Psiquiatria e Psicologia - Formas de Tratamento sem Drogas da esquizofrenia
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Psiquiatria e Psicologia

Formas de Tratamento sem Drogas da esquizofrenia

29/10/2004
Formas de Tratamento sem Drogas






Entre as formas de tratamento sem drogas, podemos citar os seguintes:

O tratamento de Programa Comunitário.
Este consiste de um tratamento em que uma equipe de profissionais "ofertadores de atenção especializados" (psicólogos e outros profissionais de saúde mental) proporciona tratamento de apoio para os pacientes em seus lares, e é altamente benéfico e de custo eficientemente menor (comparado freqüentemente ao de hospitalização). Entretanto, só 2% dos 10% de pacientes participam de tais programas. OBS.: não existe no Brasil...

Reabilitação vocacional.
Até 90% dos pacientes com problemas mentais graves se encontram desempregados, apesar de que o trabalho remunerado seja muito importante na reabilitação do paciente. Um estudo informa que depois de um ano de trabalho, 40% dos pacientes com esquizofrenia que eram pagos por seus serviços obtiveram um melhora em todos os sintomas e 50% informou muita melhora nos sintomas positivos. Os que não recebiam por seu trabalho, a melhora foi consideravelmente menor. Menos de um quarto dos pacientes esquizofrênicos estão em programas que os possa ajudar a encontrar um trabalho para se manter.

Tratamentos alternativos.
Em alguns estudos foi utilizado a glicina (aminoácido), em grandes doses para tratar os sintomas negativos, resultando numa pequena melhora, mas significativa em alguns pacientes e de poucos efeitos colaterais. Noutro estudo, a glicina adicionada a um regime de drogas antipsicóticas, os pacientes manifestaram suas emoções como interiores e o reconhecimento de perdas reais. Em tais casos a psicoterapia é certamente um apoio essencial, sendo úteis outros tratamentos.

Tratamentos com Eletroconvulsivos (ECT) (Eletroconvulsivoterapia).
Este tratamento, usualmente denomiado Eletrochoque, recebeu má impressão desde que foi introduzido nos anos de 1940. Entretanto técnicas refinadas recentes ressuscitaram o seu uso, particularmente para depressão grave. Não foi encontrado nos estudos de mapeamento cerebral por Imagem indícios de que as técnicas atuais de ECT causem danos à estrutura do cérebro e alguns médicos sentem-se mais seguros do que com as terapias com drogas. Estudos num grupo pequeno de adolescentes com esquizofrenia e outras desordens, acharam ser útil o ECT.

Terapia Psicosocial (Psicanálise e Psicologia).
Sabe-se atualmente que esta terapia Psicosocial é a base física para a esquizofrenia, não mais recomendada como um tratamento alternativo para as drogas. Um estudo informou que os pacientes mais maleáveis à administração das drogas, são os que se encontram em terapia (psicológica ou psicosocial) pelo menos durante quinze minutos por mês. A maioria dos especialistas acreditam que um programa intregado oferecendo tanto médico quanto tratamento psicológico ao paciente e apoio à família do paciente ou outro "caregivers" (profissionais ofertadores de atenção), é importante para a melhora a longo prazo dos pacientes com esquizofrenia. A técnica clássica psicanalítica, que descobre e analisa acontecimentos da infância, o uso de métodos terapêuticos cognitivos comportamentais, mostram uma particular promessa de ajuda aos pacientes. Comumente usada para a depressão, este tratamento clássico psicanalítico tende a fortalecer a capacidade do paciente em normalizar os pensamentos utilizando exercícios mentais e auto-conhecimento. Pacientes que combinaram terapia cognitiva com cuidados de rotina (medicamentos) informaram quase oito vezes mais as chances de melhora comparados aos que somente utilizam cuidados de rotina. A terapia cognitiva ensina aos pacientes a mudarem os seus padrões comportamentais de pensamentos negativos ajudando-os com técnicas para resolver seus problemas e outras estratégias para reduzir os riscos de reincidência dos surtos. Um método é o retraimento, em que o paciente compensa com suas habilidades básicas de vida , o seu dano mental. Os pacientes são treinados nas habilidades sociais, tais como boa higiene, cozinhar, viajar, melhorar os pensamentos e aprendem técnicas para alcançar uma qualidade básica de vida. A análise também deve incluir métodos para a redução de tensão, intervir para manter a conformidade da terapia com drogas e apoio emotivo geral.

A família e estruturas de apoio externa.
Apoio familiar. Em qualquer tratamento de desordem mental, é insensato ver o paciente como se ele não existisse. As pessoas próximas do paciente exercem grande influência no curso de uma doença ignorada. É profundamente doloroso para alguém lidar com um ente amado cujo comportamento não é determinado pela resposta saudável imediata ao mundo real, mas por um mecanismo interno misterioso para o qual foi desviado. Não obstante, menos que 10% das famílias de pacientes com esquizofrenia recebem apoio e educação, mesmo sendo mostrado por muitos estudos os benefícios de tais programas para ambos, paciente e familiares pela estatística de 7% da redução dos sintomas negativos, menor depressão e melhor funcionamento mental. A glicina está disponível nas farmácias, mas entre 60 e 120 pílulas teriam que ser tomadas diáriamente para combinar a força da glicina, estando então atualmente em julgamento se deve ou não ser administrada. Os médicos não recomendam o uso da glicina comprada para este propósito e mais pesquisas seguem, por enquanto. De acordo com os resultados de um estudo recente, o consumo de omega-3 ácidos gordurosos encontrados em óleos de peixe, foi associado à melhora nos pacientes com esquizofrenia.

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