Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Elevação da Freqüência Cardíaca sobre a Incidência de Eventos Cardíacos em Pacientes Criticamente Doentes com Elevado Risco de Complicações Cardíacas
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Elevação da Freqüência Cardíaca sobre a Incidência de Eventos Cardíacos em Pacientes Criticamente Doentes com Elevado Risco de Complicações Cardíacas

23/02/2005

Impacto da Elevação da Freqüência Cardíaca sobre a Incidência de Eventos Cardíacos em Pacientes Criticamente Doentes com Elevado Risco de Complicações Cardíacas



 

Em um artigo publicado recentemente na revista Critical Care Medicine, os autores avaliaram a incidência dos principais eventos cardíacos em pacientes criticamente doentes com elevado risco de complicações cardíacas e elevada freqüência cardíaca.  Foi feito um estudo retrospectivo observacional em uma unidade de terapia intensiva (UTI) clínica/cirúrgica com 15 leitos durante um período de 12 meses.

 

Foram estudados pacientes com elevado risco de complicações cardíacas, de acordo com um índice revisado de Goldman, os quais foram tratados por pelo menos 36 horas na UTI. Foram investigados pacientes que apresentavam freqüência cardíaca elevada prolongada, definida como uma freqüência cardíaca > 95 batimentos/minuto por mais de 12 horas em pelo menos um período de 24 horas durante a permanência na UTI. Os pacientes com elevado risco cardíaco que não apresentavam esta característica serviram como controles. Os principais eventos cardíacos, definidos como infarto miocárdico não fatal, parada cardíaca não fatal e morte associada ao problema cardíaco foram as medidas prognósticas primárias.

 

De um total de 791 pacientes,  69  foram avaliados como pacientes de elevado risco cardíaco. Dos 39 pacientes com freqüências cardíacas elevadas prolongadas,  19 (49%)  apresentavam os principais eventos cardíacos, enquanto que no grupo controle de 30 pacientes, apenas quatro pacientes (13%) tiveram eventos cardíacos (p = .002; odds ratio, 6.2).  Os pacientes com elevada freqüência cardíaca foram tratados por 4.5 dias a mais na UTI (p = .01),  enquanto que as taxas de sobrevida na UTI e 30 dias após a alta desta unidade de terapia não diferiram significativamente.

 

Os autores concluíram que este estudo forneceu a evidência para uma incidência aumentada dos principais eventos cardíacos em pacientes criticamente doentes com elevado risco cardíaco e freqüência cardíaca elevada prolongada durante a permanência na UTI.  Além do mais, a elevada freqüência cardíaca esteve associada a um tempo de permanência significativamente maior na UTI.

Impact of prolonged elevated heart rate on incidence of major cardiac events in critically ill patients with a high risk of cardiac complications - Critical Care Medicine – 2005; 33(1):81-88

Impact of prolonged elevated heart rate on incidence of major cardiac events in critically ill patients with a high risk of cardiac complications *.
Critical Care Medicine. 33(1):81-88, January 2005.
Sander, Olaf MD; Welters, Ingeborg D. MD, PhD; Foex, Pierre MD, DPhil; Sear, John W. MD, BSc, PhD

Abstract:
Objective: To assess the incidence of major cardiac events in critically ill patients with a high risk of cardiac complications presenting with an elevated heart rate.

Design and Setting: Observational, retrospective study in a 15-bed medical/surgical Intensive Care Unit (ICU) at a university hospital for a period of 12 months.

Patients: We studied patients with a high risk of cardiac complications, according to the revised Goldman index, who were treated for at least 36 hrs in the ICU. Patients presenting with prolonged elevated heart rate, defined as a heart rate >95 beats/min for >12 hrs in at least one 24-hr period of their ICU stay, were investigated. Cardiac high-risk patients not developing this criterion served as controls. Major cardiac events, defined as nonfatal myocardial infarction, nonfatal cardiac arrest, and cardiac related death, were the primary outcome measures.

Results: From a total of 791 patients, 69 patients were assessed as cardiac high-risk patients. Of 39 patients with prolonged elevated heart rates, 19 (49%) sustained major cardiac events, whereas in the control group of 30 patients, only four patients (13%) had a major cardiac event (p = .002; odds ratio, 6.2). Patients with elevated heart rate had to be treated 4.5 days longer in the ICU (p = .01), whereas the ICU and 30-day post-ICU discharge survival rates did not differ significantly.

Conclusions: In this study, we provide evidence for an increased incidence of major cardiac events in critically ill, cardiac high-risk patients with a prolonged elevated heart rate during their ICU stay. In addition, elevated heart rate was associated with a significantly longer ICU stay.


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