Tabagismo/Fumo/Cigarro - Tabagismo e Infarto Agudo do Miocárdio
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Tabagismo/Fumo/Cigarro

Tabagismo e Infarto Agudo do Miocárdio

14/09/2004
Tabagismo é o maior fator de risco para Infarto Agudo do Miocárdio em pacientes jovens do sexo feminino



 

Pesquisadores ligados ao York Hospital publicaram, recentemente, no Academic Emergency Medicine, um estudo em que procuraram determinar os fatores de risco cardíacos e os achados eletrocardiográficos para infarto agudo do miocárdio (IAM) em pacientes jovens do sexo feminino, atendidas em Departamento de Emergência.

 

Foi realizado um estudo caso-controle retrospectivo, entre os anos de 1987 e 2003. Pacientes do sexo feminino com idade inferior a 50 anos, apresentando infarto agudo do miocárdio, foram identificadas pelo diagnóstico à alta hospitalar e pelos valores de marcadores cardíacos. Dados de um estudo de avaliação da saúde na comunidade local foram utilizados como grupo controle. Análise qui-quadrado foi realizada para comparar antecedentes de tabagismo, hipertensão, diabetes mellitus, obesidade, status menstrual e hipercolesterolemia. Dados quanto a antecedentes familiares de infarto do miocárdio estavam incompletos.

 

Duzentas e duas mulheres com idades inferiores a 50 anos, portadoras de infarto agudo do miocárdio, e um grupo controle de 311 pacientes do sexo feminino foram pareadas para idade, etnia e dados demográficos. A idade média no grupo de pacientes com IAM foi igual a 42,6 anos (variação: 22-49). O grupo de pacientes com IAM apresentou maior quantidade de pacientes tabagistas (77% vs. 22,6%, OR = 11,5), hipertensas (46,3% vs. 12,6%, OR = 6,6), diabéticas (26,8% vs. 4,7%, OR = 7,4), hipercolesterolêmicas (28% vs. 19,6%, OR = 2,5) e obesas (IMC>30kg/m², 48,8% vs. 27%, OR = 2,6), com p<0,05 para todas as categorias. Todas as pacientes pertencentes ao grupo IAM apresentavam pelo menos um fator de risco cardíaco (IC95% = 0,0 – 0,014), e 30% delas estavam na pré-menopausa. Das pacientes pré-menopausa (61), 87% apresentava dois ou mais fatores de risco cardíaco. O eletrocardiograma inicial foi diagnóstico de IAM em 54,9% e sugestivo de IAM em outros 37%.

 

Os pesquisadores concluíram que pacientes jovens, do sexo feminino, com infarto agudo do miocárdio, apresentam todos os fatores de risco comuns, sendo tabagismo o maior fator de risco, com eletrocardiograma inicial sugestivo ou diagnóstico de IAM em 92% dos casos.

Factors for Acute Myocardial Infarction in Young Women - Academic Emergency Medicine 2004; 11(5): 508

Academic Emergency Medicine Volume 11, Number 5 508,
© 2004 Society for Academic Emergency Medicine

CARDIOVASCULAR DISEASE: GENDER AND THE HEART

Risk Factors for Acute Myocardial Infarction in Young Women

Leroy Nickles, Marc L. Pollack, Dawn M. Ellison and Marlys Hasson

York Hospital: York, PA

ABSTRACT

OBJECTIVES: Young women presenting to the ED with acute myocardial infarction (AMI) are often difficult to identify. The objective of this study was to determine the cardiac risk factors and ECG findings for young women presenting to the ED with AMI. METHODS:This was a retrospective case–control study from the years 1987 to 2003. Women under age 50 with AMI were identified by discharge diagnosis and cardiac markers. Data from a local community health assessment survey were used as a control group. Chi-square analysis was performed to compare history of smoking, hypertension, diabetes mellitus, obesity, menstrual status, and elevated cholesterol. Data on family history of MI were incomplete. Confidence intervals (CIs) and odds ratios (ORs) were calculated. RESULTS: Two hundred two women under age 50 with AMI and a control group of 311 women were matched for age, race, and demographics. The mean age in the AMI group was 42.6 years (range 22-49). The AMI group had more smokers (77% vs. 22.6%, OR = 11.5), hypertension (46.3% vs. 12.6%, OR = 6.6), diabetes (26.8% vs. 4.7%, OR = 7.4), elevated cholesterol (28% vs. 19.6%, OR = 2.5), and obesity (BMI > 30) (48.8% vs. 27%, OR = 2.6), with p < 0.05 for all categories. All AMI patients had at least one cardiac risk factor (95% CI = 0.0-0.014). 30% of the AMI group were pre-menopausal. Of pre-menopausal women (61), 87% had 2 or more risk factors. Initial ECG was diagnostic of AMI in 54.9% and suggestive of AMI in another 37%. CONCLUSIONS: Young women with AMI displayed all the usual risk factors, with smoking being the greatest risk, and approximately 92% had an initial ECG suggestive or diagnostic of AMI. All AMI cases had at least one risk factor for coronary artery disease. Young women without a cardiac risk factor and a normal EKG would be very unlikely to have AMI. Smoking cessation programs directed towards young women may have a large impact on the incidence of AMI in young women.



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