TARTARUGA-DA-AMAZÔNIA, UM GIGANTE EM EXTINÇÃO
Foto: Augusto Teran |
A Tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) é o maior quelônio de água doce da América do Sul, podendo atingir 82 cm de comprimento de carapaça e pesar até 60 quilogramas. Henry Bates, um inglês que morou na vizinhança da Vila de Ega, hoje Tefé, entre 1848 e 1859, estimou, naquela época, que, aproximadamente, 48 milhões de ovos da Tartaruga-da-Amazônia eram extraídos, anualmente, da região do médio Solimões e do rio Madeira e exportados para o Pará. Isto é o equivalente à produção de 400 mil fêmeas da espécie.
Em 1999, os estudos do pesquisador Augusto Terán, na área focal da Reserva Mamirauá, registraram 42 ninhos de tartaruga, e no ano de 2000, apenas 37.
O que devemos fazer para salvar da extinção a Tartaruga-da-Amazônia?
- Preservar os tabuleiros de desova.
- Não capturar tartarugas na Reserva Mamirauá durante os próximos 40 anos.
- Transplantar para as praias preservadas os ovos depositados em locais não protegidos.
- Na época do repiquete, transportar os ninhos para os locais mais altos das praias.
- Evitar o consumo de tartaruga-da-amazônia e de seus ovos.
Como participar dos trabalhos de preservação?
- Informar-se no Instituto Mamirauá e no Ibama sobre os trabalhos desenvolvidos na região.
- Formar grupos de amigos das tartarugas e trocar idéias sobre a preservação.
- Apoiar os trabalhos de fiscalização comunitária nas praias preservadas.
- Conversar com pessoas que participam das atividades de preservação: Pedro Tito, setor Ingá; Expedito Felicio, setor Horizonte; Mateus Guedes e Eliezeu Samuel, setor Aranapu/Barroso; Antônio Carvalho e Paulo Barbosa, setor Jarauá; e juntar-se a estes ou a outros grupos de preservação de quelônios na Reserva Mamirauá ou nas comunidades da região do médio Solimões e do Rio Madeira.
Assim, quem sabe, no futuro, nossos filhos e netos verão o que Henry Bates viu.