Durante discurso proferido no Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, no estado do Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Humberto Costa, informou que 1.200 voluntários cardiopatas – vitimados por infarto agudo do miocárdio, doença isquêmica crônica do coração, cardiomiopatia dilatada e cardiopatia por mal de Chagas – serão selecionados e acompanhados em um dos 40 centros vinculados à pesquisa.
Segundo o ministro, trata-se do primeiro “de uma série de estudos programados com células-tronco”. Ainda em 2005 outros vão ser implementados, para verificar a ação das células no tratamento de diabetes, lesão na medula espinhal e mal de Alzheimer.
Células adultas
Aprovada recentemente pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), a técnica a ser empregada basicamente se constitui na retirada do material do próprio paciente, em especial, de sua medula óssea, implantando-o no local das eventuais lesões.
Após o procedimento, o tempo de recuperação do paciente é de cerca de 72 horas.
Divididos em quatro grupos com 300 pessoas cada, os voluntários serão acompanhados durante três meses e não poderão optar entre receber o tratamento com células-tronco ou o tradicional. De acordo com os cientistas, o método duplo cego visa garantir a credibilidade do estudo e não influenciar o paciente sobre os motivos que o levaram a uma melhora.
Os resultados da pesquisa devem ser apresentados em um prazo de três anos. No entanto, segundo o ministério da Saúde, se os resultados preliminares se demonstrarem eficazes, o procedimento deverá ser disponibilizado antes pelo SUS. “O objetivo é massificar esse tipo de tratamento. Os primeiros estudos já mostraram que não há rejeição a essa terapia, que não causa efeito colateral”, lembrou Humberto Costa.
Fontes: O Globo e O Estado de São Paulo
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