Sobrevida de Portadores de Mutação BRCA1 e BRCA2 com imagem de ressonância magnética, ultra-sonografia, mamografia e exame clínico dos seios
Ellen Warner, MD; Donald B. Plewes, PhD; Kimberley A. Hill, BA; Petrina A. Causer, MD; Judit T. Zubovits, MD; Roberta A. Jong, MD; Margaret R. Cutrara, RN; Gerrit DeBoer, PhD; Martin J. Yaffe, PhD; Sandra J. Messner, MD; Wendy S. Meschino, MD; Cameron A. Piron, MSc; Steven A. Narod, MD
Author Affiliations: Division of Medical Oncology, Department of Medicine (Dr Warner and Mss Hill and Cutrara), Imaging Research and Department of Medical Biophysics (Drs Plewes, DeBoer, and Yaffe, and Mr Piron), Department of Medical Imaging (Drs Causer and Jong), Department of Pathology (Dr Zubovits), Division of Clinical Trials and Epidemiology (Dr DeBoer), Departments of Preventive Oncology and Family and Community Medicine (Dr Messner), and Center for Research in Women's Health (Dr Narod), Sunnybrook and Women's College Health Sciences Centre and University of Toronto; and Department of Genetics, North York General Hospital (Dr Meschino), Toronto, Ontario.
Recomendações atuais para mulheres portadoras de mutação BRCA1 E BRCA2 indicam o exame dos seios a partir dos 25 anos com o uso de mamografia anual, além do exame clínico dos seios (CBE) a cada seis meses e, mesmo assim, muitos tumores são diagnosticados em fase relativamente avançada. A ressonância magnética (MRI) e a ultra-sonografia podem aumentar a capacidade de detectar o câncer de seio em estágios precoces.
OBJETIVO
Comparar a sensibilidade e especificidade dos 4 métodos (mamografia, ultra-sonografia, e CBE) na triagem do câncer de seio, em mulheres com suscetibilidade hereditária ao câncer de seio devido à mutação BRCA1 ou BRCA2.
DESENHO
Fizeram parte do estudo 236 mulheres canadenses com idades entre 25 a 65 anos com mutação BRCA1 ou BRCA2 que realizavam 1 a 3 exames de triagens anual que consistiam de: MRI, mamografia e ultra-sonografia em hospital e centro terciário de ensino entre novembro de 1997 e março de 2003. No dia da obtenção do exame de imagem e com intervalo de seis meses, CBE foi realizado.
MEDIDAS PRINCIPAIS DE ACOMPANHAMENTO
Sensibilidade e especificidade de cada um das 4 modalidades de acompanhamento e sensibilidade de todos as quatro modalidades verso a mamografia e CBE.
RESULTADOS
Cada modalidade de imagem foi interpretado de forma independente por radiologista que atribuiu escore de 5 pontos da escala de Reporting and Data System. Todas as lesões com escore de 4 ou 5 (suspeito ou altamente suspeito para malignidade) foram biopsiadas. Se observou que 22 casos de câncer foram detectados (16 invasivos e carcinomas ductais in situ). Destes 17 (77%) foram detectados por MRI verso 8 (36%) detectados pela mamografia, 7 (33%) pela ultra-sonografia e 2 (9,1%) pelo CBE. A sensibilidade e especificidade (baseada nos achados de biópsia) foi de 77% e 4% para a MRI, 36% e 99,8% para a mamografia, 33% e 96% para a ultra-sonografia e 9,1 e 99,3% para CBE, respectivamente. Se encontrou um caso de câncer entre os exames. Todas as quatro modalidades de triagem combinadas apresentaram uma sensibilidade de 95% verso 45% para a mamografia e CBE combinadas.
CONCLUSÕES
Nos portadores de mutação BRCA1 e BRCA2, a MRI é mais sensível para a detecção do câncer de seio do que a mamografia, ultra-som ou CBE isoladamente. Ainda permanece a dúvida se o regime de acompanhamento incluindo MRI reduz a mortalidade por câncer de seio em mulheres em alto risco para esta patologia.
JAMA. 2004;292:1317-1325. Vol. 292 No. 11, September 15, 2004