Psiquiatria e Psicologia - Esquizofrenia - quais os sintomas
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Psiquiatria e Psicologia

Esquizofrenia - quais os sintomas

29/10/2004

A esquizofrenia é uma doença mental crônica e incapacitante, que geralmente se manifesta na adolescência ou início da idade adulta, entre 20 e 30 anos de idade. Sua freqüência na população em geral é da ordem de 1 para cada 100 pessoas. No Brasil estima-se que há cerca de 1,6 milhão de esquizofrênicos.

Quais são os sintomas da doença?

A esquizofrenia se manifesta de forma bastante variável e, às vezes, é difícil identificá-la em sua fase inicial. Os principais sintomas são descritos em dois grupos, chamados de sintomas positivos e sintomas negativos. Os sintomas positivos são uma exacerbação ou distorção do funcionamento psíquico normal e compreendem os delírios, as alucinações, a desorganização do pensamento. Os sintomas negativos são a diminuição ou perda das funções psíquicas e incluem uma redução da afetividade, da motivação, a pobreza de discurso e o retraimento social. Descreveremos alguns destes principais sintomas:

1. Delírios: são idéias ou pensamentos que não correspondem à realidade, das quais o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo, o paciente acredita que está sendo vigiado ou perseguido ou observado por câmeras escondidas, acredita que os vizinhos ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer mal.

2. Alucinações: são percepções irreais dos órgãos dos sentidos. As alucinações auditivas são as mais freqüentes. O paciente diz que ouve vozes. Essas lhe dão ordens de como agir ou falam sobre ele. Podem ocorrer mais raramente outras formas de alucinações, como visuais, táteis ou olfativas.

3. Alterações do pensamento: as idéias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender.

4. Alterações da afetividade: O paciente perde a capacidade de expressar suas emoções e de reagir emocionalmente às circunstâncias, ficando indiferente e sem expressão afetiva. Outras vezes o paciente apresenta reações afetivas que são inadequadas em relação ao contexto em que se encontra.

Muitos outros sintomas podem ser observados nos pacientes com esquizofrenia, como diminuição da motivação, dificuldade de concentração, alterações da motricidade, desconfiança excessiva, indiferença. A esquizofrenia evolui geralmente em episódios agudos onde aparecem os vários sintomas acima descritos, principalmente delírios e alucinações, intercalados por períodos de remissão, com poucos sintomas manifestos.

Qual é a causa da esquizofrenia?

Até hoje não foi descoberta a causa da esquizofrenia. Fatores hereditários têm uma importância relativa, sabe-se que parentes de primeiro grau de um esquizofrênico têm chance maior de desenvolver a doença do que as pessoas em geral. Fatores ambientais (p. ex., complicações da gravidez e do parto, infecções, entre outros) que possam alterar o desenvolvimento do sistema nervoso no período de gestação parecem ter importância na doença. Alterações bioquímicas dos neurotransmissores cerebrais, particularmente da dopamina, parecem estar implicados na doença.

Como é feito o diagnóstico da esquizofrenia?

O médico psiquiatra é capaz de fazer o diagnóstico da doença a partir dos sinais e sintomas descritos acima. Não há nenhum tipo de exame de laboratório (exame de sangue, raio X, tomografia, eletroencefalograma etc.) que permita confirmar o diagnóstico da doença. Muitas vezes o clínico solicita exames, mas estes servem apenas para excluir outras doenças que podem apresentar manifestações semelhantes à esquizofrenia.

Como é o tratamento da esquizofrenia?

O tratamento da esquizofrenia tem como objetivo o controle dos sintomas e a reintegração do paciente.

O tratamento da esquizofrenia é feito através de duas abordagens: medicamentosa e psicossocial.

Tratamento medicamentoso:

Os medicamentos têm duas funções principais:
1. Alívio dos sintomas na fase aguda da doença;
2. Prevenção de novos episódios da doença.

O tratamento medicamentoso é imprescindível na esquizofrenia. Esses medicamentos são chamados de antipsicóticos ou neurolépticos. A maioria dos pacientes precisa utilizar a medicação de forma contínua para não ter novas crises. Portanto, o paciente deve ser avaliado pelo médico periodicamente.

A abordagem psicossocial é necessária para promover a reintegração do paciente à família e à sociedade.

Qual deve ser a participação dos familiares no tratamento do paciente?

É muito importante que os familiares estejam orientados quanto à doença e que compreendam os sintomas e as atitudes do paciente, evitando interpretações errôneas. Os familiares são fundamentais no tratamento e na reintegração do paciente. O impacto inicial da notícia de que alguém da família tem esquizofrenia é bastante doloroso. Como a doença é pouco conhecida e sujeita a muita desinformação as pessoas se sentem perplexas e confusas. Freqüentemente, diante das atitudes excêntricas dos pacientes, os familiares reagem também com atitudes inadequadas, perpetuando um círculo vicioso difícil de ser rompido. Atitudes hostis, críticas e superproteção prejudicam o paciente. Apoio e compreensão são necessários para que ele possa ter uma vida independente e conviva satisfatoriamente com a doença.

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