Meio Ambiente/Ecologia - Tartaruga gigante da Amazônia em extinção
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Meio Ambiente/Ecologia

Tartaruga gigante da Amazônia em extinção

11/06/2003
TARTARUGA-DA-AMAZÔNIA, UM GIGANTE EM EXTINÇÃO

 

Foto: Augusto Teran

A Tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) é o maior quelônio de água doce da América do Sul, podendo atingir 82 cm de comprimento de carapaça e pesar até 60 quilogramas. Henry Bates, um inglês que morou na vizinhança da Vila de Ega, hoje Tefé, entre 1848 e 1859, estimou, naquela época, que, aproximadamente, 48 milhões de ovos da Tartaruga-da-Amazônia eram extraídos, anualmente, da região do médio Solimões e do rio Madeira e exportados para o Pará. Isto é o equivalente à produção de 400 mil fêmeas da espécie.

Em 1999, os estudos do pesquisador Augusto Terán, na área focal da Reserva Mamirauá, registraram 42 ninhos de tartaruga, e no ano de 2000, apenas 37.

   O que devemos fazer para salvar da extinção a Tartaruga-da-Amazônia?

  • Preservar os tabuleiros de desova.
  • Não capturar tartarugas na Reserva Mamirauá durante os próximos 40 anos.
  • Transplantar para as praias preservadas os ovos depositados em locais não protegidos.
  • Na época do repiquete, transportar os ninhos para os locais mais altos das praias.
  • Evitar o consumo de tartaruga-da-amazônia e de seus ovos.

   Como participar dos trabalhos de preservação?

  • Informar-se no Instituto Mamirauá e no Ibama sobre os trabalhos desenvolvidos na região.
  • Formar grupos de amigos das tartarugas e trocar idéias sobre a preservação.
  • Apoiar os trabalhos de fiscalização comunitária nas praias preservadas.
  • Conversar com pessoas que participam das atividades de preservação: Pedro Tito, setor Ingá; Expedito Felicio, setor Horizonte; Mateus Guedes e Eliezeu Samuel, setor Aranapu/Barroso; Antônio Carvalho e Paulo Barbosa, setor Jarauá; e juntar-se a estes ou a outros grupos de preservação de quelônios na Reserva Mamirauá ou nas comunidades da região do médio Solimões e do Rio Madeira.

Assim, quem sabe, no futuro, nossos filhos e netos verão o que Henry Bates viu.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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