Genética/Clonagem/Terapia gênica - Terapia gênica contra o Parkinson
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desenvolveram anticorpos contra a proteína.

O mal de Parkinson é uma doença marcada pela perda de neurônios responsáveis
pela produção de dopamina, um importante neurotransmissor, essencial para o
controle das funções musculares.

A terapia gênica, segundo Mandel, seria uma maneira de induzir a produção de
GDNF no cérebro, oferecendo proteção a esses neurônios. Ele alerta,
entretanto, que a estratégia ainda não é segura para ser testada em seres
humanos.

'Uma vez que você liga a GDNF, ela vai estar lá para o resto da vida. Por
isso precisamos controlá-la. Estamos trabalhando nisso neste momento.'

No segundo estudo, com ratos, os cientistas usaram terapia gênica para
compensar um efeito colateral da droga Levadopa. O medicamento, muito usado
no tratamento da doença, eleva a produção de dopamina no cérebro, mas em
estágio avançado pode falhar e causar perda de movimentos.

Os pesquisadores inseriram no cérebro de roedores com alta deficiência de
dopamina uma cópia de um gene responsável pela síntese da molécula L-dopa
(base do medicamento).

Os ratos tratados não só recuperaram um alto grau de controle muscular, como
passaram a produzir níveis contínuos de L-dopa no cérebro, anulando os
eventuais efeitos colaterais.

Os resultados foram publicados nas revistas Brain e The Journal of
Neuroscience.

Riscos e benefícios

A terapia gênica, advertem os pesquisadores, é uma técnica altamente
promissora, mas que também envolve sérios riscos.

Para inserir o gene correto no genoma do paciente, é preciso utilizar um
vírus modificado, que serve como vetor para levar o material genético até o
núcleo das células.

Esses vírus são parcialmente desativados, de modo que não causem doença nem
consigam se replicar dentro das células - como fariam normalmente.

Ainda assim, trata-se de uma intervenção arriscada: o vírus pode dar início
a uma reação imunológica.

Outro fator de risco é que os cientistas não conseguem controlar onde o novo
gene será inserido no genoma - ele pode se sobrepor a algum gene importante,
ou ativar algum gene cancerígeno, por exemplo.

Em 2003, o governo americano suspendeu 30 experimentos de terapia gênica
depois que crianças que participavam de experimentos na França desenvolveram
leucemia durante o tratamento. Em 1999, um paciente morreu durante estudo
nos EUA. (The Gainesville Sun)

(O Estado de SP, 23/2)

Jornal da Ciência- SBPC


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