Genética/Clonagem/Terapia gênica - Genomas comparados
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Genomas comparados

13/02/2005


Quantas espécies de organismos devem ter no genoma revelado para esclarecer
se o processo evolutivo conservou certas regiões do DNA?

Eloi S. Garcia é pesquisador e ex-presidente da Fiocruz, membro da Academia
Brasileira de Ciências e Superintendente de Desenvolvimento Cientifico da
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do RJ. Artigo enviado
pelo autor ao 'JC e-mail':

Após a quase a revelação total da seqüência do genoma humano, procurou-se
discutir o seqüenciamento de outros organismos, principalmente para
verificar se certas regiões do DNA são idênticas entre diferentes espécies.
Assim, poderia compreender melhor sua função nos genomas.

Este debate levantou uma questão importante: quantas espécies de organismos
devem ter no genoma revelado para esclarecer se o processo evolutivo
conservou certas regiões do DNA?

Não resta dúvida de que não se deve decidir sobre esse questionamento
baseando-se em intuição, ou no eu acho que! É importante considerar que as
seqüências destes genomas têm um valor tremendo para servir com referência e
analisar a seqüência do genoma humano.

Em um artigo publicado no mês de Janeiro de 2005 no Public Library of
Science - PLOS Biology, um pesquisador do Howard Hughes Medical Institute na
Washington University School of Medicine, demonstrou um modelo matemático
que oferece resposta a essa questão.

De acordo com o modelo avaliações críticas estão relacionadas com a decisão
de quais espécies deve ter seu genoma analisado. Muitas espécies necessitam
ser comparadas para concluir-se um uma pequena seqüência de bases de DNA são
conservadas, comparadas com a necessidade de identificar regiões longas de
DNA conservados.

Por outro lado, em termos evolucionários, quanto mais próximo estiver um
certo grupo de organismos, mais comparações são necessárias para evidenciar
se uma certa região do DNA é conservada entre as espécies.

O trabalho nos exemplifica dando resultados de análises prévias que
indicaram que 10 - 20 genomas de mamíferos são necessários para determinar
se uma certa região de poucos nucleotídeos é conservada, calculo tendo um
erro menor que 1%.

O modelo é extremamente útil para revelar se longas regiões do DNA são
conservadas, como regiões pertencentes a genes ou sítios de ligação do DNA
em proteínas que controlam a expressão genética.

O modelo matemático desenvolvido leva em consideração o tamanho de uma
região conservada de DNA, o número de espécies de organismos seqüenciados e
suas distâncias evolutivas.

Resultados prévios também mostram que se deve comparar aproximadamente 17
genomas separados para uma distância evolucionária entre o ser humano e o
camundongo.

Em certos casos, quando os nucleotídeos mudam com freqüência, deve-se usar
25 genomas. Para reduzir o risco de 1% para 0,0001%, cerca de 120 genomas
deveriam ser comparados.

No entanto, partes de genes com um tamanho de 50 nucleotídeos, somente uma
comparação simples é necessária. No caso de segmentos de genes com 10
nucleotídeos, 3 a 15 genomas são necessários.

Este modelo dá um rigor maior a intuição e leva os pesquisadores a pensar
mais em seus estudos de genomas comparativos.

 artigo de Eloi S. Garcia


Jornal Comciência- SBPC


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