Caju-Una, com dunas e águas esverdeadas no verão. A mais afastada, e recomendada para quem busca isolamento, é a de Salinópolis, a 223km de Belém.

PRAIAS SELVAGENS.

Inexiste água encanada, energia elétrica e telefone. Ajuruteno, a 30km da cidade de Bragança, é um reduto de praias selvagens, sem qualquer infra-estrutura. Entregue-se ao mar na praia de Campo do Meio, com sua vegetação de mangue, dunas, águas claras e ondas fortes, onde o turista encontra pousadas que oferecem algum conforto.

 

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