Neurologia/Neurociências - Níveis Normais de D-dímero Podem Excluir Confiavelmente a Trombose do Seio Cerebral?
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Neurologia/Neurociências

Níveis Normais de D-dímero Podem Excluir Confiavelmente a Trombose do Seio Cerebral?

12/02/2005
 




A trombose do seio cerebral (TSC) necessita ser considerada no diagnóstico diferencial de todos os pacientes com cefaléia aguda. O diagnóstico inicial é essencial pelo fato do tratamento precoce poder prevenir a morbidade e até mesmo salvar a vida.  A exclusão definitiva, no entanto, necessita de diagnósticos neurorradiológicos avançados, os quais não estão prontamente disponíveis em muitos hospitais.

 

Em um artigo publicado recentemente na revista Stroke, os autores investigaram se o D-dímero poderia também ser sensível o suficiente para excluir a TSC, tendo em vista que os D-dímeros têm sido úteis para excluir doenças tromboembólicas. Foi feito um estudo prospectivo multicêntrico durante um período de 2.5 anos incluindo todos os pacientes que chegaram ao pronto-socorro com sintomas sugestivos de TSC. Todos os pacientes foram diagnosticados pela ressonância magnética com venografia, venografia por tomografia computadorizada em espiral ou angiografia intra-arterial com subtração digital.

 

Os níveis de D-dímero foram medidos na  entrada e analisados pelo mesmo método em todos os pacientes. Um total de 343 pacientes foram incluídos no estudo. A TSC foi diagnosticada em 35 pacientes, dos quais 34 apresentavam D-dímeros acima do valor de corte ( > 500 µg/L). Dos 308 pacientes sem TSC, os níveis de D-dímeros estavam elevados em 27 pacientes.

 

A sensibilidade dos D-dímeros foi de 97.1%, com um valor preditivo negativo de 99.6%.  A especificidade foi de 91.2%, com um valor preditivo positivo de 55.7%.  Os D-dímeros foram positivamente associados à extensão da trombose e negativamente associados à duração dos sintomas (coeficientes de correlação por rank de Spearman de 0.76, –0.58, respectivamente).

 

Os autores concluíram que a medida do D-dímero é útil em pacientes com suspeita de TSC e os seus valores normais  tornam a presença da TSC muito improvável.

Do Normal D-dimer Levels Reliably Exclude Cerebral Sinus Thrombosis? - Stroke – 2004; 35:2820

Do Normal D-dimer Levels Reliably Exclude Cerebral Sinus Thrombosis?

Christoph M. Kosinski, MD; Michael Mull, MD; Michael Schwarz, MD; Benno Koch, MD; Rolf Biniek, MD; Joachim Schläfer, MD; Eva Milkereit; Klaus Willmes, PhD; Johannes Schiefer, MD

From the Departments of Neurology (C.M.K., E.M., J.S.), Neuroradiology (M.M.), and Neuropsychology (K.W.), Universitätsklinikum Aachen, Germany; the Department of Neurology (M.S., B.K.), Klinikum Dortmund, Germany; and the Department of Neurology (R.B., J.S.), Rheinische Kliniken Bonn, Germany.

Correspondence to Dr Christoph M. Kosinski, Department of Neurology, Universitätsklinikum Aachen, Pauwelsstrasse 30, D-52074 Aachen, Germany. E-mail CKosinski@ukaachen.de

Background and Purpose— Cerebral sinus thrombosis (CST) needs to be considered in the differential diagnosis of all patients with acute headache. Early diagnosis is essential because early treatment may prevent morbidity and may even be life-saving. Definite exclusion, however, needs advanced neuroradiologic diagnostics, which are not readily available in many hospitals. Because measurement of D-dimers has been demonstrated to be helpful in excluding thromboembolic disease, our aim was to investigate whether D-dimers would be also sensitive enough to exclude CST.

Methods— We undertook a prospective multicenter study over a 2.5-year period including all patients who came to the emergency departments with symptoms suggestive of CST. All patients were diagnosed either by magnetic resonance venography, spiral computed tomography scan venography, or intra-arterial digital subtraction angiography. D-dimer levels were measured at admission and analyzed by the same method in all patients.

Results— A total of 343 patients were included. CST was diagnosed in 35 patients, of whom 34 had D-dimers above the cutoff value (>500 µg/L). From the 308 patients not having CST, D-dimers were elevated in 27. Sensitivity of D-dimers was 97.1%, with a negative predictive value of 99.6%. Specificity was 91.2%, with a positive predictive value of 55.7%. D-dimers were positively correlated with the extent of the thrombosis and negatively correlated with the duration of symptoms (Spearman rank correlation coefficients 0.76, –0.58, respectively).

Conclusions— D-dimer measurement is useful in patients with suspected CST. Normal D-dimers make the presence of CST very unlikely.


Key Words: cerebrovascular disorders • computerized tomography • magnetic resonance imaging • thromboembolism






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