Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Enxerto de Derivação Fêmoro-poplítea de Dacron em pacientes com Bom Risco Claudicante
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Enxerto de Derivação Fêmoro-poplítea de Dacron em pacientes com Bom Risco Claudicante

28/09/2004
 



 

Foi publicado, recentemente, na revista The American Journal of Surgery um estudo realizado em um hospital-escola urbano afiliado a uma universidade para avaliar os enxertos protéticos fêmoro-poplíteos (FP) como tubos de derivação em pacientes favoráveis com claudicação refratária da perna.

 

Foi realizado um estudo de coorte da patência de enxertos FP de Dracron de 6mm utilizados para tratar pacientes com claudicação refratária da perna cumprindo os seguintes critérios: não-tabagista; artéria poplítea acima do joelho como um vaso alvo apropriado; fluxo tibial ≥ 2 vasos e terapia pós-operatória de anticoagulação e antiplaquetária. Os resultados incluíram a patência do enxerto FP primária e secundária, necessidade e resultado de intervenção subseqüente, amputação de membro e sobrevida.

 

De janeiro de 1998 até março de 2001, 92 pacientes foram submetidos a 100 enxertos de derivação de Dacron claudicação refratária a medicamentos. Todos foram submetidos à avaliação pós-operatória do enxerto utilizando-se ultra-som duplex. Utilizando-se a tabela de vida do critério da Sociedade de Cirurgia Vascular/ Sociedade Internacional de Cirurgia Cardiovascular, a patência primária foi de 84%, a patência primária assistida foi de 88% e a patência secundária foi de 90% em 5 anos. Dois pacientes (2%) morreram durante um período médio de acompanhamento de 49 meses (30 a 68). Nenhum membro necessitou de amputação. Entre nove membros nos quais a derivação FP de Dacron falhou, oito foram submetidos a subseqüente derivação autógena com sucesso para a artéria poplítea. 

 

Os autores concluíram que em pacientes selecionados com fatores favoráveis conhecidos para aumentar o valor preditivo da patência do enxerto protético, estes funcionam bem. Afirmaram que tais pacientes são submetidos a procedimentos mais simples e diretos, do que quando é realizada derivação FP autógena. Afirmaram, ainda, que o subseqüente sucesso da derivação FP autógena repetida sugere que a derivação FP protética prévia não ameaça o fluxo arterial da extremidade inferior.

Dacron femoral-popliteal bypass grafts in good-risk claudicant patients - The American Journal of Surgery 2004 – 187 (5): 580 – 584.

 


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