Vem chegando o verão. Os avanços da tecnologia modificaram os itinerários de muitas mulheres: antes de irem para a Joaquina, com manguinhas e perninhas de fora, correm para centros de estética, a fim de pegar um bronze. As sessões de bronzeamento artificial tem lá o seu charme: camas confortáveis, som estérico, vídeos no telão, suco de manga no canudinho. A exposição ao raios ultravioletas, entretanto, é muito prejudicial, sendo capaz de provocar câncer de pele.
As câmaras de bronzeamento artificial são constituídas por uma estrutura de acrílico transparente que permite a passagem da luz gerada por uma série de lâmpadas. Algumas câmaras possuem lâmpadas apenas na sua parte superior, o que exige que o paciente se vire, após cerca de 20 minutos, para o completo bronzeamento; outras possuem lâmpadas em toda sua circunferência, tornando a mudança de decúbito desnecessária. O uso de protetores oculares é imperativo durante as sessões, pois existe o risco de queimadura da córnea e até cegueira.
Os fabricantes das câmaras de bronzeamento relatam que suas lâmpadas apenas emitem UV-A1, porém como não existe uma regulamentação rígida que controle sua fabricação, bem como não existe fiscalização sobre seu uso, pouco se pode dizer da credibilidade desta fonte de emissão luminosa e sobre os riscos do desenvolvimento do câncer de pele.
Nos EUA, o bronzeamento artificial já faz parte da lista de agentes carcinogênicos, e é contra-indicado pelos médicos.
CUIDADO!!!
As lâmpadas das câmeras de bronzeamento produzem raios UVA, que, além do escurecimento da pele, causa envelhecemento precoce da pele e câncer de pele. - Cape Henlopen and Nanticoke Dermatology, Inc.
Raios UVA causam envelheciemento, rugas e perda de elasticidade da pele. - Thomas Jefferson University Hospital
Evidências de laboratório mostram que os raios UVA das câmeras de bronzeamento causam danos ao DNA das células da pele. - Harvard School of Public Health
Dois tipos de melanoma estão definitivamente associados com raios UVA Laboratory of Molecular Genetics, UPR42 CNRS-IFC1, Institut de Recherches sur le Cancer BP No. 8, 94801 Villejuif Cedex, France
A Academia Americana de Dermatologia está estudando uma maneira de proibir o uso de câmeras de bronzeamento.Richmond Light Company
O Bronzeamento Artificial por radiação UV já faz, nos EUA, parte da lista de agentes carcinogênicos.Health Sciences & Technology Academy
Muitos óleos bronzeadores e pílulas de bronzeamento que existem no mercado não aumentam de forma nenhuma a pigmentação da pele - não passam de fraudes. Muitos são, ainda, prejudiciais à pele. Anti-Cancer Foundation South Australia
Updates.Científicos://
queimaduras solares
O mecanismo de proteção do organismo contra efeitos nocivos das queimaduras de sol, como câncer de pele, foi esclarecido por Laurie Hill e colaboradores da Universidade do Texas em Houston (EUA). A exposição da pele à radiação solar ultravioleta pode induzir danos aos cromossomos e mutações genéticas, eventualmente provocando câncer de pele e favorecendo o desenvolvimento de melanoma (de alta malignidade). A formação de queimaduras solares é um mecanismo de defesa contra essas mutações genéticas, levando à eliminação de células afetadas da pele no processo de descascar. Isso ocorre por apoptose (suicídio celular). Os pesquisadores verificaram que o processo de apoptose é desencadeado pela proteína FasL, cuja formação é induzida pelo dano ao DNA. A exposição à radiação ultravioleta provocou acúmulo de mutações na epiderme em 70% dos casos em ratos deficientes em FasL (com apoptose muito menor), mas em apenas 5% dos casos em ratos normais. Science, 06/08/1999