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Se experiência nacional for bem-sucedida, tratamento será adotado no SUS
O Ministério da Saúde irá selecionar 1.200 pessoas com problemas cardíacos para participar de uma pesquisa nacional para avaliar a eficiência do uso das células-tronco no tratamento dessas doenças.
O objetivo do governo é, no futuro, substituir as cirurgias cardíacas tradicionais feitas nos hospitais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) pela terapia com as células-tronco.
O estudo do governo irá avaliar a aplicação do implante de células-tronco em quatro tipos de patologias cardíacas: infarto agudo de miocárdio, doença coronariana crônica, cardiopatia dilatada e insuficiência cardíaca decorrente do mal de Chagas.
Os 1.200 cardíacos serão divididos em quatro grupos, com 300 pessoas cada, e de acordo com o tipo de problema. Esses, por sua vez, serão subdivididos em dois grupos: metade será submetida ao tratamento convencional e a outra metade à terapia celular.
A pesquisa irá durar três anos e custará aos cofres públicos R$13 milhões. A coordenação do estudo está a cargo do Instituto Nacional de Cardiologia das Laranjeiras, no Rio.
O diretor do Depto. de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, o médico Reinaldo Guimarães, explicou que as pesquisas realizadas no Brasil até agora com implante de células-tronco comprovaram a eficiência desse tipo de tratamento, mas foram feitas com um número pequeno de pessoas. Um dos objetivos do estudo nacional é ampliar os resultados já obtidos em estudos isolados.
Economia é significativa, diz Guimarães
Se, ao final da pesquisa, ficar comprovada a eficiência do procedimento, ele será adotado na rede pública. Segundo Reinaldo Guimarães, além do avanço médico, a economia com a adoção da terapia com células-tronco será enorme.
O governo gasta cerca de R$500 milhões anualmente com transplantes de coração, cirurgia de revascularização, pontes de safena e mamária, operações que seriam substituída pela terapia das células-tronco.
- Se ficar comprovado que esse procedimento é mais efetivo que o tradicional a economia será muito grande. Além dessa terapia ser muito menos invasiva que os transplantes - disse o diretor.
(O Globo, 25/9)
Jornal da Ciência
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