Minerais - Estanho- mineral
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Minerais

Estanho- mineral

13/11/2004


 

Depois do paleolítico e do neolítico, a liga de estanho e cobre - o bronze - substituiu a pedra na fabricação de armas e utensílios, a ponto de "idade do bronze" tornar-se a designação corrente da terceira fase no desenvolvimento da cultura material dos povos da Europa, Ásia e Oriente Médio.

Estanho é um elemento químico metálico, de símbolo Sn, pertencente ao grupo IVa da tabela periódica. Metal mole de cor branco-prateada, forma compostos estanosos (Sn2+) e estânicos (Sn4+), assim como sais complexos dos tipos estanito e estanato. Ligas de estanho já eram conhecidas antes do ano 3000 a.C., mas não se sabe quando o metal foi isolado pela primeira vez. Civilizações pré-colombianas da América usavam-no para fabricar bronzes e peças que serviam de moeda.

Propriedades e estado natural. O estanho liga-se facilmente com quase todos os metais. Na natureza, pode ser encontrado em estado puro, mas geralmente é extraído da cassiterita, em forma de óxido estanoso, de fórmula SnO2.

No que se refere às características físicas, o estanho é um metal não-tóxico, mole e dúctil, altamente fluido em estado líquido. O baixo ponto de fusão facilita seu uso como revestimento para proteger metais contra oxidação. Reage com ácidos e bases fortes, mas é relativamente inerte frente a soluções neutras. A cor branco-prateada se mantém mesmo quando o estanho é exposto à intempérie, porque o metal forma uma fina película de proteção ao reagir espontaneamente com o oxigênio.

Existem duas formas alotrópicas (estruturas cristalinas distintas): estanho branco (forma beta) e estanho cinzento (forma alfa). A temperatura de transformação da forma beta em alfa é de 13o C, mas a alteração estrutural só ocorre quando o metal é de grande pureza. A transformação inversa se processa a baixa temperatura, mas pode ser evitada através da adição de pequenas quantidades de antimônio, bismuto, cobre, chumbo, prata ou ouro, normalmente presentes nas ligas com fins comerciais.

Ligas e aplicações. Do estanho obtêm-se com facilidade fases intermetálicas (ligas de dois ou mais metais) duras e frágeis. As ligas mais utilizadas são as de cobre e estanho em proporções variadas, que recebem o nome genérico de bronze e podem levar ou não elementos de modificação, como zinco, chumbo e manganês. O estanho também forma ligas para solda (combinado em partes iguais com o chumbo), peltre (75% de estanho e 25% de chumbo) e metal-patente (estanho com pequena quantidade de antimônio e cobre). Elementos de ligação como cobre, antimônio, bismuto, cádmio e prata aumentam sua dureza.

Emprega-se o estanho principalmente em chapas, tubos e fios, por sua ductilidade, maciez, resistência à corrosão e qualidades biocidas. É muito usado como revestimento de aço e cobre. Grande parte do estanho produzido no mundo é consumida no preparo da folha-de-flandres, usada em latas para a indústria de conservas. O revestimento das chapas de aço, nesse caso, pode ser feito por imersão em cubas de metal fundido ou por eletrodeposição, processo que permite obter camadas de espessura muito fina.

Compostos orgânicos e inorgânicos de estanho encontram aplicações industriais. Um dos principais usos dos primeiros, como o óxido de tri-butil-estanho, é como aditivo de tintas envenenadas, para proteção de cascos de navios contra flora e fauna aquáticas. Entre os inorgânicos, o cloreto estanoso, por exemplo, adicionado ao sabão, permite conservar a cor e o perfume, e o óxido estânico serve como acabamento fosco de vidros e esmaltes. Sais de estanho também são utilizados em remédios, espelhos, e papéis para embalar cigarros e chocolates.

No final do século XX, os principais produtores de estanho eram a Malásia, a antiga União Soviética e o Brasil. As jazidas brasileiras de cassiterita ocorrem em Minas Gerais (São João del Rei), São Paulo (Moji das Cruzes), Rio Grande do Norte (Carnaúba do Dantas, Acari e Parelhas), Paraíba (Juazeiro, Picuí e Soledade), Rio Grande do Sul (Encruzilhada do Sul), Goiás (Ipameri, Piracanjuba), Amapá (vale do rio Amapari) e Rondônia.

Autoria: Felipe Parizotto

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